Magalski

Magalski

n. 1998 BR BR

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n. 1998-11-23, Brasil

Perfil
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O regresso

Era uma vez um homem andarilho, que vivia do que coletava e do que matava e assim tranquilo ficava.

Mas um dia chegou, em que o retirante percebeu que seus pés nus num atrito ruidoso,

Feitos pedra lascada roíam com suas patadas no chão escaldante terroso,

Ai! As lesões causadas eram de um contundido tenebroso!

O homem então, em toda sua sabedoria,

Matou capivara, ovelha e cotia,

E, de suas carcaças e lãs produziu, um calçado que bem o serviu.

Portanto, o homem rude sua viagem infinda prosseguiu.

Ao chegar às Europas, terras frias, cansado como estava procurou fazer moradia:

Uma cabana próxima ao leito do Tejo.

Daí então construiu de montes,

Carroça, carruagem, embarcações, casarões,

Quarteirões, condomínios, e tudo o que um homem há de construir para ter seu conforto fixo.

Mas num futuro bem distante, depois de construir carros, aviões, computadores e telefones, o homem refletiu, que de tanto trabalho vivia cansado, daquela rotina doentia,

Todos os dias muito trabalho, todos os dias monótonos, que finalizavam tudo num descanso de estadia, e recomeçava ao nascer do sol.

Matutou como ninguém, planejou viagens pelo mundo, de mochila, logo se viu, tornou-se nômade de novo!

Pensou: “Carros pra quê!? Se preciso eu respirar ar puro para viver!”

E em meio a suas viagens, conhecendo outras culturas, outras realidades,

Concluiu que não precisava de verdade de tanta fartura, afirmou:

A partir de hoje “como apenas aquilo que coleto e aquilo que caço”,

Sentou debaixo duma árvore frutífera, recitando alguns poucos versos da Bíblia.

A natureza é dialética, e o homem é um bom selvagem em sua forma primitiva.
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Biografia
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Poemas

17

Nordestino fala cantando

João Manuel, menino negro no recôncavo bainano. Num dia sereno, noite estrelada, seu pai na frente da casa fumando um cigarro barato, deixando cinzas sujar o chão terroso, vermelhado de ferro. O pai velho, velho do trabalho, seu pai se tornou adulto muito cedo, quando teve de abandonar a escola para trabalhar na roça que seu avô trabalhava pra ajudar a pagar o pão de cada dia, nessa época ainda no interior da Bahia, entre Conquista e Barreiras. 
O menino estava naquela idade que perguntam por perguntar:
- Ô pai ... - O menino saiu de casa e sentou no batente da porta para conversar com o pai - por que que as pessoas falam diferente?
O pai era sem instrução, abandonou os estudos cedo, como disse antes. Mas da vida já conhecia bastante, procurou a resposta, então, em algo da vida:
- Sabe quando cê pede a sua mãe pra fazer bolo de trigo, João? 
- Sei sim. 
- Poisé... se cê não soubesse falar português, como cê pediria?
- Não pediria.
- Por isso mesmo! As pessoas precisavam conversar com as pessoas que elas viviam, então cada uma inventou sua própria fala entre o grupo de chegados...
- Então por isso que é tão difícil entender meu novo colega do sul?
- Acho que sim. - Tirou o cigarro, deu uma tragada poderosa, depois segurou a fumaça por segundos e soltou no ar quente e úmido daquela noite. Depois, deu uma tosse tão doída de fumante velho, que seu filho perguntou se ele precisava que batasse em suas costas pra melhorar a garganta (costume da região). Seu filho, ainda em seu meio de questionário mental, continuou:
- E como que o povo aqui do nordeste fala, pai? 
- Cê diz sotaque?
-É.
- Aqui nóis fala cantando... - Riu o pai com sua arcada dentária descompleta. E após a gostava risada de velho bahiano, tossiu muito, porque do vício do fumo até se foge, mas das consequências de fumar, não tão cedo.
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Põe na minha conta

A que custo? Essa é uma pergunta feita por muitas pessoas até mesmo antes do capitalismo, até mesmo antes da palavra tomar um verdadeiro significado. Pois, de fato, o questionamento em destaque serve como substituto para o ‘quais as consequências de tais acontecimentos?’, o que deverei entregar de mim ou do que possuo para conquistar algo, alguém ou algum objetivo? Será mesmo isso tão necessário? Será mesmo que vale a pena?

Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.

 A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.

Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
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Põe na minha conta

A que custo? Essa é uma pergunta feita por muitas pessoas até mesmo antes do capitalismo, até mesmo antes da palavra tomar um verdadeiro significado. Pois, de fato, o questionamento em destaque serve como substituto para o ‘quais as consequências de tais acontecimentos?’, o que deverei entregar de mim ou do que possuo para conquistar algo, alguém ou algum objetivo? Será mesmo isso tão necessário? Será mesmo que vale a pena?

Muitos não gostam que tantas perguntas sejam feitas consecutivamente, porém, digam me, observação que esta é uma pergunta retórica; se não fossem os pensamentos, e os questionamentos, como e quando de fato chegaríamos a uma resposta inovadora, uma nunca pensada antes conclusão? As respostas nunca são de graça, há algo a se doar por isto, há um custo, sempre há um custo para qualquer coisa que desejamos fazer. E desse pensamento tão possessivo nasce a ideia de que a Terra é nossa, de que ela foi criada para nós, e que podemos usufruí-la como desejamos, de que as demais espécies devem curvar-se perante nossa imagem. Que podemos poluir os mares, que não são nossos, de que podemos destruir as florestas que na realidade não são nossas.

 A terra não é nossa, mas muitas vezes, é tão complexo a compreensão dessa tão curta e simplória afirmação, chega a ser contraditório! Repito, a Terra não faz parte de nós, nós fazemos parte da Terra, somos seres vivos iguais a qualquer outros, claro que com algumas diferenças surpreendentes, mas uma sede tão doente de conquistas e posses, que já me deixa com o sangue fervendo com tantos custos a serem pagos por aqueles que não compraram nenhuma briga se quer! Pois a cada dia o ser humano compra mais uma briga, e o custo do conjunto de todas elas, apenas acumula-se na conta, que provavelmente será paga da forma mais brutal possível, se não começarmos a parcela-la.

Bem, se tudo isso não é nosso, então o caso não é que devemos cuidar de nosso planeta, devemos respeitar o Mundo em que vivemos, respeitar sua forma de ser sem ocupar todo o espaço. Mas antes, o que há de mais importante, respeitar a nós mesmos, uns aos outros, da maneira que somos, mas sem ferir as pessoas; e com isso, dou destaque às pessoas que são forçadas por conta do risco de morte a deixarem seus lares. O Mundo é muito mais bonito com diversos pensamentos, com diversas culturas, com diversas belezas, em sua forma natural de diverso. O que falta ao Mundo não é uniformizar mas uma forma respeitável.
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Viola


Viola toca,

No som, nessa canção,

Viola as regras,

Toca o Violão.

 
A Fome dos Pobres toca,

Gritos de terror,

A poeira é levada pelos ventos,

E Toca a Viola e o Violão.

 
Desvios despercebidos,

Sociedade corrompida,

Toca o Violão,

Viola, não vai preso,

E nem pede perdão.

 
Violino toca,

Gaita gaiato,

Sorrateiro, despercebido,

Assinala teu contrato.

 
Lírico dita as regras,

Da banda dos Violão,

Amor escondido,

Na letra desta canção.

 
A Viola viola as regras,

Violão viola tudo,

Viola e seus significados,

Os patrões permanecem mudos.

 
Os padrões que nunca mudam,

Sociedade desenfreada,

Não muda os Dogmas,

Não muda de estrada.

 
A Violação,

Não é instrumento de se tocar,

Mas mesmo assim Viola,

Violação não vai passar...

 

 

 

182

Astronomia


Acreditava de verdade,

Que só existia esse mundo

Tão medíocre.

 
Enganei-me com palavras tolas,

Que me diziam o quanto era horrível

E que não sairia desse globo de neve mundano

Não passo de mais um ser humano

Numa galáxia tão incrível

Prendo-me neste mundo tão sensível.

 
Mas quanto se cansa uma alma libertária,

Abre-se as cortinas da esquecível saudade.

O mundo de verdade,

É muito maior na realidade.

 
Um mundo onde não consiga e nem queira,

Enxergar seus limites

Crio teorias e sonhos,

Em que eles não existem.

120

Rachadura



Tudo morreu soterrado,

Acabou a minha plantação,

Os vizinhos presos no solo com água,

Pagaram a sentença errada,

Destinada a quem não tinha nada.

 

No início era difícil correr,

Daquela lama misturada. 

Telhados de casas sendo levados,

Pela ganância, egoísmo e cinismo,

De donos da empresa ricos ...

 

O pior é a incerteza certa,

De que meu filho naquele solo está,

Em algum lugar,

E dificilmente vou achar...

 

A indiferença dói,

Ela arde,

Ela queima,

E pior, é saber,

Que novamente este desastre virá a ocorrer!

E não há nada, que eu possa fazer ... 

 

Meu filho some,

Está morto.

E junto, quatrocentos mais ...

Cadê a Justiça que apenas a alguns satisfaz?
133

Pensava

Estava sentada numa cadeira, pensando sobre como seria o futuro, do meu país, e do Mundo. Um jornalista estava sentado num banco, pensando sobre sua ideologia política em relação às novas ideologias agregadas pelo seu país e pelo seu presidente, e a relação que essas ideias e ideais têm com o exterior. Uma professora estava sentada na cadeira de uma sala de aula, a mesma vazia, enquanto pensava sobre como seria a próxima aula que daria, que pensamento crítico desenvolveria em seus alunos, para que sejam um novo bom futuro.

Alguns anos atrás, um jovem estava sentado no meio-fio de uma rua, pensando em como faria um protótipo de uma inovadora tecnologia, que mudaria o rumo do Mundo. Pouco antes, estava sentado numa velha cadeira de madeira, um Sr., em sua frente, uma máquina de escrever, e pensava em um novo ponto de vista, e como relataria esta nova visão em sua obra.

Muitos anos antes, estava sentada uma jovem química, e pensava em como faria algo incrível com seu conhecimento. Muitos anos antes, um brilhante rapaz, estava sentado num ambiente iluminado apenas por uma vela, e pensava em como era ruim escrever suas ideias em um lugar tão pouco iluminado, então, pensou em como reverteria esta situação.

Muitos, muitos anos antes, estava sentado um grupo de cavaleiros, ao redor de uma mesa, pensando em uma nova estratégia de batalha.

Muitos, muitos, muitos, muitos anos antes, estava sentado no chão, um homem que vestia pele de onça, um homem que tinha cabelos e barba que alcançavam seu quadril, um homem que não sabia escrever, este homem, pensava: Como esta chama apareceu nesta árvore? É preciso pensar.
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O Impacto

Um grito estrondeante, acordaram logo cedo, pela manhã, pouco depois do nascer do sol; O som que irritava os ouvidos da população era de uma criança chorando. Logo, devo explicar, era pós-guerra, a nação, destruída. Casas, apenas restaram ruínas, a cultura daquele povo só existia em seu corações deis daquele impacto.

Mas o que era o impacto? Era a pior parte da guerra, pois ela não fazia parte da própria. Ela era depois... Ela dava-lhe a ilusão de que tudo voltaria ao normal, mas não voltaria, jamais... O impacto era as consequências da guerra, mas quem pagaria, não eram os que a causaram, não apenas, eram também os que sofreram durante a guerra.

O Impacto, alívio indesejado, aceitação do fim.
162

Café preto e duas borboletas

Numa manhã ensolarada de sábado, estava eu tomando café em minha mesa quadrada a qual tem espaço para três no máximo, e em frente a minha mesa, uma janela de vidro finíssimo, dividida em quatro partes, a mesma podia abrir caso quisesse empurrando para cima. Então abri, pois gosto de sábados, e gosto de dias ensolarados e frescos como o daquele dia, por motivos pessoas mas não necessários no momento; era uma boa manhã, eis o meu diagnóstico. Em pouco menos de uma hora deveria sair para realizar uma tarefa relacionado aos meus trabalhos passados pela universidade. O dia da entrega era segunda, mas como sou uma pessoa adiantada, já estava quase terminando, mas isso não vem ao caso.

A questão é: quando estava tomando o meu café quente preto com açúcar, enquanto molhava nele a minha tapioca, ou biju se preferir, percebi que uma borboleta repentinamente apareceu, e pousou em cima da tanta do açucareiro. “Que estranho”, pensei, “de onde veio essa borboleta?” O caso era que morava em um prédio, e ficava no quinto andar, alto o suficiente para não estar no alcance de nenhum inseto, e de repente, aparece outra borboleta.

Bem, tinham então duas borboletas dentro de minha cozinha, uma em cima de meu açucareiro, a menor, e uma em cima de minha mesa, a maior. E eu não fazia a mínima ideia de onde vieram, mas sabia exatamente qual seria a minha providência, então me dirigi a minha prateleira de copos, e pus de forma estratégica ambas, dentro de um grande copo transparente, para observá-las.

Percebi que cada uma foi para a direção oposta a outra... será que queriam se evitar? Será que era uma rivalidade, inimizade, algo do tipo? Só sabia que uma estava totalmente oposta à outra, e nenhuma movia, apenas pressionavam contra o copo a fraquíssima força que tinham, incapaz de movê-lo. Fiquei imensamente curiosa, até o fim do dia deveria saber o porquê de tanto distanciamento mantido entre as duas borboletas, da mesma espécie e provavelmente do mesmo lugar. Talvez até da mesma linhagem de borboletas, muito provável aliás. Mas algo me fez “cair na realidade”, não era possível que fosse alguma espécie de inimizade, como aliás, pode uma borboleta desenvolver qualquer sentimento, afinal, não possuem vínculo com seus sucessores, não vivem muito, mas especificamente, aquele espécie de borboleta vivia apenas nove meses no máximo.

Como fui tola! Não percebi que a força imposta pelas borboletas no copo, e o fato de estarem opostas uma a outra, e principalmente, por eu coloca-las em um copo transparente, fazia com que eu chegasse a conclusão, aqueles inocentes seres vivos, que viviam tão pouco tempo, seguiam apenas o extinto o qual nenhum ser vivo foge; de plantas à nós mesmo, nenhum foge do extinto de sobrevivência e busca por sua liberdade. Minha conclusão final era tão simplória...
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Leadership

Leaders wanting to be effective should be empathetic. People like to feel that there’s someone who put themselves in other people's shoes, I mean, who understands what people feel and what they want. To be a good leader: It all boils to communication and empathy. Because nothing works without clear communication and employees sharing ideias. Never underestimate employees abilitys to figure out new effective forms to deal with work’s problems. In terms of leadership itself, where times and circunstances change, human nature does not change. What makes you a successful leader is persuading others, sharing both a vision and hardship, earning trust. I’m not the best leader, but I’m in that position today, giving the best of me being hardworking because one day I wanted to be the difference, so I did what my mentor said to be, and was exactly that what I said, and here I’m, now I’m the mentor of other people. Be realistic is important, but let yourself to dream, because almost anything is impossible.
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