marcioulisses

marcioulisses

n. 1979 BR BR

Amante da Literatura, Poeta, Biólogo, Mestre em Biologia Vegetal.

n. 1979-05-04, Carpina, PE

Perfil
6 903 Visualizações

RESILIR

Entre o conforto que enche
Meus dias de amor
Calor, cheiros, cores, sabores
Dormir    acordar

Sonhar pra viver
Atravessar nuvens júlias
Ainda que pai natimorto
Sofro

Sempre me perseguirá
A brisa felicidade  
O acalanto da bondade
Aonde for me procurará

Ler poema completo

Poemas

45

QUANDO DA INVASÃO DA HOLANDA [para Fernando Tiné]

Em 2024 aportou nas terras baixas um biólogo brasileiro 
Humanista, pai, versado em prosa e um exército 
Uma armada de um milhão de amigos

Um Garibaldi brasileiro disposto à guerra 
Mas só consegue levar a alegria 
Amor ao semelhante dissemelhante
 A risada na cara

Tantos amigos, família, o amam
Que a saudade corrói-lhe o peito 
De alguns é dolorido até lembrar:
O safado do Tiné! É a menção que consigo fazer 
Dessa nossa mãe

Meu grande amigo. 
Domine os Batavos
Tome as terras Mauricias 
Aguente firme, meu véi! 
Seu batalhão tá aqui...

126

VAMPIRO

Sofri na carne
Em minhas músicas
Meus livros, meus ídolos
As maravilhas e desgraças dos 60 e 70

Criei-me nos 80 e 90
Depois de ler Jorge e Gabriel
E decorar mais de mil canções
E abrir o ouvido

Hoje sou um vampiro 
Tenho na cabeça
Mais de cinco mil anos

97

UNIVERSO TEMPO

O tempo é rápido como a luz
Profundo como o pensamento
Eterno como Deus e o amor
De mãe e filho e pai

Se propaga como sementes anemocóricas
Aladas como anjos

É fogo, razão, exatidão
Demora, solidão, euforia
O tempo é o vale por onde o universo se expande.

96

O FIM

Na finitude é que vês a parte mais bela
Quando és capaz de ver como enganou-se
Tudo que era lindo pra ti era nada pra o outro
Não eram tuas e de ninguém além de tudo

Sabotavam-te, galhofavam às tuas costas
Tudo era um jogo psicológico e sádico
Era tua inimiga oculta, e amiga obtusa
Estavas numa gaiola incandescente

Mas saíste, hoje quem não vê-las és tu
Por isso amor não é páreo para a amizade
Mais vale ter o coração vazio e a mente cheia
E escrever bonito sobre o que sonhavas
 

111

RUA DO BONFIM

Quando me olhares do Bonfim
Ficarei mais gelado que cerveja
Esquecerei, esquecerás
De quem beijas
Incomodar-nos-emos como pedra no rim

Então lembraremos de quando no meu leito
Nas noites de carnaval
Depois de decifrares as ladeiras, curvas, becos
E vielas do meu peito

146

AMAR CALMAMENTE

Quero viver contigo simples
Do desejo do teu olhar alegre
Do teu tom de pele, o meu
Crescer, vencer em tua história

Respirar teus ares
Arrancar-te olhares
Assistir ao teu caminhar
E no teu trajeto estar

Nos teus caracóis 
Nos dentes, tantos, brancos
Na íris cor mel de engenho
Entre os tantos e a sós

Ver tua evolução de mulher 
Guerreira estudante de leis
Refinada forma de tratar
Me inspirando a trabalhar

Aspirar um dia sentir
Teu cheiro de flor
E tua forma esculpir
Te proteger, te dar calor


 

110

ESPELHOS

Às vezes causa-te alumbramento
Pressentires que vivestes muito além
Do que conta tua longeva existência 
Encontras pelo caminho repetições

Pareces provar a teoria dos buracos de minhoca
E vês alguém que amastes
Em diferentes pessoas iguais
Os céticos vão dizer: DNA
Os crentes irão dizer: estais louco

Mas tu, dentro de toda tua cátedra
Em filosofia, genética, teologia e astrofísica
Terás tua conclusão estritamente científica
Está provado: hoje somos todos vampiros 

120

HOMENAGEM A MÁRCIO

A vida é difícil para você 
Ainda assim és dela, amante 
Como Cesar, apunhalado entre os seus 
Resistes a toda calúnia

Vives dez a cada ano
Amas as pessoas sem distinção 
És distinto, calmo, terno
Moderno, eterno estudante

Nada te custa amar sem ser amado 
Teu legado é tentar ensinar 
Tua visão de mundo que seria feliz

Teus presentes são: sinceridade e paz
Tua fonte é a admiração pela mulher 
Procuras a felicidade não a santidade

Trabalhas para a natureza 
Tuas palavras trabalham pela ciência 
Tua política é a da tolerância 
Democracia é o teu país

115

SOU

Sou cético e esperançoso
Exigente, despretensioso
Solitário e feliz
Experiente aprendiz

Paciente e ansioso
Leitor de história
A prever que tudo
No mundo, já vi ou fiz

98

A DEUSA DO ELEVADOR

Que sentidos usar?
A boca, as mãos, os pelos,
nuca, lábios, cílios,
Folhas, flores, abraços,

Cores, dores, êxtase,
Sintaxe, pé no pé?
Movimentar-se a maré
Parar as ondas, derrubar as pontes,

Paralisar o olhar
Olhar e virar o rosto
Qual será o gosto do teu cheiro?

Paladar, ouvir, gritar, cantar,
Escrever depois apagar
E tentar de encontrar 
no elevador.
 

94

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.