Luciana Souza

Luciana Souza

n. 1971 BR BR

Sou tão pequena que... O que percebo não cabe em mim, então, devolvo parte pro papel.

n. 1971-02-11, São Paulo

Perfil
26 239 Visualizações

Caminhos


São apenas caminhos
Por vezes tortos
Irreconhecíveis
Com enormes abismos
Entre o que se quer
E o que se tem

São árduos caminhos
Por vezes frios
Porém concretos
Cheios de vazios
E espaços abertos
E inúmeros rumos além

São caminhos incertos
Com amigos por perto
Se tornam caminhos abertos
Um presente que se tem
Ler poema completo
Biografia

OFERENDA POÉTICA


Para você que como eu
Gosta de rimas e versos poéticos
Se encanta com a pessoa exposta
Na borra do papel
Desfruta da intimidade
Que é desvendar o outro
Na brevidade de poucas linhas
E num momento se reconhecer
Em cada coisa que sente
Tal qual o medo, o desejo e a dor
Eu lhe peço que sem nenhum pudor
Aceite minha oferenda poética
Uma coletânea de poesias e crônicas
"Lu Artístico", minha primeira façanha
E para esse humilde destinatário
[email protected]
Envie um pequeno bilhete dizendo assim
Quero "Lu Artístico" para mim
E de bom grado lhe enviarei
Por e-mail o meu primeiro feito
E só o que espero é que goste
E que diga para toda gente que
"Lu Artístico" está disponível na Amazon
E assim findo contente

Poemas

5

Despertar


Dia amanhecendo
A luz ainda azulada
E o sol tímido atrás das montanhas
E no vento leve o cheiro
Da manhã que está por vir
De tudo o que pode acontecer
Dos amigos que irão partir
Dos amores para me despir
Para que rancores, senão
Para manchar nossas almas puras
Ainda que falemos da menor parte delas
Sinto o cheiro das velas se apagando
Do mar se revoltando
Do resquício do suor noturno
Da grama ainda molhada
E do café que nossas almas desperta
E nos faz acordar para a vida
786

Náusea


Eu sinto nojo
Me embrulha o estômago
Que se contorce
Na tentativa inútil de fugir

Sou presa fácil
Nascida para humilhação
Não é essa a missão do brasileiro
Esse povo cordeiro nascido
Para servir aos que podem

Filhos da terra
Reféns de uma autoridade
Que só serve para enganar
E manter tudo como está
Sob cabresto forte
Que gera apenas o desejo
De morrer em outro lugar
243

Alimento


Para servir alguém especial,
Doce ou salgado,
Quente ou gelado,
Não importa, afinal,

Se há carinho e afeto,
É só dar de bandeja,
Fazer feliz a quem se preza
Com toda a certeza.

Se amar é doce,
Amar docemente é
A melhor sobremesa,
Substância além da mesa.

É o que é do homem,
É sua essência,
É aquilo que o eleva
A sua própria grandeza.
846

Medo da Morte


Que tormento
Meu lamento é só porque
Os dias se demoram
E à noite, sozinha
Mesmo ao teu lado
Sofro quieta, calada
Pelo tempo que nos escapa
E assim adentrando a madrugada
Tal tormento me faz acordada
Até que exausta me entrego
Àquele que nos dá alento
No escuro em breves momentos
Onde tudo se torna possível
Sonho por toda a madrugada
Para não me ver morrer acordada

899

Beijo


Molhado, temperado
E nada mais vejo
Fecho os olhos
E me entrego totalmente
A esse anseio
Línguas invasivas
Nada fere, só excita
E me rendo ao deleite
Morno para quente
Um suar frio, um agrado
O calor que agora sente
É de um beijo molhado
897

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.