Lista de Poemas

O Sol e a flor

Meu amor é calor
Ou são flores que secam
O amor ora intenso
Ora flor que perfuma
As vezes queima minha pele
Furo o dedo no espinho
Tento me aquecer sem correr o risco de me queimar
Tento sentir o odor da flor
Sem correr o risco de ver minha mão sangrar
O amor é verão
Outrora primavera
Muitas vezes me queima
Algumas me espeta
Me perfuma algumas outras
Me aquece em todas essas .
Marllon P
325

Sofrendo calado

Eu fui feliz
Mas me tornei infeliz
A aura preta que está atrás de mim diz:
Você não será feliz
Acabou sua alegria
Estou aqui pra que você não sorria
Quando ele te destacou
Acabou o seu amor
A dor e a tristeza foi o que sobrou
No teu telefone deixei as fotos dele
Pra te assombrar fazer você chorar
Remoer a sua dor te levar ao horror
Te fazer achar que nunca mais vai amar .


Marllon P
297

Interrogação

Por que não me amas
Mas também não me odeia
Me deixa deixa de lado
E as vezes me pega
Não me diz que não
Nao me diz que sim
Me tortura com a indiferença
E as vezes me ama loucamente
Me machuca e depois me sara
Me constrói e depois desmonta
Me abraça a noite e pela manhã me manda embora
Por que não me ama
Mas também não me odeia
Não fala que gosta e que desgosta
Nem diz se sabe ou se não sabe
Não pensa em mim
Mas também não me esquece

Me esclarece
E me confundi
Se não me amas
Por que não me odeia
Não me deixa de lado
Não me cospe de vez
Não me fala vá de vez
Se não não me amas Por que não me odeia ?


Marllon P
591

Poema Ideal (Tragédia na Luz)

Eu sou o copo que você descartou na lixeira 
Você bebeu a minha água em mim mesmo
Descontente com o sabor 
Jogou fora o líquido 
Metálico gosto que tinha
Cuspido escarro de sangue 
Meu fluido de bílis negra não queria 
Meu corpo de carne e estanque 

Era seu boneco que sorria 
Ventríloquo de madeira e bambu 
Mas quando despertei em sã consciência dessa magia 
Me fiz de carne e erros sendo humano 
Me fiz de pele e ossos sendo errôneo 
Que com vontade escolhe pra onde ir 
E no destino que escolhe te desagrada 
Se descontente momento me queres rir 
Se não me agrado em minuto tu queres graça 
O tempo todo me queres somente a sorrir 

Na estação  da luz transporta o peso 
Meu corpo somente está a levar 
Meus sentimentos a ti estão presos 
Mas te emburras a cara lhe fecha o semblante 
E em momento não gosta do que lhe falo 
Quer o outro dito pelo que disse 
A desculpa do dito de forma errada 
A desculpa do dito somente pelo que lhe fala 

E em momento não estou em agrado 
Não gosta que te geras um fardo 
De momentâneo pesar 
E me quer o tempo inteiro solicito de dentes ora explícito 
De orelha a orelha a gargalhar 
E achar a graça em minha enxaqueca 
Fazer o teu líquido minha dor de cabeça 
Para tu beber o meu corpo que flui 


De sangue metálico tu me bocejas 
De cuspe e escarro diz o que sou 
A sede que tem me culpa o causo 
O meu ideal lhe diz desamor 
Causando contenda para o seu dia 
Gerando bagunça no seu eixo 
Tirando a paz tua e minha 
No fim de todo o dia 
O mesmo que gera agonia 
Vive e ama em pleno ardor
206

Rio

No meu peito há um Rio
Brota o leito na minha boca
Seu eu beijo outra Boca
A água suja escurece
Desce do leito pro meu peito
Deixa doente o Rio sadio
Nesse Rio de água doce
Água salgada não posso botar
Por isso se beijo outra pessoa
O Rio do meu peito vai secar
A água suja e salgada
Acaba com o manancial doce
Estraga o Rio que há em mim
Acaba em dor estopim 

Marllon P
336

Insegurança

Eu te amo
Por isso meu medo
Não é segredo
Que eu te vigio
Se teu corpo muda eu me interrogo
Será que ele isso
Será que ele aquilo
Com a neura criada faço loucura
Invado teu espaço
Atrás da minha cura
Do mau que te fiz
Tenho medo reverso
Medo sim
De que o que eu fiz volte pra mim
Eu te amo
Por isso essas coisas
Por isso a dor da ávida briga
Por isso o rancor na minha vida
Por isso o medo de outro tomar o meu lugar na tua cama
E ir te amar
Por isso te espio e até espiono
Te mexo e reviro e não me decepciono
Por isso te peço me compreenda e não leve pra frente as loucuras do amor que vem na minha mente 

Marllon P
351

Placebo

Fizeste meu branco Cor vibrante
Trasformaste meu amor em monte
Ao qual posso me jogar
Será o meu paraquedas
No intuito de não me matar
Segura-me pelo braço
Quando insisto em pular
Tenho medo que deslize nas terra que vem de lá
No monte do teu amor Minha barraca ei de montar
E viver ao relento sem me acalentar
No teu peito monte não há
No meu peito falta ar
No meu peito tem monte Ao qual posso me entregar
As vezes eu pulo do monte e tento me matar
Mas tu como meu paraquedas vem sempre me salvar


Marllon P
402

Lego

Pegou a coberta e cobriu o meu rosto
Calou minha boca parou minha fala
E os meus sentimentos disse desgosto
Me olha nos olhos Me amarra e me cala
Tentou Me mudar me disse é assim
Me disse se molde seja igual a mim
No molde exato de seu padrão perfeito
Entrei no encaixe mas continuo imperfeito

Marllon P
 
530

Borda seca

Marejo meus olhos
Brota um Rio
Ponho pra fora todo meu líquido
Me desidrato
Encho de novo
O Rio que nasce em mim transborda
Leva meu eu pra borda
Coloca no chão e manda embora
Fala que não é a hora agora
Se fecho meus olhos
Me afogo
Engulo toda a água que botei pra fora
Me encho de novo
Tento me navegar
Até o momento de outra vez secar .

Marllon P
455

Desconhece

Crítica tudo em mim
Me diz que eu sou errado
Nunca me diz sim
Mas diz que eu sou um fardo

Se fala que me gosta
Se ama o que eu Fasso
Não me da resposta
Mas segura meu passo

Se eu falo de amor
Me diz é mentira
Se falo de dor
Me pega e me atira

Me atira no chão
Me joga fora
Me dá um pisão
Me diz vai embora 

Marllon P
380

Comentários (2)

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marllon04

Obrigado , vou publicar sim, tenho que fazer um cronograma de publicação, mas pode ter certeza de que terão mais poemas

thaisftnl

Continue publicando seus poemas, amei todos que li, mas esperava encontrar mais poemas, contudo, meus parabéns! imagino que tenha uma obra vasta, já que escreve desde os 9 anos! Abraços!

Estudante de direito 
Completamente apaixonado por poesia 
Escrevi minha primeira poesia com 8 anos de idade e nunca mais parei