Madalena Palma

Madalena Palma

n. , Beja

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A vulva

Percorro o teu corpo com alíngua

Recolho os teus fluidossaboreando cada um

A vulva envolta emmovimentos avulsos

Sorve com sofreguidão osabor do teu sexo

É nos meus ombros que queroas tuas mãos

Quando te oferto o meu torsoe toda a minha vontade de te sentir

Os cabelos são rédeas presasque regem a nossa vontade

Os mamilos, esses roço-os nocetim que húmido se forma no nosso mar de deleite.

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Poemas

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Demora-te

Demora-tenos meus lábios

Todoo tempo do mundo

Aqueleque usamos e não gastamos

Sempreque nos entregamos

Deixa-teficar na minha pele

Efaz da tua ausência sempre presença

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Sonho-te

Hojesonhei-te

Sonhei-menos teus lábios

Emconversas infinitas

Euapenas ouvia

Apenasme ouvia nas tuas palavras

Sentadaà tua frente com as mãos em concha no teu regaço

Estavafrio

Láfora a chuva batia na janela

Eo vento assobiava por entre as folhas das árvores

Nomeu quarto estava calor

Quaseeram visíveis as ondas de calor que os nossos corpos libertavam

Asconversas fluíam incessantes

Apenasnos teus lábios

Osmeus apenas sorriam e riam

Eaparavam as lágrimas

Astuas mãos acetinadas afagaram-me o rosto

Fechoos olhos sempre que conduzes esse gesto

Talvezpara reter também o calor da tua mão no interior da minha alma.

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Nos teus lábios

Nosteus lábios tens pérolas de tempo

Janelasabertas de brisas frescas

Euma crescente claridade luzente

Quandopartes levas os meus lábios nos teus

Ecom eles furtas-me o silêncio

Deixando-mea tua voz no meu peito

Daminha boca levas a palavra que te digo

Atodos os instantes que o silêncio impera

Entreo castanho e o verde do nosso olhar

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