Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo.
Sou um ser humano em constante construção. Me sinto parte da natureza e a ela vinculada no sentido material e imaterial. Gosto de lidar com as palavras construindo e desconstruindo castelos. Portanto, escrevo como um exercício de compreensão de mim e do mundo. Além de escrever e ler gosto de cinema, de música e de praticar jardinagem. Sou mãe e essa é uma experiência de vida que me fascina e desafia permanentemente. https://www.facebook.com/faatimarodrigues [email protected]
Gosto de mergulhar na Geografia dos rios com suas curvas longilíneas envoltas em tecidos aderentes onde pássaros, anfíbios, beija-flores, borboletas, e tantas outras espécies encontram seu habitat Com o espírito liberto adentro ao Amazonas descendo em despenhadeiros desde o Peru varando a planície extensa O rio, a água e a terra amalgamando vidas em sintonia com a floresta e abastecendo os ribeirinhos Abundância de tudo!
Paisagens incontáveis!
O Uruguay Com suas imensas cachoeiras planícies, serras e despenhadeiros a encantar os pampas a alimentar os indigenas Paisagens incontáveis! Rio São Francisco Peleja entre água, rochs e ventos traduzida em canions e planícies cheios de altos e baixos e de surpresas A natureza modela e recria A sociedade degrada!
Paisagens incontáveis!
Dois rios "Jaguaribe" Um no Ceará Cruzando tantas cidades Outro a acolher a própria vida em memória da Parahyba Rios e vidas Nesses vales de lágrimas e de sonhos Vidas sobre vales ! Paisagens incontáveis! No caminhar dos rios Os ruídos calientes das suas águas Ou a dura frieza que cura a dor da alma Um convite à imaginação Emoldurado pelas terras vermelhas, roxas, acinzentadas eles serpenteiam Enchem-se Vazam! Paisagens incontáveis São polissêmicos os rios e emprestam-se a muitas metáforas Rios de lágrimas Rios de sangue Rios de Prata "Rio da Prata" Rio da morte (....) Abrigam ampla biodiversidade Tão diversa que é impossível narrá-las em sua plenitude Mas além da vida que os animam O rios povoam a memória de crianças e adultos em suas viagens subterrâneas Não há nada melhor do que "dar de braçada neles"... Abraçá-lo em tempos de águas fartas e descer em suas correntezas ouvindo o canto dos pássaros Pular de suas encostas e navegar, navegar, navegar Medi-lo com os olhos e indagar-se - Posso? Cariús de minha infância Quase morto Amazonas dos meus sonhos São Francisco, Chico, Velho Chico, de tantas cachoeiras e águas calmas Que lindeza é vê-lo adentrar ao mar! Os rios traduzem-se em vida. Oh! Minha ! Oh nossa! Oh ! América Latina ! abundas em rios Como nós abundamos em lágrimas Paisagens incontáveis! Dores infindas! Lutas sem tréguas! Rios de esperanças e de teimosias nos acolhem e nós os seguimos em alvoroçadas destruições.
Fátima Rodrigues, Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 20 de maio de 2020.
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Palavras sonhadas
As vezes eu quero dizer mas não consigo E penso... as palavras são tantas! Por que não expressam? É que as sensações são múltiplas e até quando me atravessam eu declino Descrevê-las demanda sentidos que a grafia não dá conta Fico oculta Caminhar é diferente O sentido se faz em cada músculo e no ar que respiro Chorar me torna inteira E para a alegria do encontro não há palavras para descrevê-lo Te amo são apenas duas palavras Mas o amor se anunciando é um turbilhão Suores, secreções, sensações que atravessam os corpos em êxtase Impossível dizer tudo Melhor é sentir.
Fátima Rodrigues, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 27 de agosto de 2023.
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Nas frestas da vida
Observa ! Se a dor te habita, a essência da felicidade também te ronda Se faz escuro nas travessias curtas e mais ainda nas longas feixes de luz se propagam ao teu redor Há esplendor nos raios dourados do pôr-do-sol Observa a vida! Sente os teus sentidos para que os sentidos do outro não te obscureça Se é desejo, deixas-te perder de ti e retomas os afetos que escaparam pelas frestas da vida Estás em letargia ? Um artífice se faz se elevando com a força dos seus próprios músculos, mente e brios A cada dia nada será como antes e o que é certo é o devir A saudade nos habita como um alento que emerge no vão do acontecer O saudosismo se esvai na reinvenção do agora Observa !
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Alinhavando ventos, tempestades e utopias
Se já fui um furacão antes era ventania Tempestades me atingiram Verguei, mas não fui ao chão Fui movido por eventos de natureza adversa que causaram oscilações em curtas e longas ações Se agora sou monções outrora de brisa vivia Nada disso é estranho quando visto à luz do dia O ar em seus muitos estados me compõe do inicio ao fim O ser me salva dos outros e até mesmo de mim
II O ar sorvido aos pulmões nos guia à calmaria Respirar a poesia nos dias acalorados e nas madrugadas frias harmoniza o viver Se isso é uma teimosia me aproxima da utopia Cozer sons é alforria é lume para quaquer um.
Fátima Rodrigues. Expedicionários. João Pessoa, Paraíba, Brasil em 05 de dezembro de 2012.
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Senões em vão?!
Senão ...
Ficarás dois dias sem computador Ficarás sem sair com os amigos Ficarás com fome Vestirás as roupas sujas O gatinho poderá adoecer
Senão... !
Não haverá passeio Os seus amigos não virão para casa Não entrarás para a faculdade Tudo irá de água abaixo
A vida assim tem sentido?
E se tudo for dito com amor e firmeza?
E se nada do que se espera acontecer ...
Sempre há o que se rever nos percursos e nos ditos. O tempo é o de cada um.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 12 de junho de 2023..
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Senões em vão?!
Senão ...
Ficarás dois dias sem computador Ficarás sem sair com os amigos Ficarás com fome Vestirás as roupas sujas O gatinho poderá adoecer
Senão... !
Não haverá passeio Os seus amigos não virão para casa Não entrarás para a faculdade Tudo irá de água abaixo
A vida assim tem sentido?
E se tudo for dito com amor e firmeza?
E se nada do que se espera acontecer ...
Sempre há o que se rever nos percursos e nos ditos. O tempo é o de cada um.
Fátima Rodrigues
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil em 12 de junho de 2023..
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Redenção plena
Redenção plena
De repente aquele ímpeto a jorrar Àquele enorme sentimento de liberdade àquela pulsão de vida antes enviesada represada Àquela dor arrancada do peito dor que esmagava Tudo clareou e tão claro ficou que virou prenúncio Virou carta, declaração documento assinado acordo consagrado consigo mesmo Virou o contrário do que era De sonho represado De prática proibida a obra em exercício Do que era apenas uma ilusão à plena redenção Descoberta do mundo, ação! Assim é que se faz a liberdade num grito interior Num riso exterior Cabelo ao vento Corpo em movimento Pura ação para ser o que se é e negar o que não somos A impostura ficou para trás Agora é só seguir!
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Redenção plena
Redenção plena
De repente aquele ímpeto a jorrar Àquele enorme sentimento de liberdade àquela pulsão de vida antes enviesada represada Àquela dor arrancada do peito dor que esmagava Tudo clareou e tão claro ficou que virou prenúncio Virou carta, declaração documento assinado acordo consagrado consigo mesmo Virou o contrário do que era De sonho represado De prática proibida a obra em exercício Do que era apenas uma ilusão à plena redenção Descoberta do mundo, ação! Assim é que se faz a liberdade num grito interior Num riso exterior Cabelo ao vento Corpo em movimento Pura ação para ser o que se é e negar o que não somos A impostura ficou para trás Agora é só seguir!
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Redenção plena
Redenção plena
De repente aquele ímpeto a jorrar Àquele enorme sentimento de liberdade àquela pulsão de vida antes enviesada represada Àquela dor arrancada do peito dor que esmagava Tudo clareou e tão claro ficou que virou prenúncio Virou carta, declaração documento assinado acordo consagrado consigo mesmo Virou o contrário do que era De sonho represado De prática proibida a obra em exercício Do que era apenas uma ilusão à plena redenção Descoberta do mundo, ação! Assim é que se faz a liberdade num grito interior Num riso exterior Cabelo ao vento Corpo em movimento Pura ação para ser o que se é e negar o que não somos A impostura ficou para trás Agora é só seguir!
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Dons, sons e moções da palavra
Dons, sons e moções da palavra
Ah!,a palavra...? No presente é herança e patrimônio Se está no entre é intersticio Se emudece desafia o silêncio Ao se adequar expropria'-se no ato Nos confrontos é coragem assimilada Em seus rodeios se desvela em metáforas Quando discursa é um elo emblemático Se endurece é pedra cristalizada Quando contida é água aprisionada Quando liberta é torrente apaziguada Quando cala é explosão represada Se desafia é duelo em linguagem Renascer, se reinventar e comunicar é o desafio do Ser palavra.
Fátima Rodrigues.
Expedicionários, João Pessoa, Paraiba, Brasil. em 17 de junho de 2021.