marcioulisses

marcioulisses

n. 1979 BR BR

Amante da Literatura, Poeta, Biólogo, Mestre em Biologia Vegetal.

n. 1979-05-04, Carpina, PE

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RESILIR

Entre o conforto que enche
Meus dias de amor
Calor, cheiros, cores, sabores
Dormir    acordar

Sonhar pra viver
Atravessar nuvens júlias
Ainda que pai natimorto
Sofro

Sempre me perseguirá
A brisa felicidade  
O acalanto da bondade
Aonde for me procurará

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Poemas

45

RESILIR

Entre o conforto que enche
Meus dias de amor
Calor, cheiros, cores, sabores
Dormir    acordar

Sonhar pra viver
Atravessar nuvens júlias
Ainda que pai natimorto
Sofro

Sempre me perseguirá
A brisa felicidade  
O acalanto da bondade
Aonde for me procurará

136

BURACO DE MINHOCA [Para Cláudia Souto]

Em trinta e quatro
Ver-te em branco, no preto
Guiar teus olhos ou tua flecha
Cantar teus cabelos

Respirar tua fala
Sorver teu suor, teu cheiro
Declarar teu verbo
Esquecer as horas, os dias, as décadas

Não acreditar que exista
Felicidade imensa, intensa,
Terna, palpável, consolidada
No espaço-tempo abstrato-futuro

Do sonho-imaginação 
Vivido a dois, paralelas, algoritmos
Profética poesia concreto-romântica
De um mês ou 34 anos

96

QUATROCENTOS CARNAVAIS [Dedicada a Caetano Veloso]

Eu e Deus
Ele e eu
Um anjo vivo
Herói cativo
E música 
E muso
Colorido, zen, simpático, feliz
E uma mulher linda à esquerda
João Franklin me ajudou
adjunto, adjetivo, sublime substantivo

E vivo, vivo, vivo, vivo muito
Vivo muito vivo
A voz do morto
E viva, viva
Vivi Aqui e ali
E vai levando
Água, tenha calma
Quando o vim-vim cantou
Cantei pra ver o Cê

E veio a chuva do Saara
E invadiu Madri
E me mostrou você
A quem entendia todo
De quem amava
Toda sua história

E o coco do recôncavo 
Me trouxe o reconvexo
E nomeou Bethânia 
Primeira poesia
Porque já conhecia dessa o seu destino

E eu, naquele dia tão menino
Peguei a poemática
A prática
Na hora
E a Teoria do Caos
Em mim confabulou

Tudo pelo deus baiano
Do porão do navio negreiro
Recife, Rio de Janeiro
Canavial de usina
De Santo Amaro à Carpina
Dos nossos 400 Carnavais
 

140

VOCÊ E EU

Nossos sonhos caminham juntos 
Por toda vida
Inda por caminhos tortuosos 
Não acordaram

Superaram as trincheiras 
Do sofrimento, do desamor 
Permaneceram guardados
Em memórias de crianças

Muito fundo na lembrança 
Vestidos de branco
Em bancas escolares
De sempre entre olhares

Flores diferentes da mesma raiz
E um universo traçando 
Integrais e limites
Palmeiras e leis

Rainhas nem reis
Comparam-se a nós 
Resistentes num país arrasado 
Onde o amor procura sua vez

156

A IA, YAYÁ E A MEMÓRIA DO DNA

Em estalo de iluminação
apontei José de Lima no Google
De súbito encontrei alguém
Tão importante que criou uma ponte mágica

Um herói da vida, do bom viver
Da simpatia, Orfeu da bondade
Alegria intrínseca de família
Era como se Açores, Pernambuco e o Rio
Formassem o maior continente do mundo

Faltava essa pessoa na vida de todos nós
aquela gargalhada da gente, nosso melhor gene
A gratidão dele por mim
E ainda maior de mim por ele
Sua gentileza em receber-nos, guiarmo-nos pelo Rio de Janeiro

Unir duas pontas de um terço
Que ainda desvendando-se já tem mais de quinhentos anos
Sem Wilson, não haveria essa ligação direta
Entre o Google e mim
De Izabel Pires a Manoel Cabral, de Açores
Passando por Antonio Marcelino de Lima Meirelles, de Açores
José Marcelino de Lima, Em Timbaúba

As duas contas que se uniram pela rede
Marcio Ulisses de Lima Rufino
E Wilson de Souza Lima
Meu primo? meu tio? meu irmão? todos!
Mas principalmente, a quem a graça de Deus
Pela IA ou Yayá, ou Ciabas, ou mar
Trouxe para nossas vidas com toda sua luz


 

126

RENEGAR

Acordo sem sonhar
Trabalho sem perceber 
Penso pra não lembrar 
Recordo do amanhecer

Revolto ao entardecer 
Passo as noites sem luar
Canto a enternecer
Torço em não encontrar

Tremo em não ver chegar 
Esqueço sem entender 
Durmo em não acordar 
Levanto sem remexer

Sonho em saber sofrer
Desejo, o de não pensar
Querendo o que merecer
Ignorando sua luz do olhar

142

Uma Letra de Música

Se você quiser eu penso
Em realizar meus planos
De te procurar num sonho
Te rever... te cheirar...

Ver o teu olhar mirando
Te agasalhar no peito
E afugentar todo medo
Teu calor... desejo...

Nossa história nunca escrita
Na vida real não aconteceu
Mas no universo do prazer
Sempre haverá você e eu


 

95

A LUZ DO VERDADEIRO AMOR [à Mércia Moraes]

Quando o sol surge no hemisfério
Ela já está sorrindo em luz
Guerreia todo dia

A guerra do justo
A guerra do próximo 
A cuidar do universo ao seu redor

Impossível pensar vendo aquele sorriso

A ti amiga minha e de todos
Coração pro povo de rua
Pro povo carente no Sertão
Ou aonde for

Se todos fossem iguais a você...
Não haveria necessidade de céu

93

CASEIRO

Noite é pra pensar
Na felicidade que vem e vai
Vai em quilos, vem em gramas
Cada grama, bom de lembrar

Do amor rudeiral
Como o mato do Sertão
Nasce e cresce verde
Morre cinza
E deixa sementes

Sua alma vai para o céu
Cheio de estrelas de lá

 

100

CAMINHOS PARALELOS [para Claudia Souto]

Lembro-te menina
Linda, loirinha
Na igrejinha azul do Janga

Tão inacessível, impossível
De dentro do meu casulo

Amizade de infância
De primeira comunhão
De ética, inteligência, Direito e Ciência 

Das mesmas raízes fortes
De famílias da Mata Norte
 

149

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