marllon

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n. 1996 BR BR

Sou um estudante de direito apaixonado por poesia, escrevi meu primeiro poema com 8 anos de idade e nunca mais parei . Email: [email protected]

n. 1996-06-04, Rio de janeiro

Perfil
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O Sol e a flor

Meu amor é calor
Ou são flores que secam
O amor ora intenso
Ora flor que perfuma
As vezes queima minha pele
Furo o dedo no espinho
Tento me aquecer sem correr o risco de me queimar
Tento sentir o odor da flor
Sem correr o risco de ver minha mão sangrar
O amor é verão
Outrora primavera
Muitas vezes me queima
Algumas me espeta
Me perfuma algumas outras
Me aquece em todas essas .
Marllon P
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Biografia
Estudante de direito 
Completamente apaixonado por poesia 
Escrevi minha primeira poesia com 8 anos de idade e nunca mais parei 

Poemas

19

Placebo

Fizeste meu branco Cor vibrante
Trasformaste meu amor em monte
Ao qual posso me jogar
Será o meu paraquedas
No intuito de não me matar
Segura-me pelo braço
Quando insisto em pular
Tenho medo que deslize nas terra que vem de lá
No monte do teu amor Minha barraca ei de montar
E viver ao relento sem me acalentar
No teu peito monte não há
No meu peito falta ar
No meu peito tem monte Ao qual posso me entregar
As vezes eu pulo do monte e tento me matar
Mas tu como meu paraquedas vem sempre me salvar


Marllon P
415

Espada

Indecifrável
Insatisfeito
Aquele que não é perfeito
O imperfeito que faz bico
De cara fechada e cabelo de pico
Vira De lado e fala Não é nada
Abre seu peito e enfia a espada
De um lado da espada a insatisfação
Do outro lado a incompreensão
De um lado palavras
Do outro lamento
De um lado amor
Do outro tormento
De um lado alegria
Do outro tristeza
De um lado paz
Do outro incerteza .

Marllon P
456

Lego

Pegou a coberta e cobriu o meu rosto
Calou minha boca parou minha fala
E os meus sentimentos disse desgosto
Me olha nos olhos Me amarra e me cala
Tentou Me mudar me disse é assim
Me disse se molde seja igual a mim
No molde exato de seu padrão perfeito
Entrei no encaixe mas continuo imperfeito

Marllon P
 
544

Borda seca

Marejo meus olhos
Brota um Rio
Ponho pra fora todo meu líquido
Me desidrato
Encho de novo
O Rio que nasce em mim transborda
Leva meu eu pra borda
Coloca no chão e manda embora
Fala que não é a hora agora
Se fecho meus olhos
Me afogo
Engulo toda a água que botei pra fora
Me encho de novo
Tento me navegar
Até o momento de outra vez secar .

Marllon P
469

Intromissão

Se tu amas Por que me maltrata
Tranforma meus sentimentos em areia de deixar escorrer pela mão
Se tu me amas por que me destrata
Diz meu amor ser mentira o que faço ser em vão
Se tu me amas por que  não me entende
Fala que eu sou confuso
E confunde ainda mais a minha mente
Diz que me gosta
Diz que me quer
Mas não demonstra o amor que diz que é
 
Marllon P
430

Hino de desculpas

Me desculpe meu amor
Meu devaneio
minha mente bagunçada
meu amor sem seio
meu anseio em ter pensamentos tão menos feios
Me desculpe meu amor
Por sintetizar em sua vida picos altos e baixos
te deixar sem saída
te levar ao extremo da dor
te levar ao extremo da vida
te levar ao extremo do amor
te fazer viver essa vida dividida
Me desculpe meu amor
Por tomar você pra mim
te transformar em âncora e cais na qual atraco meu barquinho
e de fininho ir transformando o seu sim em pedaços do meu eu
ir completando algo em mim.

Marllon p
479

Ciranda

Não me confias
Nem me acredita
Se desconfia
Me diz mentira

Se me fala
Não o escuto
Se me cala
Não me deixas mudo

Se me contradiz
Nem me responde
Me chama infeliz
Mas não me esconde

Se me agarra
Depois me solta
Me amarra
Acaba e volta

Me diz tragédia
Me diz horror
Lhe faço comédia
Transformo em ardor

Se me acaba
Me dá um fim
Me diz que é ponto
Que é estopim .
 
Marllon P
501

Remédio

Chamou-me a porta e a abriu para eu sair
Disse vá, não volte nunca mais
Deitou na cama , apagou as luzes , fechou a cortina e chorou , chorou ,chorou
Disse que era ruim , que era tóxico, que era melhor assim
Consultou um médico para lhe aplicar injeções, lá veio o doutor
Porém pasmem a toxina tóxica veio com o remédio
Cadê o doutor exclamou !
Sou eu mesmo respondeu a toxina
Porque ?, perguntou
Por que eu te infecto e te curo
Sou seu prisioneiro e seu carcereiro
Seu torturador que se torna seu remédio
O mal que se torna bem
Sua escuridão que se torna claridade
A toxina tóxica que sempre te cura .

Marllon P
559

Metamorfose

Veio pelo estômago
Subiu pela garganta
Quando chegou a boca
Botou pra fora
A massa cinzenta com estrias pretas
Se revirava no chão
O que será ? Disseram
Será vómito ?
Será dor ?
Será doença ?
Será amor ?
Acertou o último
o que era claro escureceu ,desceu do peito pro estômago e quando estava tão insoço pós pra fora
O amor que virou dor .


Marllon  P
567

Comentários (2)

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marllon

Obrigado , vou publicar sim, tenho que fazer um cronograma de publicação, mas pode ter certeza de que terão mais poemas

Thaís Fontenele

Continue publicando seus poemas, amei todos que li, mas esperava encontrar mais poemas, contudo, meus parabéns! imagino que tenha uma obra vasta, já que escreve desde os 9 anos! Abraços!