Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal
n. 1949-01-09, S. Pedro de Terena - Alandroal - Evora
Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal Aposentada da Função Pública Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs. Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022 Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão" - Delírios de Outono" "Poesia na Escola" Verso & Prosa
Ó inverno pareces doente Já não choras como outrora Nem o frio é persistente Tudo é diferente agora
Não digo que não goste disso Mas inquieta o ambiente A cultura muito sente E todos pagamos com isso.
Maria Antonieta Matos 05-02-2019
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AMIGO
Ao olhar o azul do céu iluminado Onde repousas de riso aberto a fantasiar Coras a tela no universo… sempre apaixonado Das mais lindas cores de pintar
De asas ao sol e ao vento a estremar Na mais pura inspiração… que arrebata O sonho eterno brinca sempre aprofundar As cores dançam ao som da mais bela serenata
E nessa enormidade a tua alma pura Abrilhanta a terra de formosura Que grita de saudades de ti
Coloquei uma escada até ao céu, aqui do adro Onde expões agora os teus quadros Para declamar meus versos também aí
Maria Antonieta Matos 23/04/2019
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AO AMIGO
Há muito que não renovas as tuas telas, Como fazias em cada um amanhecer, A ouvir as vozes do Alentejo e a canta-las, Empolgado, sorridente na pintura a renascer.
Há muito que o vazio silencia o espaço, Que a saudade vive em cada teu lugar Ávida de claridade, de alegria, de um abraço, Do espelho que projetas no teu olhar.
Há muito que tuas mãos estão quietas, Que os pincéis estão cansados de te esperar, Nutre-se a falta do teu astro colorido de poeta.
Embora acredite que continuas a sonhar, Que abispas o pormenor nessa janela aberta, E eternizas esse teu amor numa noite de luar.
13-03-2019 Maria Antonieta Matos
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A VÍTIMA
Às vezes queria esconder-me numa densa fortaleza Para enfrentar todos os medos, mágoas e tormentos Ficar solitária a meditar para superar essa crueza Numa briga constante com os meus pensamentos
As vezes queria ser a pedra estática indiferente Aquela que não ouve, não se sente e nada pensa Tão robusta e submissa às pisadas de tanta gente Sem sentir a dor e as palavras ditas com ofensa
As vezes queria destapar toda a sombra desse véu Mas penso ainda se resistir irei ter lugar no céu E o tempo, tudo muda, porque tenho amor de sobra
As vezes ainda julgo que é amor, essa impiedade Por não ter ódio nem experimentar tanta maldade E pelas desculpas em que o amor se desdobra
18-03-2019 Maria Antonieta Matos
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Ó NOITE…
Ó noite… tão longínqua me pareces Quando o pensamento se recusa a dormir Tudo vem à memória… que nada esquece E ainda acrescenta tudo aquilo que pensa vir
Ó noite acordada que sempre trazes reboliço Na alma, no coração, no cansaço dos meus ais No corpo dorido, revoltado, quebradiço, E aos olhos aflitos que não se querem fechar mais
Ó amanhecer que já não te ouço, nem te vejo Tinha planeado o meu dia de esplendor Mas apaguei os sentidos e nada mais almejo
A sombra ficou em mim suspensa, sem nenhuma cor Esqueci o sorriso, o nome e o desejo Sucumbi no sono e fui à busca do sonho de amor.
15-03-2019 Maria Antonieta Matos
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IMAGINEI…
Imaginei ser poetisa cá na terra, Aquela que pensa e escreve na perfeição, E toda a gente aplaude e venera, Por levar a cada SER, plena emoção.
Imaginei que os meus versos declamava, E o meu livro circulava de mão em mão, E que toda a humanidade nele se achava, Por profundo sentimento e exaltação.
Imaginei meu livro aberto de par em par, Num estudo intenso sempre a interpretar, A enormidade de cada tema do meu verso.
E neste sonho aéreo, sublime e distante, Algo me desperta de repente, E confronto a insignificância dum sonho cego.
Maria Antonieta Matos 18-02-2019
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O QUE SOMOS CADA UM DE NÓS?
O que somos cada um de nós? Talvez um misto de ilusórios disfarces Que a cada momento se denota e invade No pensamento lúcido ou perverso Do ser humano em qualquer idade.
Será que nascemos formatados Sem princípios, sem moral Por vezes mal-educados Sem carácter racional
Será que nascemos inocentes Com um propósito na vida Afirmando-nos puros, inteligentes Para iludir a razão emotiva
Porquê ressalta tão alto A maldade, o ódio e a agressão E a dignidade em sobressalto Sem castigo, sem ação?
14-02-2019 Maria Antonieta Matos
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AS EMOÇÕES DO TEMPO
Ó tempo, que trocaste teus hábitos, Que me enganas em cada estação, Que atormentas os povos com errada decisão, Mas que nos trazes às vezes a luz da razão.
Eram quatro as estações do ano, Que aprendi desde muito cedo, Cada uma ostentava emoção, De alegria, tormenta e medo.
No inverno intensa chuva, Dia e noite lavravam ribeiros, Choravam os beirais no chão, Acenando o arvoredo.
Trovejava… gritavam luzes no céu, Rugia o vento altivo, Pintava-se o dia de breu, Encharcado ficava o corpo, Resfriado até ao osso, Rodopiava o chapéu.
Alagada a terra frutífera, Geminava a semente, Lançada com mãos de “guerra”, Um corrupio permanente.
Na chaminé estalava a chama, O café perfumava a casa, Os mais velhos contavam “estórias”, Ia-se cedo para cama.
E lá vinha a primavera, Colorida e luminosa, Tudo era verde e florido, A cada canto uma rosa.
Seduziam as andorinhas no céu, Chilreando de contentes, Olhares concebiam véus, Traçando linhas cadentes. Às vezes tinha chuva, tinha vento, Tempo ameno, trovoada, A cultura agradecia, Nos regos, a vida surgia, P’ la terra tão bem estrumada.
Espreitava o verão trazia chama, O corpo exausto transpirava, A hora da sesta só a cama, Acalma a sonolência obstinada.
No campo o chapéu e o lenço, Ensopavam o suor a dilacerar, E aliviavam o sol ardente, Tão baixo, tão eminente, Difícil de suportar.
O outono vinha cansado, Da secura do calor, As árvores despiam a ramagem, Punham o chão multicolor.
Ficava triste o outono, De frio e nuvens cinzentas, As noites longas de sono, Tinham manhãs rabugentas.
Aclamava o vento e a chuva, Com vontade de sorrir, De mudar o seu vestido, Num tom verde divertido, Das suas árvores vestir.
Maria Antonieta Matos 26-01-2019
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MALDITA GUERRA
Estilhaços explodem no ar, Um espetáculo aterrador! Gritos… Choro… Separação… tanto medo A qualquer hora, tarde ou cedo Sem refúgio acolhedor. Olhos de espanto… inocentes, Desorientação que dá dó, Crianças que ficam só, Entregues à própria sorte. Improvisam-se hospitais, Sem recursos, tudo aos ais, Impotência… Indiferença… Desprezo empacotado, A estranheza passa ao lado, Por interesses tão banais.
Tão simples seria a vida, Se houvesse compreensão, Humanidade muito amor, E o sentir do coração.
14-12-2018 Maria Antonieta Matos
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PAREM LOUCOS…
Parem loucos… desvairados, Sem nenhuma complacência, A “jogar” sempre inflamados, Sem pensar nas consequências.
Parem… para pensar um pouco, Dominem os maus pensamentos, Não façam o mundo mais louco, Só feito de horríveis momentos.
Parem… supliquem ajuda, Não entranhem essa loucura, Num instante de crise aguda.
Parem… com tanta tortura, Que ninguém têm culpa de nada, Não façam a vida dura.
Parem… Que mundo é tão belo, Sonhem façam castelos, Amem…! Que o amor tudo cura.
Parem… busquem a luz que mais brilha, Concebam dias de partilha, Tenham momentos de aventura.
Não entrem em desespero, Deem à vida doce tempero, Caminhem na boa ventura.
Justiça 10 de Outubro de 2010 às 17:40 Para haver justiça, não se olha a conhecidos! não existem ricos nem pobres! não existem influências! Não há diferenças de cor, de qualidade ou quantidade! Mas sim o individuo! Maria Antonieta Matos
Sobrevivência 13 de Outubro de 2010 às 14:22 Esperança, Confiança, Força, Solidariedade, são lições que se podem tirar com o exemplo dos 33 mineiros, Chilenos subterramos na mina desde Agosto. Há momentos duros na vida... mas, o homem ou mulher quando se aplica, surpreende a sua inteligência, imaginação, criatividade e para quase tudo se encontra uma solução.Impressiona-me os cientistas e engenheiros .., que se aprisionam também de uma forma empenhada e árdua, em prol de estudos a favor da humanidade, como o podemos constatar no resgate dos mineiros! Foram pensados ao milímetro cada passo! Uma operação de sucesso! Maria Antonieta Matos
Esperança - Prisioneiros nas minas do Chile 9 de Outubro de 2010 às 22:44 Não há sensação de esperança de libertação maior, como a que sentimos quando estamos aprisionados! Só de pensar sinto sufoco! Maria Antonieta Matos
Sobrevivência 13 de Outubro de 2010 às 14:22 Esperança, Confiança, Força, Solidariedade, são lições que se podem tirar com o exemplo dos 33 mineiros, Chilenos subterramos na mina desde Agosto. Há momentos duros na vida... mas, o homem ou mulher quando se aplica, surpreende a sua inteligência, imaginação, criatividade e para quase tudo se encontra uma solução.Impressiona-me os cientistas e engenheiros .., que se aprisionam também de uma forma empenhada e árdua, em prol de estudos a favor da humanidade, como o podemos constatar no resgate dos mineiros! Foram pensados ao milímetro cada passo! Uma operação de sucesso! Maria Antonieta Matos
Esperança - Prisioneiros nas minas do Chile 9 de Outubro de 2010 às 22:44 Não há sensação de esperança de libertação maior, como a que sentimos quando estamos aprisionados! Só de pensar sinto sufoco! Maria Antonieta Matos
Saudade 9 de Outubro de 2010 às 22:47 Saudade! Um olhar distante, a aguça o desejo de ver perto!" Maria Antonieta Matos