Sanfonar
Para ti, serei sempre uma sanfona
Tua meia pera, em curvas e jeito
Palavras música vindas do peito
Gestos ousados…a tua amazona.
Tange bem as cordas desta durona
É mester que o faças sem desrespeito
Prime-me as teclas sem qualquer defeito
Faz subir em nós a Testosterona.
Não pares, usa a viela de roda
Saibamos achar o prazer a rodos
Aquele prazer que vai sendo moda.
Um estar bonito e de ledos modos
Que satisfaz o corpo e não incomoda
Prazer sem limites… o alvo de todos.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Sonetando“
Modocromia, Edições
Soneto alegre
Vivo cercada de cheiros e cores
Uma vida colorida e cheirosa;
O viver de uma alma mui venturosa
Com muito carinho e poucos amores.
Canto a natureza com seus olores
Porque quero uma vida harmoniosa;
Uma vida humilde, mas proveitosa
Cantando da flora, as múltiplas cores.
De alma repleta de felicidade
Desfruto as dádivas da natureza
Sem perder o tino e a objetividade.
E se faço uso de tanta franqueza
É porque sou ditosa de verdade...
Sinto-me nobre, sem ser realeza.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Sonetando"
Modocromia, Edições
Coração filigrana
Teu coração filigrana
Da alma é a janela
Onde debruço meus olhos
Corpo todo em sentinela.
E esta alma profana
De emoções aguarela
Vai pintando com desejo
Teu corpo cor de canela.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Do Romântico ao Brejeiro”
Adormeci
Adormeci
Adormeci, noite clara
Repleta de sonhos e fantasias.
Adormeci, no branco da tua pele apetitosa.
No colo do desejo.
Nos teus braços, meu amor…
Para acordar, manhã clara
De sol embriagada
Embutida no teu corpo
Peito arquejante
Exausta de bem amada.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In Coletânea ”Palavras sem Fronteiras”
Buenos Aires
Desejo versus saudade
Se o amor não espevita
a saudade arrefece.
Nada do que resta apetece.
Volta não volta
o amor espevita
a saudade esmorece
o desejo arrebita.
De vez em quando
o desejo fermenta
a ilusão apascenta as carnes...
Sem chama nem pimenta.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Muita Poesia e Pouca Prosa”
Abandon
C’est cet abandon
cet isolement parfois douloureux
qui me laisse terriblement amère.
Mon cœur est atteint d’une maladie.
Une grave maladie…
Insuffisance d’amour.
Mon cœur reste froid, glacé, insensible:
Tes mots ne me disent rien.
Tes lèvres ne me donnent plus de plaisir
et, tes regards, non plus.
Reste en moi, la douceur…
de nos petits moments.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Un morceau de moi”
Sou
Sou tsunami
Sou fera.
Sou tempo que para
Sou tempo que espera…
Desabrochar em ti
Ser tua primavera.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Erótica MENTE”
Apetece-me
Apetece-me
Soltar a voz…
do coração.
Entrelaçar palavras…
de amor adubadas.
Plantá-las em teu peito…
Colhê-las a cada instante.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Muita Poesia e Pouca Prosa”
A morte
A morte tossiu,
estrebuchou…
ganhou vida.
A morte ganhou força
e deveras assanhada...
saiu à rua.
Sádica e pervertida,
A morte deambula por aí...
matando a vida.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In " Mensagens, Preces & Reflexões"
Política
A propósito da citação de Camilo Castelo Branco
A mentira
O que tem feito mal a muita gente não é a mentira; é o invólucro de palavras artificiosas com que se doira a algema que as verdades lançam ao pulso do homem.
In " citações" Camilo Castelo Branco
Política
Arco-íris de uma só cor.
Cor da mer...a conveniência.
Cor... de nojo.
Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”