Maria alves

Maria alves

n. 1976 PT PT

n. 1976-10-03, Lisboa

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Pensamento I

Hoje, sinto a necessidade de homenagear o pensamento. Que seria do ser humano sem esta característica tão particular como a capacidade de pensar?
...
Que seria de mim sem o pensamento?
Como daria forma ao meu mundo?
Perderia todo e qualquer encantamento.
Afundaria num buraco sem fundo.

Viveria numa tela pintada de branco,
Imóvel...sem vontade...sem desejos
Seria uma só nota num canto.

Que seria de mim sem o pensamento?
Seria uma pedra, sem cor ou feitio,
viveria num sono profundo, que tormento,
seria um mero coração solitário e sombrio.

Que seria de mim sem o pensamento?

de Maria Rosa Santos Alves, 9 de Novembro de 2011
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Poemas

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Pensamento I

Hoje, sinto a necessidade de homenagear o pensamento. Que seria do ser humano sem esta característica tão particular como a capacidade de pensar?
...
Que seria de mim sem o pensamento?
Como daria forma ao meu mundo?
Perderia todo e qualquer encantamento.
Afundaria num buraco sem fundo.

Viveria numa tela pintada de branco,
Imóvel...sem vontade...sem desejos
Seria uma só nota num canto.

Que seria de mim sem o pensamento?
Seria uma pedra, sem cor ou feitio,
viveria num sono profundo, que tormento,
seria um mero coração solitário e sombrio.

Que seria de mim sem o pensamento?

de Maria Rosa Santos Alves, 9 de Novembro de 2011
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Nostalgia (Acróstico)

Neste dia de Inverno... melancólico,
Oscilam os sentimentos, tormentos,
Sentires de alguém ... nostálgico.
Tentações da alma...encantamentos.
Azul do mar que se reveste de cinzento, e
Lágrimas virgens que caiem do céu.
Gritos abafados em trovão, pensamentos,
Ira de Zeus sobre os homens e a terra,
Alentos de alguém, hoje... nostálgico.

Poema de Maria Rosa Alves, 16 de Novembro de 2011
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Loucura

Loucura

Gritar....
Gritar....
Gritar....
Expulsar o grito que me agoniza
Atrofia e aperta o meu pensamento
Neste silêncio absoluto que não cessa
E na alma cresce este infinito tormento.
Gritar....
Gritar....
GRITA!!!
Expulsar em mim este fantasma
Que de nome só conheço...solidão
E mesmo vivendo na multidão
A escuridão assim me pasma
Grito...
Não grito...
Grita!!!
Estou preso pela minha ou outra mente
Quem sou eu? Já não sei distinguir.
Um fantasma ou um mero demente.
Estou aqui, sem alma...senti-a ir.
Agonizo...
Respiro lentamente nesta solidão.
Suspiro...
Tanta batalha será sempre em vão.
Registo...
Com a morte
Tudo se cura
Inclusive a loucura!



Poema do livro "Palavras ao Vento - Oscilação dos Sentimentos"
de Maria Rosa dos Santos Alves
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