Lista de Poemas

POEMA DE NATAL

O Natal está a chegar 

Vem cheio de amor e carinho

Mas não contemplas os sozinhos

Cheios de frio, e sem nada

Já nem lhe cai uma lágrima 

O pouco que têm, os consola

Um sorriso lhe faz bem! 

Mas há muitos que tudo têm

E resmungam, quero mais

Não sabem o que fazer

Porque são coisas demais!

Que o espírito do Ano inteiro

Seja de distribuição

Que haja muita satisfação

Ninguém pense no supérfluo

Estejam todos em união!

Maria Antonieta Matos

601

LIBERDADE

Um passarinho esvoaça

Num galho de oliveira

Com harmoniosa graça

Numa linda brincadeira


Assobia porque está contente

Salta o ramo saracoteando

Olha pró céu incessante

Com a cabecinha rodando


Voa, voa livre pelo ar

Admira todo o horizonte

Vê o mundo a girar

Bebe na mais bela fonte


Faz o ninho embevecido

Cria e cuida com carinho

Ensina e traz protegido

Dá comida pelo biquinho


21-04-2013 Maria Antonieta Matos

592

ONDE VAI ESTE PAÍS

Ai o estado lastimoso

Em que está este país

Anda alguém muito guloso

Que pensa ser poderoso

A crescer-lhe o nariz

Já não existe classe média

Professores para ensinar

Está a torna-se em tragédia

Aprender e estudar

A saúde está a acabar

O povo já está sem cheta

Como se aguenta a depressão

Se este estado não se endireita

Paga mal a quem dá lucro

E muito bem ao astuto

Que faz o povo cair

Para o andar a servir

Sem o mínimo de dignidade

Mas onde está a humanidade?

Só existe falsidade…

Ai liberdade, liberdade

Acabaram com os direitos

Consignados na constituição

Os direitos são defeitos

Valorizam o ladrão

Não o que rouba para comer

Mas o que se quer encher

Que tremenda confusão

Casais desempregados

Com as contas para pagar

Vêm-se sem ordenados

E com os filhos a chorar

 

O governo bem sustentado

Acrescenta austeridade

Não corta o seu ordenado

Fomenta a desigualdade

Deixa fechar as empresas

Não lhes dá estabilidade

Desespero e incertezas

É um poço de dificuldades

Jovens sem segurança

Apoiam-se nos velhos pais

Que esticam sem a esperança

Que os filhos não precisem mais


Maria Antonieta Matos 24-04-2012

609

Minha amiga Malu

Como é bela a natureza

Atraente e colorida

Num sussurrar a borboleta

Diz à flor: minha amiga

Deixa-me aqui pousar

Para a linda fotografia

Que a Malu me quer tirar.

Maria Antonieta Matos 22-01-2011

620

DESCOBRIR FLORBELA

Alma inspiradora, desnuda de preconceitos

Sensível, irrequieta, misteriosa e irreverente

Aos olhos das gentes contam defeitos

Que tarde acordam contrariando a mente

 

Inteligente, incrédula, sôfrega de amor

Ligações fogosas, que cegam e se esvaem 

Desabrochando poemas da alma em flor

Resvalando lágrimas que pela face caem

 

Pensamentos sonhadores, se perdem

Ao acordar não têm mais cor

Ilusões e desilusões que sempre sucedem

 

Como nascer livre, mas não lhe dar sabor

Que loucas são as gentes, que não se divertem

Que morrem contentes, sem que para viver despertem

 

21-03-2013 Maria Antonieta Matos
In "Poesia Sem Gavetas"

617

VAMOS AFINCAR O DENTE

Vamos afincar o dente 

A quem parece demente

E não se importa com a gente

E só se mostra indiferente


Levam o tempo com desculpa

Uma desculpa esfarrapada

Mas o povo vai à luta

Que está a ficar sem nada


Vamos afincar o dente

Até que muito lhe doa 

Verem o que a gente sente

Para não fingirem na boa


Seu interesse salvaguardo

Docemente há argumentos

Pensam que o povo é tapado

E esticam-se em inventos


Vamos afincar o dente

Sem ter dó nem piedade

O mesmo fazem com a gente

Ao tirarem a liberdade

Maria Antonieta Matos 19-10-2011

679

DESPEDIDA

Despedaço-me…  

Tenho dias!

Em que o coração me salta do peito

Um não sei quê me escurece a alma …

e nesse ignóbil constrangimento, me ponho a jeito

Fecha-se a cortina da alegria e na saudade, me deito

Sou espectro dum mundo vazio

Vejo a mentira crescer, o desespero e desprezo corrente

Alguém todos os dias deixa de viver

Neste quadro deprimente

 

E correm indefesos, rasgando caminhos tentando nascer de novo

Deixam para trás uma vida inteira de sacrifício

Um filho, um pai, uma mãe, os netos… filhos do povo

Muitos morrem deste martírio!

Família que se dispersa…

noites de alerta…

Cansaço, que não ultrapassam pelo delírio  

No pensamento fica o invento do sustento 

E a esperança, o transpor do novo dia…

Enquanto dura este alento!

 

22-02-2014 Maria Antonieta Matos
In NPE " Sentir D'um Poeta"

581

POEMA DE NATAL II

Para enfeitar o natal 

Duas velas iluminadas,

Flores e cores avermelhadas,

Com muitas luzes brilhando

Nos corações do mundo,

Cheios de amor profundo.

 

Haja comida no prato,

Para todas as criaturas!

Deus proteja e encaminhe,

Quem por diversas razões,

Não sabe o que é sorrir!

Não tem, onde dormir!

Nem um pouco de carinho

Vive no Mundo sozinho!

 

Para todos os infelizes 

Que a vida lhe sorria

Tenham o que lhes faz falta, 

Em cada dia. 

E que possam experimentar 

De muitas e muitas alegrias!

 

 

Um Bom Natal com muita paz e amor.

Maria Antonieta Matos  20-12-2010

566

BRINCAR COM AS FORMAS GEOMETRICAS

Vamos fazer umas quadras

Puxar pela imaginação

Brincando com as palavras

Numa completa sedução


Numa sequência de palavras

Uma rima procurar

E acabarem as quadras

No espaço que está a faltar


Desenha uma figura

Com quatro lados iguais

E vê a sua estrutura

Ela é bonita ……demais


Os ângulos são todos rectos

E o nome é um quadrado

Noventa graus são certos

Em cada vértice dos …..lados


Se desenhares três linhas

E unires os seus pontos

Puxa por uma pontinha

E observa os seus ……cantos


O triângulo tem três bicos

Uma forma original

Encontras em muitos sítios

E o ângulo pode não ser …..igual


Há a forma circular

Tal qual está cheia a Lua

Também podes desenhar

À noitinha na tua …rua


Se duas linhas de lado

Cresceram mais um bocado

Sai o rectângulo beneficiado

Fazendo inveja ao ……quadrado


Com estas formas tu podes

Fazer uns lindos bonecos

Uns magrinhos outros fortes

Ou então faz uns ……..Tarecos


Com ideias e concentração

Tens muito para explorar

Faz um carrinho ou carrão

Faz o teu cérebro …….trabalhar

funcionar

O paralelepípedo

Que nome tão estranho

Repete comigo

É fácil, não me… engano


Têm volume e forma

Faces, vértices e arestas

Há excepção à norma

São formas geométricas


É sólido geométrico

A base é um círculo

Sobem todos os pontos

Termina num bico


O querer e atenção

Tudo se resolve

Chega à solução

E desenha o Cone


Em baixo e em cima

São círculos iguais

Desenha o cilindro

Com um pouco mais


Se num ponto fixo

À distância ligares

Um conjunto de pontos

O que podes achar?


É linda a esfera

E seus movimentos

Semelhantes à terra

Girando andamentos


É uma unidade de medida

De volume ou capacidade

Enches uma porção líquida

É o litro a quantidade


É uma unidade de medida

E contêm o seu volume

Um metro cúbito é a saída

Da encomenda do costume


Tens o metro para medir

Tudo o que é linear

Estás aqui para decidir

Os metros que queres levar


O quilograma para pesar

É uma medida de massa

Já me estou a inquietar

Que o peso já ultrapassa


Se tiveres uma planície

E queres medires a superfície

Tens as medidas agrárias

Para resolver sem chatice


Se tiveres um terreno

E queres medires a superfície

Tens as medidas agrárias

Para resolver sem chatice


Superfície uma grandeza

E tem duas dimensões

O m2 sem surpresa

Resolve as situações


Enquanto área

É medida de grandeza

Considerada 1 número

Com toda a certeza


O metro quadrado

Unidade fundamental

Para medires ao quadrado

A área que queres achar


É uma unidade de medida

De capacidade ou volume

Se derrubares a bebida

Não tens litro que te ature


Maria Antonieta Matos 08/07/2011

596

MAR

Mar que enrolas n' areia,
Me fazes espantar de emoção,
Oiço teu canto quando espraias,
Sinto-te na palma da mão.

Não resisto ao teu olhar,
Trago o sonho bem guardado,
Para no livro mostrar,
O momento impressionado.

Maria Antonieta Matos  19-01-2014
593

Comentários (2)

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namastibet

obrigado por me ler

Val
Val

Gostei , escreves bem :)

Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal Aposentada da Função Pública
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão"  - Delírios de Outono" "Poesia na Escola"  Verso & Prosa 

https://tradestories.pt/maria-matos/livro/visita-aldeia-da-terra