Esta noite
Esta noite
senti o mar incendiar-se
nas tuas mãos
arderam os olhos
nas tuas mão inteiras
enormes
esta noite no teu peito
inventei estrelas
que não conhecia
Esta noite
senti o mar incendiar-se
nas tuas mãos
arderam os olhos
nas tuas mão inteiras
enormes
esta noite no teu peito
inventei estrelas
que não conhecia
Há uma palavra que persigo
foi-se por lá desterrada e morta
viúva e fria como os sargaços
que longe daqui dão à costa
todos os setembros pela manhã
como a folha pesarosa de ser outuno
e da brisa mole de entardecer.
Não suporto que amanhã seja mais um dia. Que hoje seja um prolongamento de agora.
Vou-me abandonar à minha sorte. Acreditar no que não creio.
Vejo uma senhora de moral alevantada por oposição às tetas abandonadas
Grande é a embarcação que se dá a navegar. (Obrigado pelo barco...)
Quais os pés mais bonitos? Os atrofiados pelos sapatos ou os marcados pelo chão?
No actual contexto sócio-económico, a taxa de amizade está muito abaixo dos valores normalmente considerados satisfatórios.
Vou dizer um lugar comum. A vida é uma espiral. Tudo se repete, só que num ponto diferente.
Muita raiva é um grito, muita ternura é um lamento.
Escrevo com o pão que comi numa garrafa partida: A Humanidade está com hemorróidas.
Se o pensamento é o meu rio, a consciência é o seu dique.
Vontade: Mosaico de anéis e pregos.
Detesto gente cuja linguagem é a do deve e do haver. Em que a vida se alinha pelas colunas do débito e do crédito. Com cinco casas decimais.
Dançando no orvalho do tempo. Estátuas perdidas.
Ouvido na barbearia: "Doer às vezes é coisa boa. É sinal de que se vive."
Os apaches são tão sanguinários como os ocidentais. Mas mais puros. Orgulham-se da sua bravura.
Nós somos cruéis apesar dos escrúpulos. Afastamos a morte como afastamos a vida. Receamos e combatemos tudo o que é natural com as nossas máquinas, a nossa lógica, os nossos papéis e artifícios.
Sabes o que custa calar
o que não se consegue calar
conter o incontível.
Estranho mundo este
onde os olhos rolam pelo chão
e os amores não ateiam fogos imensos
A loucura apodrece
e cheira mal
Porra!
que os sonhos aconteçam
que a fúria fresca das manhãs
tenha lugar
Sol deus maior
que os corações expludam
que braços se encontrem
que a vida seja vida e não apenas morte
Álcool deus menor
leva-me lá para longe
leva-me e esquece-me
eu não estou
não existo.
(escrito em 10 minutos na autoestrada por alturas de palmela, rápido e banal)
Há pequenas coisas que atiçam o amor
Que nos dão um grande desejo de amar
Uma enorme ânsia de sofrer
Nada de anomalias!
Quero a vida
matemática redonda hipócrita
Como convém.
Sem passar as manhãs doente a delirar
sonhos de seixos a brincar..
Vem.
Vem comigo
Cansados de amor
mergulhemos juntos na noite
no silêncio dos amantes
amor amor amor
repete comigo
as palavras que nos dão paz.
A porta fechada
A cara voltada
O chão se aproxima
Do murro arrependido
Do elevador não caído
O corpo se aperta
E eu não sou já de mim
sou do gosto que não dei
e de mim se tomou
E não sei que mais tarde
serei das águas do Tejo
ou doutro rio mais aquém
Não terei trejeito, nem geito sequer
poderei quanto muito rimar
com quem, como eu, tal não puder:
Uma cor, uma pedra ou talvez um pomar.
Parabéns Sr.Luis Henrique... belos textos poéticos.Aproveito para vos dizer que estou muito feliz por ter resolvido o problema de meu computador. evidentemente com a sua ajuda. felicidades.Ademir o poeta.
Sensacional
VsrsisDifusamente ser s
BOa poesia encontro aki