marialeonorcosta

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n. 1975

n. 1975 , Portugal

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Canto canções de embalar para o meu filho

Canto canções de embalar para o meu filho,

no silêncio ao anoitecer,

cuido dele com carinho,

sabendo que ele não quis nascer.

 

Carrego-o nos meus braços,

dou-lhe o meu peito,

como não o posso abraçar,

em silêncio aceito.

 

Dou-lhe afeto e carinho,

por vezes algum raspanete,

aponto-lhe o caminho,

na minha mente.

 

É doce e atinadinho,

tem com quem aprender,

quando dele tenho saudades,

no céu vejo-o crescer.

4ª feira 11/12/2024

Starbucks Belém

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Poemas

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Canto canções de embalar para o meu filho

Canto canções de embalar para o meu filho,

no silêncio ao anoitecer,

cuido dele com carinho,

sabendo que ele não quis nascer.

 

Carrego-o nos meus braços,

dou-lhe o meu peito,

como não o posso abraçar,

em silêncio aceito.

 

Dou-lhe afeto e carinho,

por vezes algum raspanete,

aponto-lhe o caminho,

na minha mente.

 

É doce e atinadinho,

tem com quem aprender,

quando dele tenho saudades,

no céu vejo-o crescer.

4ª feira 11/12/2024

Starbucks Belém

1

Perdeste-me

Perdeste-me!

Por tudo o que disseste e fizeste,

pela forma como me senti,

pelos vistos não me quiseste.

 

Segui em frente

com a minha vida,

combalida, magoada,

por dentro mais crescida.

 

Recolhi os meus cacos,

colei com sonhos e persistência,

virei-me para o meu mundo,

não conheço a desistência.

 

Sem dó, nem piedade,

saíste da minha vida,

muito me fizeste sofrer,

fiquei triste e ferida.

 

Sofri, como muita gente sofre,

persisti, virei-me para o meu eu.

Hoje estou mais forte

e descobri que foste tu quem me perdeu.

 

4ª feira 11/12/2024

Starbucks Belém

1

Se tiver de te perder fico com a poesia

Se tiver de te perder fico com a poesia

porque a poesia sou eu

Autêntica, verdadeira e pura

Sabe quem já me leu.

 

Respiro poesia

como sopas de letras e palavras

vivo em constante alegoria

longe de ideias parvas.

 

Posso te querer para quase tudo

mas não precisar de ti para quase nada

Não consigo escapar de mim mesma

Comigo estou de mão dada.

 

São sempre as mesmas palavras

com diferentes combinações

em cada verso, em cada linha,

revelando novas emoções.

 

A poesia é o meu abraço

quando o mundo me desiste,

é o refúgio onde me perco

e onde tudo existe.

 

Se o fim chegar, deixo o que ficou,

nas páginas que o tempo não apagou,

porque ao perder-te, ganhei-me em versos

e a poesia será sempre o meu universo.

 

Domingo, 12 de janeiro de 2025

Mem-Martins

1

Sou filha de um gato vadio

Sou filha de um gato vadio

a liberdade corre-me no sangue

Os meus sonhos não adio

Reúno-me com o meu gangue.

 

Viro ruas e telhados

Tenho os olhos virados para o mundo

Caminho de braços dados

Com um sentimento profundo.

 

Os meus olhos brilham no escuro

Não temo o amanhã

Arrisco, não me seguro

Mantenho a mente sã.

 

Não sou vira-latas

Tenho classe e pedigree

Adoro dar passeatas

Sou doce, mansa e feliz.

3ª feira 22/04/2025

Mem-Martins

1

Tenho mais vidas do que um gato

Aquela vida que vivo!

A que tenho expetativas de viver!

A que pensam que vivo!

Aquela que ainda me resta viver!

 

A que divulgo, ou partilho!

Aquela que já se foi!

Semeio e ateio rastilho

Por vezes rio, outras me dói.

 

À realidade presente!

Tudo aquilo a que sobrevivi!

Aquela que só existe na minha mente!

Tudo aquilo que me nutre e do que me nutri.

 

Tantas vidas para viver

Num só corpo humano

Um dia o mundo viu-me nascer

Agora envelheço ano após ano.

 

Não sei se sou uma reencarnação

Se em vidas passadas fui homem, mulher ou animal

Desconheço a tua visão

Sei que aos meus olhos sou especial.

 

Minha secretária, Mem-Martins

22 de maio de 2023, 13h14

1

Espalho poesias por aí

Espalho poesias por aí,

Tal como recolho e registo:

Como me levanto ou caí,

Como luto e insisto.

 

Invento personagens,

Uso metáforas e comparações,

Pleonasmos e imagens,

Paradoxos e personificações.

 

Escrevo muito do que sinto,

Grito a minha voz ao mundo!

Invento, não minto.

Sou alma de sentimento profundo.

 

Sou mulher e criança,

Maria Leonor Costa e Nonô,

Vozes num vasto ecossistema,

Escritora da esperança,

Borboleta e poeta que o mundo inspirou.

 

Agosto de 2025

1

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