lucibei

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Escrever é um modo de sentir... E eu sinto. Por isso, jogo a alma no papel, por mim, para ti, para vós, para todos, aqueles como eu sentem o calor das palavras. Aceitem o meu desafio: Arejem a alma com o leque da escrita. Dêem asas à imaginação!

Perfil
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Nudez


Adivinho a nudez
Com que te vestes...
E visto-te de carícias e beijos
Numa languidez acesa
Num querer rápido e aglutinador
Numa paixão desabrida.
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Biografia

Biografia

Lúcia Ribeiro, também conhecida por Lucibei, nasceu na Póvoa de Varzim, corria o ano de 1951. Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, Variante de Estudos Portugueses e Franceses. Obteve, ainda, o Diplôme Supérieur d’Études Françaises Modernes, de l’Alliance Française e o Diplôme Supérieur d’Études Françaises (D.S.E.F.) de l’ Institut Français, bem como duas Especializações: uma em Orientação Educativa e outra em Administração Escolar. 
Tem trabalhos publicados em alguns jornais e revistas escolares e, ainda, em diversos sítios da Internet. Publicou na página que possui no Recanto das Letras, três E.livros: “Un morceau de moi” em 2011; “Olhares escritos sobre o amor” em 2012; “Erótica MENTE” em 2013 e “Poemas de natal e Ano Novo em 2018. É nesta página, que vai postando tudo quanto escreve. Gere, ainda, as páginas de poesia “Alma Janela” @Lucibeipoems; “Pensée” http://www.luciaribeiro.net/
Participou em 22 coletâneas: 16 em Portugal, 3 no Brasil, 1 em Itália,  1 em Paris e 1 Argentina.
Colaborou na elaboração do “Conto de Natal” a 8 mãos”, um Projeto VianaCriativa e, ainda, na Exposição Fotográfica Solidária “Viana no Feminino”, de apoio ao GAF (Gabinete de Apoio à Família) de Viana do Castelo. 
Escreveu o seu primeiro livro “SENSUALidade 1” em 2006; “BorboLetras” da Modocromia Editora, em 2012; “Erótica MENTE” em 2015; “SENSUALidade 2” em 2017, também da Modocromia Editora; “Do Romântico ao Brejeiro” em setembro de 2018 e “Sonetando em dezembro de 2018, da Modocromia Editora.

Poemas

24

Salivando

É bem húmido este beijo
que à porta do desejo
se farta de salivar.


Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”
61

A fila

A fila

A morte existe e não respeita ninguém.

Não se deixa comprar pelos altos cargos e posições sociais.

Perante a morte, temos todos a mesma importância.
Fica o viso à navegação.
Para aqueles que acham que a morte, a doença, os naufrágios e os acidentes… só acontecem aos outros, cuidem-se!
Toda a gente é visada. Toda a gente faz parte da fila de espera e, nem sempre, a morte respeita o número de ordem.

Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”

65

Espírito mulheril


 
Ora brando e relaxado
De tons marfim ou anil
Nem sempre se sente bem
Estádios de mulheril.
 
Quantas vezes alma e corpo
Não estão em sintonia
É a voz da consciência
Defraudando a fantasia.
 
O laranja fica escuro
O escuro torna-se preto
Também eu fiz estas trovas
E queria um bom soneto.
 
Mas o tempo cura tudo
Volta à alma o colorido
Não aquele que desejas
Mas o que te é permitido.
 
E corpo e alma, enfim
Voltam às cores triviais
Anil ou cor de marfim
Essas duas, pouco mais.

Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “ Do Romântico ao Brejeiro”
66

O amor



O amor é santo remédio
E não falha, há quem o diga;
Cura todas as maleitas
Desde a cabeça à barriga.

 

E da cinta para baixo
É certinha a sua cura…
Cura do mais pervertido
Até à gente mais pura.


Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Do Romântico ao Brejeiro”
65

O peso da consciência…

O peso da consciência…

                                   não se nota na balança.

Que pena!

Pesa na alma?

 Às vezes, mas cada vez menos….

                                                       Trágico!


Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Muita Poesia e Pouca Prosa”

81

Vou e venho...

Vou e venho…

                         a pensar em ti.
Tomara que a viagem
não acabe nunca.


Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Mensagens, Preces & Reflexões”

80

Verdade ou ficção


                                      
Se há gente que acha que sou mesmo assim
Há outra que pensa que assim não sou;
Que sou aquela que se ficcionou
Ou, então, a que mais se aproxima de mim.
 
Faço das palavras meu espadachim
Digo tudo aquilo que sou e não sou
Aquela que em versos se desdobrou…
Laço-as, golpeio-as, dou-lhes fim.
 
Faço-vos sentir eu, amar ou odiar
Viver versos como se vossos fossem
Valorizando ou não, o meu versejar.

Rimas perfeitas que riem ou tossem
Num esforço enorme de aqui narrar
Emoções minhas, que as dores desossem!


Lucibei@poems
Lúcia Ribeiro
In “Sonetando”
MODOCROMIA Edições
57

Desamerdei-me

Hoje, o curtir, que era mais usado no Brasil atravessou o atlântico e instalou-se de vez neste jardim a beira-mar plantado, para ficar. Considerado muito útil, porque dispensou o verbo gozar, fruir, desfrutar...  Agora curte-se tudo…as gajas/gajos, as caipiras e caipirinhas, as gordas de dar dó, as discos, os shots, as ganzas…

Surgem, então, pérolas de palavras nadas de uma ignorância em crescendo, porque o que importa é desenrascar-se, desenvencilhar-se…

Fala-se de imbigos, escupir no chão… ou escrevem-se palavras sui generis: desamerdar-se, sequesso, brilhas, nalgas…

Posto isto, eu, que às vezes me considero poeta, vou tentar desamerdar-me e fazer um poema, à minha maneira, com esta treta.


Desamerdei-me

 
Hoje, chavalita, sunhei cuntigo

Deichei d’ólhar pró meu imbigo

Tirei-te o azimute às nalgas

Desfiz-me das fraldas

Fixei tuas brilhas

Imaginei maravilhas

E órfão de nexo

Sonhei com sequesso.


Lucibei@poems

Lúcia Ribeiro

In “Muita Poesia e Pouca Prosa”
144

Outono


 
Outonam-se as carnes
Entre o estio dos sentidos
E o inverno do destino.
 
E o corpo pede Sol
Um “Sol” esperto…

A formigar desejos
A toldar a vista

A pedir investimento
A retardar o ocaso.
 
 Lucibei@poems

Lúcia Ribeiro

In “Muita Poesia e Pouca Prosa”

121

Amor antigo

Um amor outonal, arrefecido
Esfomeado de emoções, famélico
Ninho de conflitos roçando o bélico
Resistindo vai, mesmo esmorecido.
 
E desse amor, embora combalido
Nascem momentos com um travo angélico;
Com esse querer, quiçá, psicadélico
Crê-se reconquistar o amor perdido.

Assim vão gastando sua existência  
Em um desamor de amor disfarçado 
Negando assumir tamanha evidência.
 
Resta o amor antigo, desgastado
De emoções fortes feito e paciência
Aceitando o destino, o triste fado.


Lucibei@poems

Lúcia Ribeiro

In “Sonetando” Modocromia, Edições
161

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