Maria Amado Correia

Maria Amado Correia

n. 1988 PT PT

n. 1988-01-19, Sintra

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A cama fria

Calor no desenho do meu corpo dormente.
Neste espaço, onde habita um silêncio repetido, escuto o ritmo do coração, meu, imaginando ser o teu.
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Poemas

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A cama fria

Calor no desenho do meu corpo dormente.
Neste espaço, onde habita um silêncio repetido, escuto o ritmo do coração, meu, imaginando ser o teu.
178

S/T

Apagar-te-ei com a ponta dos meu dedos. 
Apagar-me-ei ao te apagar.
168

Habitar

Não me recordo do último dia em que senti um não-vazio.

Permanece por completar metade do meu Ser.
Um quarto da metade que está completa, habita nos sonhos.
O outro quarto, habita na pele, minha.
A metade que falta, habita em ti.
199

Suplico à noite sonhar-te

Suplico à noite sonhar-te,
para que nos possamos encontrar.

Suplico à alma lembrar-me,
desse mundo ao despertar.

184

Desnascer

Recolho do chão os sentimentos que atirei ao vento.

Existia, em mim, a esperança que os absorvesses ao te tocarem na pele.

Lentamente, desabito este corpo.

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