Desalento
Leva-me para lá do horizonte vago,
Se eu cair, teras que me apanhar, com rede de veludo descubriras a suavidade do teu ser,
Perdura esse meu desejo, esquece-me no tempo, acende a nostalgia, arrefece o passado.
Supera de modo incapaz a instabilidade da alma, e do erudito sabor do calor do corpo.
Fortaleceo estado incerto, enriquece os demais, ternura o esplendor, atinge-mede verdades, acredita no sentimento de outrora superando a loucura doluar.
Instala te no ceu, descobre o teu mar, disfruta da noite quete envolve tao perduramente como as trevas, sente a mágoa do acreditarem falso, apenas sente…
Fujo do meu estado normal, refugio-me no falar insconciente, troco o fervor dos tempos,perco-me em ti…
Uma ?
Apenas me pergunto,
Apenas me encontro,
Nesse vazio imenso nessa montanha,
Apenas a espera de algo que venha..
Penso, repenso,
Ultrapasso o questionar,
Se ha por ai amor,
Para que o pensar?
Morde me ca dentro,
Aquilo que me faz viver,
Nao é algo de comum,
Apenas me faz sofrer...
Apenas uma,
Daquelas das pequeninas,
Sera apenas um sonho,
Ou a verdade ainda caminha?...
Resolve ou Interpreta
Decidiste a meu ver ,
Fortificas o meu estar,
Vou apenas escrever,
Sabendo que continuo a amar.
Posicionas o teu mero sentimento,
Guarda apenas o filamento,
Dessas estrelas cintilantes,
Pensa apenas nesse momento.
Ela sonhou em cores, sonhou em azul,
Fez de ti um homem culto,
Intelectual constrante,
Durou apenas um instante...
Recupero os segredos,
Nesse fogo, nesse incendio,
Ardeu como o silencio,
Numa noite qualquer.
Resolvi mistificar,
O ser breve da razao,
Personificando de facto,
A minha propria ilusao.
Actos imcompreendidos
Temporizo o momento como se fosse o despertar da loucura de um universo,
Insistona mínima coisa para que tal forma se evapore no infinito e assim aencontro lá no outro mundo, naquele onde ninguém obteve resposta, simnesse não naquele.
Futilidades obtêm e transplantam o oposto do cubo de maneira a encontrar o esperado e o absurdo.
Neste olhar visiono a insanidade e a matéria transcendendo o peculiar.
Obedeço ao quadro do estulto e da alienação recrutando pensamentos transversais.
Insinuo-me recolhendo a melancolia deste ser oblíquo.
Incorro a decisões ancestrais e a fatalidades lícitas naquelas onde selecciono o olhar do temor.
Albergo mentes demoníacas onde jamais viverei mas pensarei em obter utilidades.
Finalizo um pranto de opções banais sintácticas.
Dissabores amargos
ao puros dissabores que trago em mim,
Gente caida em mim a espera,
Acordo assim do nada,
Relembro a forma da primavera...
Me sustenta,
A forma da tua mao
Dessas imagens de abandono e desamores
Ha gente caida no chao...
Nesse recorrer oculto,
Nessa face deambulada,
Recorro ao puro e suave,
Estado da alma...
Conversas antiteticas
Novos tempos virão, outrora se pensaria o contrario, ou então calculava-se a distancia daqui até ao paraíso distante e profundo.
Nestetempo enérgico e vasto, reconquisto gerações, aprofundo seres,antipatizo vontades, desperto atenções, alegro os mínimos, incentivo oshonestos, creio simplesmente na vontade de coabitar.
Emprego os modos morais, albergo cestas ancestrais, finjo e insisto nos demais…
Equaciono o saber, de saber fazer e aprender, dirijo o falar onde formo o meu luar.
Faço e intensifico, realizo e demonstro, na demência emocional do equador.
Moralmente sintetizo o aldrabar do ortografar.
Reluzindo
Somente heide procurar a alma em ti perdida, ignoras a presença demim em completo, Procuras abrigo constante, aquele que creio na puderdar, fazes de mim um escravo do teu delicado dialecto.
Memorizo frases afirmadas, logo senti esse olhar, Fiz parecer que tava tudo bem,
Ou apenas tava tudo igual.
Sofro dia á dia pa perceber a razao desse fogo incalculavel que te tormenta,
As vezes vale mais desistir da descoberta, assim pode se fazer sempre a coisa certa.
Deambulo por versos incertos, aqueles que respiro e aspiro, fomento assim a fome do teu desalento e daqueles por que me oriento.
O passado valeu a pena ja que o futuro te meteu em frente ao alarmante dilema.
Façopoesia, faço prosa, apenas te queria dizer que tens o cheiro de umarosa, ambiciono o paladar dessa tua aura, realizo o desejo que nuncaacaba...
Idealizo te num género, ou num número, secalhar aprendo que qualificar te seria simplesmente um erro.
A perfeiçao é a arte que consegues atingir apenas digo te que irei para todo o sempre te ouvir,
Ou escutar apenas me lembrarei que um dia ta a chover e no outro dia ja nao sei.
Es a folha do meu caderno, num frenesim aleatorio, agarro pa nao voares e espero no lado oposto olhando para o meu relogio.
Se amar é um defeito, fazerei dele um principio, aquele que um dia seré eleito e bem certo o necessito.
Humanidade
Nesta hora me encontro a escrever, acontecimentos breves talvez, sem esperar receber algo gratificante em troca, so espero receber a atencao merecida, aquela que me aumente o auge da absolvicao da arte.
De certo, fico especado a olhar se estarei a calcular o entrave secular, neste mundo sempre a rodopiar e a girar sem recuar…
Tremendo abanão sofri, me deu vontade de continuar, desactualizo o impar da humanidade, o reflexo do espelho, aquele por onde todos passam mas não pretendem situar.
Recalculo o misteficar da guarnicao da criatura, não creio conseguir dissuadir, apenas vou reflectir aquilo que ela precisar…
O destino faz o teu encontrar, o gesto que respira e vem para ti como se não quisesse voltar..
Utensilio do amanhecer e do respirar…
O regresso
Vasto desperdicio de tempo,
Outrora me atormenta devagar,
Realça a vontade de viver,
Estremece o sentimento que é amar...
Guarda a saudade dentro do espaço,
Nao finge a solidao do teu ser,
Esmorece ao ver-te la ao fundo,
Procura e encontra o saber....
Piramides de cestas monotonas,
Reflectem o triunfo do amanhã,
Contudo nao sabem o que a gloria,
Sentando em cima de um divã..
Qualque acto te transforma,
Algo faz te mudar,
Mesmo que nao se note,
Hao de sempre lembrar...
Regresso a batalhas antigas,
Naquelas que receio entrar,
Demoro de todo o avanço,
Daqueles entes queridos que hao de sarar...
Respiro
O cortar do vento,
Algo que nos leva a duvidar,
Perguntas para que?
Por que sera que vai rimar...
A espada incerta,
Naquela travessia,
Faco apenas poesia,
Nessa rua deserta...
Quem me da a resposta,
Quem me leva a verdade,
Quem me da a razao,
Somente a liberdade,
Levo lhe o medo,
Nao digas,
Conta lhe um segredo,
Num sussurar sereno...
Uma asa flutua a cada sonho,
Risos e abracos,
Nesse desmedir medonho,
Num reflectir deste traço.