Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo.
Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo. Além de escrever e ler gosto de cinema, de música e de praticar jardinagem. Sou mãe e essa é uma experiência de vida que me fascina e desafia permanentemente. https://www.facebook.com/faatimarodrigues [email protected]
Esquecer? Talvez fosse bom esquecer tudo que foi ensinado, exceto o que foi aprendido lá na dor da ignorância. Lá onde o aprender salva! Ter apreço por aqueles aprendizados singelos, amalgamados na vida, como os aprendizados de parteiras que, com voz suave e mãos ligeiras, abrem caminhos para um ser vir ao mundo. Incorporar o saber amoroso da mãe, que combina ingredientes vários para saciar a fome de uma criança, que dela depende em sua função materna. Falo do afeto que transborda pelas bordas do prato. Mas, sobretudo, dos afetos que transbordam no abraço e nas lágrimas que vêm do riso e da dor. Cato palavras como cato feijão, ha dúvidas se as escolho correto. Escolho ? contém colho, e é bom saber que as palavras são plantadas e colhidas em mim. Quem disse que pequi é melhor que cana-de-açúcar? Fiquei em dúvida! Gosto de ambos. Chorei quando li sobre o calvário do Frei Caneca. Talvez me compadeça em demasia de um passado que o Brasil não memoriza, pois em muitos dos humanos plantaram a pós verdade. E isso causa incômodo, e o dito no confronto não ecoa. Perde-se no vazio. Carrego esse fardo! Mas, também a musicalidade e a poesia. Em conta-gotas me vem à música e a poesia, para depois essas artes me inundarem como as águas de Belo Monte fizeram com as terras indigenas. Embora com efeitos incomparáveis. De forma absoluta, intermitente, esmagadora, fico plena de letras. O Rio Cariús nem se fala! Tomo banho em suas águas diariamente, enquanto ele banha com amor as vazantes que o entornam. Quando acordo, rio dos sonhos bobos que me atravessam e conto aqui para meia dúzia de leitores, cujos olhos cansados se entretem, mas ficam a indagar sobre a veracidade dos versos. Queria conversar por outros canais com cada um desses leitores e, além disso. escutar os seus próprios versos. Talvez lêssemos juntos os conselhos do Rilke, e caminhando à beira mar recitariamos "Vou-me embora pra Pasárgada".
Fátima Rodrigues, expedicionários, João Pessoa, Paraiba. BRASI, em 10 de abril de 2024.
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Aprendizados do amor
Aprendizados do amor
Esquecer? Talvez fosse bom esquecer tudo que foi ensinado, exceto o que foi aprendido lá na dor da ignorância. Lá onde o aprender salva! Ter apreço por aqueles aprendizados singelos, amalgamados na vida, como os aprendizados de parteiras que, com voz suave e mãos ligeiras, abrem caminhos para um ser vir ao mundo. Incorporar o saber amoroso da mãe, que combina ingredientes vários para saciar a fome de uma criança, que dela depende em sua função materna. Falo do afeto que transborda pelas bordas do prato. Mas, sobretudo, dos afetos que transbordam no abraço e nas lágrimas que vêm do riso e da dor. Cato palavras como cato feijão, ha dúvidas se as escolho correto. Escolho ? contém colho, e é bom saber que as palavras são plantadas e colhidas em mim. Quem disse que pequi é melhor que cana-de-açúcar? Fiquei em dúvida! Gosto de ambos. Chorei quando li sobre o calvário do Frei Caneca. Talvez me compadeça em demasia de um passado que o Brasil não memoriza, pois em muitos dos humanos plantaram a pós verdade. E isso causa incômodo, e o dito no confronto não ecoa. Perde-se no vazio. Carrego esse fardo! Mas, também a musicalidade e a poesia. Em conta-gotas me vem à música e a poesia, para depois essas artes me inundarem como as águas de Belo Monte fizeram com as terras indigenas. Embora com efeitos incomparáveis. De forma absoluta, intermitente, esmagadora, fico plena de letras. O Rio Cariús nem se fala! Tomo banho em suas águas diariamente, enquanto ele banha com amor as vazantes que o entornam. Quando acordo, rio dos sonhos bobos que me atravessam e conto aqui para meia dúzia de leitores, cujos olhos cansados se entretem, mas ficam a indagar sobre a veracidade dos versos. Queria conversar por outros canais com cada um desses leitores e, além disso. escutar os seus próprios versos. Talvez lêssemos juntos os conselhos do Rilke, e caminhando à beira mar recitariamos "Vou-me embora pra Pasárgada".
Fátima Rodrigues, expedicionários, João Pessoa, Paraiba. BRASI, em 10 de abril de 2024.
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Aprendizados do amor
Aprendizados do amor
Esquecer? Talvez fosse bom esquecer tudo que foi ensinado, exceto o que foi aprendido lá na dor da ignorância. Lá onde o aprender salva! Ter apreço por aqueles aprendizados singelos, amalgamados na vida, como os aprendizados de parteiras que, com voz suave e mãos ligeiras, abrem caminhos para um ser vir ao mundo. Incorporar o saber amoroso da mãe, que combina ingredientes vários para saciar a fome de uma criança, que dela depende em sua função materna. Falo do afeto que transborda pelas bordas do prato. Mas, sobretudo, dos afetos que transbordam no abraço e nas lágrimas que vêm do riso e da dor. Cato palavras como cato feijão, ha dúvidas se as escolho correto. Escolho ? contém colho, e é bom saber que as palavras são plantadas e colhidas em mim. Quem disse que pequi é melhor que cana-de-açúcar? Fiquei em dúvida! Gosto de ambos. Chorei quando li sobre o calvário do Frei Caneca. Talvez me compadeça em demasia de um passado que o Brasil não memoriza, pois em muitos dos humanos plantaram a pós verdade. E isso causa incômodo, e o dito no confronto não ecoa. Perde-se no vazio. Carrego esse fardo! Mas, também a musicalidade e a poesia. Em conta-gotas me vem à música e a poesia, para depois essas artes me inundarem como as águas de Belo Monte fizeram com as terras indigenas. Embora com efeitos incomparáveis. De forma absoluta, intermitente, esmagadora, fico plena de letras. O Rio Cariús nem se fala! Tomo banho em suas águas diariamente, enquanto ele banha com amor as vazantes que o entornam. Quando acordo, rio dos sonhos bobos que me atravessam e conto aqui para meia dúzia de leitores, cujos olhos cansados se entretem, mas ficam a indagar sobre a veracidade dos versos. Queria conversar por outros canais com cada um desses leitores e, além disso. escutar os seus próprios versos. Talvez lêssemos juntos os conselhos do Rilke, e caminhando à beira mar recitariamos "Vou-me embora pra Pasárgada".
Fátima Rodrigues, expedicionários, João Pessoa, Paraiba. BRASI, em 10 de abril de 2024.