Lista de Poemas

SONHO E MAGIA

Ai que saudades eu tenho

Dos contos de encantar!

Que meus pais me contavam

Eu ficava a imaginar...

Pareciam ser bem reais

Como eu acreditava!

Depois de um...queria mais

Era a sonhar, que me deitava.


Maria Antonieta Matos 20-04-2011

574

SER VELHO OU IDOSO

Entre o velho e o idoso

Só o rosto pode diferenciar

O idoso com um espirito fabuloso

Só as rugas tem para mostrar

 

O velho pode não ter vivido

O tempo para se enrugar

Mas o espirito envelhecido

A idade vai buscar

 

Ser velho ou ser usado

Longo o caminho, percorrido

Uma história, um passado

Sábio incompreendido

 

Sem ninguém, vive sozinho

Lutando no seu cantinho

Tanto dá mesmo velhinho

E não recebe um só carinho

 

Desprezado vive o presente

Deixando a sua experiência

Uma roda permanente

Sem nenhuma complacência

 

Não perca com idade a alegria

Não deixe a alma desgastar

Com conhecimento e sabedoria

Viva a vida a comunicar

 

A experiência adquirida

E ciência que já tem

Senão fizer pela vida

Da vida recebe desdém

 

Tem os netos para ensinar

E contar muitas histórias

Os amigos, para conversar

Tenha momentos de glória

 

Não queira ser velho tonto

À espera de compaixão

Pois há quem deia o desconto

Confundindo ser ilusão

 

Maria Antonieta Matos  01-10-2012  

560

NÃO, NÃO VÁS POR AÍ!

Vem, vem por aqui!

– Dizes-me tu, com olhar meigo,

extravasando de emoção, camuflando teus segredos,

Injustiçando meu porto seguro, com muitos medos

 

Vem, vem por aqui!

E eu cansada e angustiada te dou a mão, levando o sonho e

acreditando, que a sorte pode mudar!

Mostras-me a vida colorida… iluminada… glorificada.

 

E eu sem nada... te dou a mão!

Levo a esperança e a tua força que agarrei

e me deixei ir por aí!

Pus-me ao caminho, no empolgado destino

e no teu fraseado caí.

Depois cortas-me em pedaços a minha raiz,  

Num arrastar de lama que nunca quis!

Atormentados dias e noites que não previ!

 

Não, não vás com falinhas mansas!

Desconfia dessa abastança

E não, não vás por aí!

 

09-02-2014 Maria Antonieta Matos 

In Nós Poetas Editamos VI"

864

PINTANDO A NATUREZA

Véus de multicores caindo do céu, deslumbrando o olhar

Pintura concebida pela natureza se descobre no pensamento

O olhar alucinado estimula sensações nos sentidos, a meditar

Um sentir de festa, de prazer, de paz, marcando parco momento


Murmurando o vento beija e balança as folhas das árvores  

Que esvoaçam felizes pincelando e colorindo o teu chão

Entrançando o desenho do tapete original e inspirador

Perante a luz do sol que ilumina e espreita tal perfeição


Quadro divino que nasce e cresce que se veste de cores

Que inala de desejo e enfeitiça o passeio dos amores

Tornando inesquecível e acalentador o sensível coração 


Musicando os pássaros se acolhem nos galho e nas flores

Rastejando bicharocos, os grilos à noite fazem serenatas

Dançam os ouvidos através dos sons do rio e das cascatas


Maria Antonieta Matos    11-04-2013

600

NATUREZA

Procuro na natureza

Todo o encanto que tem

E esta mensagem traz

A felicidade também

Traz-nos tranquilidade

E o sol a iluminar

Todos nossos corações

Num sentir da liberdade!


Maria Antonieta Matos 16-11-2010

646

TOMA-ME EM ABRAÇOS

Toma-me em abraços ternos

Junta aos meus, teus pensamentos

Sente o amor pleno mais sincero

Não te emudeças entre fragmentos

 

Bebe-me como vinho maduro

Saboreia nos sentidos a essência

Sente a bebedeira de amor puro

Grita de felicidade pela existência

 

Sente-me como um desejo

Tal qual a ânsia do dia primeiro

Que me exaltavas de gracejo

 

Prende-me aos teus momentos

Em pujante amor verdadeiro

Não deixes passar os tempos

 

Maria Antonieta Matos 15-09-2013

584

PRESENTES DE NATAL

Eles que decidem por nós

Controlam nossos destinos

Cortam voos a meninos

Sonhos de amor desvanecem

Dia a dia, o medo tecem

Em segredo, planeiam tudo

Fazem o povo, confuso

Eles que tiram e fingem dar

Que desumanizam e dizem amar

Eles que sem dó deitam na lama

Gente ingénua imaginando a fama

Eles que roubam a alegria

Ao elo familiar

Chutando em cada dia

Filhos e pais para emigrar

Sem tostão e sem trabalho

Escravos sem agasalho

Lutam despidos de amor

Sem teto embrulhados em cartão

Deitados gelados no chão

Com a trouxa sempre às costas

Caiem em vícios andam as voltas

Chantageados, drogados

Por aquelas ruas tortas

Correm à sopa dos pobres

Mendigando alguns cobres

Muitos estão aprisionados

Por malvados são maltratados,

Humilhados,

Não há paz, não há futuro

Gente triste, em apuros

Gente idosa

Mão carinhosa

Que divide o pouco que têm

Para nada faltar aos filhos

E aos seus netos também

 

Quando chegam dias festivos

Ah! Correm todos p’ra se mostrar

Aos beijinhos e aos sorrisos

Para a data assinalar

São os presentes de Natal

Num só dia, desigual

 

Maria Antonieta Matos  03-12-2013

577

SAUDADE

A saudade que se sente

É desejo desesperado!

Por alguém que está ausente 

Do querer ver, ali ao lado

E dizer o que não se disse

Mas quando volta, depois

para quê palavras...tristes

Amam-se muito os dois 

E a saudade não persiste!

 

Maria Antonieta Matos 22-11-2010

641

ONTEM E HOJE

Hoje, que a vida passou,

Que não tenho o folgo d’outrora

Tenho pressa de viver…

Aprender... tudo dizer…       

Nada, quero perder agora.

 

Dantes, quando podia…

Não tinha força, não queria,

Desperdicei o meu tempo,

Tempo, que o vento levou, numa tremenda euforia…

E o pouco tempo me restou…

 

Agora que quero ter, esse tempo,

Já com alguma sabedoria!

O vento sem dó, me assobia

Vivo com pressa o momento

E a memória me atrofia.

 

Maria Antonieta Matos 15-02-2014
In NPE " Sentir d'um Poeta"

668

RECOLHI-ME PARA PENSAR

Recolhi-me para pensar,
Já correu um certo tempo,
Não me voltas pensamento!

Sinto inquietude em meu estar,

Já lá vão dias que tento!

 

Maria Antonieta Matos 02-06-2014

Pintura de meu amigo Costa Araújo

802

Comentários (2)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.
namastibet

obrigado por me ler

Val
Val

Gostei , escreves bem :)

Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal Aposentada da Função Pública
Editou o livro “ Visita à Aldeia da Terra” através de Edições Poejo, baseado e inspirado na Aldeia de esculturas em barro e cimento, sita em Arraiolos, livro de quadras e fotografias personalizadas na atividade e profissões da aldeia, apoiada pela junta de freguesia de Arraiolos. Fez apresentação do livro em escolas e Bibliotecas Municipais para crianças do jardim-de-infância, escola básica e séniores. Colabora em vários grupos de poesia e blogs.
Editou o livro "OLHARES RITMADOS - Nada Sou... Mais Do Que Eu", em 2022
Participação em Coletâneas: “Poetizar Monsaraz - Vol I” “Poetizar Monsaraz Vol II” “Nós Poetas Editamos V” “Nós Poetas Editamos VI” “Sentir D’um Poeta” “Eternamente Poeta” “Poesia sem Gavetas Parte III” “Poemário 2015” “Conto de Poetas Parte III” “Amor Eterno” \"Poemário 2016\" \"Apenas Saudade\" \" Fusão de Sentires\" \"Poemário 2017\" \"Mais Mulher\" \"Perdidamente II\" - Autores Edição - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Sopro de Poesia\" - Autores Edição Orquídea Edições - Grupo Múltiplas Histórias \"Poesia a Cores\" - Pastelaria Studios Editora Grupo Múltiplas Histórias \"Dança das Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Poesia com Reticências (...) - Pastelaria Studios Editora \"Poemário 2018\" - Pastelaria Studios \"Cascata de Palavras\" - Pastelaria Studios Editora \"Perdidamente Vol. III\" - Poem' Art - Grupo Literário Amigos - " Delírios de Verão"  - Delírios de Outono" "Poesia na Escola"  Verso & Prosa 

https://tradestories.pt/maria-matos/livro/visita-aldeia-da-terra