Saudades do tempo da inconência, quando tudo parecia tão bonito sem tantas tristezas e decepções onde o tempo era infinito e parecia nunca passar.
Naquele tempo tudo tinha um aroma maravilhoso de infância, e um delicioso sabor de torta de chocalate, parecia que tinhamos em nossas maos toda a eternidade!
Os problemas não existiam, e se existiam eram infinitamente menores, quando crescemos eles se tornam mil vezes maiores!
Por mais que a infância de alguém nao tenha sido espetacular(assim como a minha não foi), essa é uma época ímpar, que não volta jamais e quando vemos tudo já ficou pra trás.
Ah velhos tempos em que podia sonhar! Poderia ser tudo que queria sem nunca me cansar de imaginar.
Ah velhos tempos que não voltam jamais, os dias que sucedem a infância nunca serão iguais.
Fascinada por linguagens,literatura,livros e arte de ler e escrever.
"Escrever é emprestar mãos a alma,para que ela possa falar."
Autora dos livros a vida refletida em poesias,A garota triste,Universo pink,Um novo amanhecer,escrevendo nas linhas da vida,só se não chover...disponíveis em : https://www.wattpad.com/myworks
Hoje decidi fazer um poema sobre a balaustrada Não sei porque essa palavra me agrada desde que era pequena eu já gostava da tal balaustrada palavra tão sofisticada;requintada com uma sonoridade tão bonita.
Graças aos clássicos de literatura antiga eu conheci a balaustrada, não é que hoje em dia ela está totalmente em desuso mas antigamente ela era muito usada atualmente só a usa quem tem uma escrita aprimorada,muito refinada.
Pra você que não conhece a balaustrada se pegar um dicionário vai estar lá: corrimão, grade de apoio ou proteção, para melhor ilustrar minha explicação, pode se dizer que a balaustrada é um parapeito.
Isso mesmo balaustrada é parapeito,um simples corrimão venham só que peças podem nos pregar ás vezes as palavras pela elegância da palavra quem poderia dizer que a sofisticada balaustrada é um simples parapeito! Se bem que as balaustradas de outrora eram mais requintadas e imponentes que as de agora.
Quando ouço essa palavra lembro dos antigos clássicos literários de uma donzela a esperar seu amado na balaustrada com aqueles lindos e pomposos vestido de epóca, talvez numa tarde de primavera ou numa noite de céu estrelado ansiando pela presença do seu amado...
vem à mente também a imagem de antigos casarões cheios de saudosas recordações, provavelmente na época em que viveu Camões tinham muitas dessas construções.
358
Um amor imenso para um poema pequeno
Como dentro de um poema tão pequeno pode caber tanto amor, sinceramente não sei. você pôs na água a flor que te dei?
350
A flor que tu me deste
A flor branca que tu me deste se murchou, não foi por falta de água ou adubo, foi por falta de amor.
Tudo bem afinal eu não gosto de rosas brancas, nunca soubestes nem ao menos qual era minha flor favorita, isso me faz lamentar menos ainda tua partida, nem mesmo ei de chorar na despedida.
Dizem que todo fim é triste por si só mas ás vezes já acabou há muito tempo,virou pó na garganta aperta um nó, só que agente continua vivendo mesmo sabendo que já não existe mais nada além de uma fachada, porque a casa está lá só as ruínas...desmoronada.
E um belo dia de repente inevitavelmente um dos dois já não suporta, abre a porta e se vai deixando apenas algumas coisas velhas espalhadas pela casa e o que já deveria ter deixado há muito tempo atrás.
359
Escrever-meu refúgio
Escrever é meu refúgio meu lugar seguro quando escrevo até de mim eu fujo, consigo matar a dor e falar de amor encontrar abrigo nas palavras, a escrita é minha casa me abriga e me salva as ideias se renovam; ganham asas.
352
Um gole de café para recuperar a fé
Ela não queria machucá-lo mas seria muito melhor do que permanecer ali e enganá-lo.
Arrumou as malas e esperou que ele chegasse do trabalho todos os dias com seu sapato deixando as marcas no assoalho.
Não é fácil acabar com um relacionamento de tantos anos mas ela precisava seguir a vida e por em prática seus planos.
Aqueles planos não incluiam ele aqueles eram seus planos, sua vida... sua nova vida longe da rotina monotona e vazia.
Ele veio ao seu encontro e a abraçou mas ela o afastou e falhou:acabou ja não existe motivos pra continar nao posso mais ficar.
Ele sem compreender o porquê sentou na beira da cama e chorou olhou pra estranha á sua frente e já nao parecia em nada aquela que um dia tanto o amou.
Mas ainda assim ele amava aquela mulher meu Deus como a amava! ainda que pareciam estranhos vivendo na mesma casa.
Ela mudou,se distanciou já nao o queria por perto parecia que não existia mais um fragmento de amor.
Ela arrastou a velha mala vermelha até a sala ao bater a porta nem sequer olhou para trás caminhou com passos de quem vai e não volta nunca mais.
Ela se foi sem dizer adeus... deixou para trás a casa e o coração dele vazio e triste parecia que estavam ali presentes naquele momento toda a dor que no mundo existe.
Se ele fosse homem boêmio receberia seu prêmio no dia seguinte cairia na boêmia com toda ousadia.
Infelizmente ele era o tipo de homem que dizem raro, um homem que não tem "inúmeros amores", mas um homem que ainda preserva valores que acredita no genuíno amor ainda que precise para isso experimentar da desilusão o dissabor pagar a pena e sentir a dor.
Depois de intermináveis horas deitado na cama ouvindo nada mais que o silêncio daquele imóvel vazio,pensou: não me renderei a dor.
Levantou e fez um café e a cada gole ia recuperando sua fé.
396
Frieza
Estou com frio e sinto um vazio tão imenso por dentro... e é isso que me dá arrepios, me causa calafrios Não a frieza do tempo ou quando sopra o vento mas a frieza de alma e a demasiada ausência de sentimento.
377
Universo particular
Não, eu não sou essa que você acha que eu sou, eu sou alguém muito além do que você pensa ou já pensou.
Eu sou eu, vivendo dentro de um universo particular chamado de Meu.
352
Por detrás de um sorriso
Quem vê teu sorriso nunca imaginará toda a melancolia que se esconde ; que dentro do teu peito está, a te atormentar; não conseguirá imaginar toda a dor, e ás vezes que choras e que já chorou.
A trajetória da tua vida é composta de muitos espinhos nos teus caminhos.
Mais são as tristezas sentidas, que as alegrias vividas, porém os dias de alegrias e sorrisos verdadeiros, são tua sustentação, que te faz crê que dias melhores um dia virão.
451
O coração desenhado na parede
Ela desenhou um coração na parede com uma das mãos, com a outra mão , ela forneceu a tinta para sua ilustração.
Vermelha escarlate era a cor que ela usou, e dentro do coração escreveu:DOR.
Com letras garrafais escreveu DOR, do lado de fora escreveu:AMOR, deu seu último supirou e sussurrou:isso foi tudo que me faltou.
428
Quem se importa?
Quem se importa pequena criança triste e suja; se não tens brinquedos e vagando vives pelas ruas?
Se tu estás descalça e teu corpinho coberto de poeira, teu cabelo todo despenteado e teus pés queimados pelo escaldante asfalto?
Quem se importa pobre menino sem teto, se não tens ninguém e vives no abandono completo?
Quem se importa pobre criança com tua esperança, quem hoje num nobre gesto te estendeu a mão e te doou um pedaço de pão?
Quem se importa se é jovem demais para ter um destino tão cruel, E dormir no frio ao relento, tendo como teu cobertor somente o céu?
Quem se importa se hoje escovastes teus dentinhos, se recebeste um afago ou algum gesto de carinho, ou quem fez uma oração pedindo a Deus pra iluminar teus caminhos?
Quem se importa quando como marginal fostes tratado, simplesmente por mendigar uma refeição, e ao suplicares um pedaço de pão e estenderes a tua mão, esperando receber uma moeda, tua face cheia de expectativa...
O que recebeste? oh que grande decepção! Nem moeda nem pão, simplesmente palavras duras, somente agressão.
Com teu coraçãozinho pequeno e frágil dolorido dentro do teu peito, sem conseguir entender porquê a vida para ti tem que ser desse jeito, saistes perambulando pelas ruas, sem rumo como todos os dias, sem saber pra onde ir como sempre sem destino pobre menino!
Sentado no meio fio da calçada, o estomâgo vazio, sem comer nada, observas as crianças que vão a escola, que tem todo dia um prato de comida uma caminha quente pra dormir e não precisam pedir esmola.
Teus pequenos olhinhos se enchem de lagrimas, e te perguntas:Será que tenho mãe, um pai também,ou simplesmente não sou ninguém?
Enquanto fazes tua reflexão, ali na calçada da igreja, vês as crianças que começam a chegar acompanhadas por seus pais, vestidos suas melhores roupas ou seus trajes formais.
Uma delas se aproxima sorrindo, mas logo se afasta após a repreensão da mãe que a toma com vigor pela mão e lhe diz:vamos entrar,o culto esta prestes a começar e não quero me atrasar!
Ela não quer perder a exortação da palavra de Deus, a Palavra hoje falou de amor ao próximo, de mandar embora todo egoísmo, -Antes de ser muito tarde lança fora teu ego,teu imenso egoísmo antes que tu sejas lançado no "Abismo".
A mulher de vestido elegante,bolsa importada da Prada,salto 15-agulha, sentada ao lado da filha, ouve tudo mas não escuta.
O pregador continua o sermão:Bem aventurado aquele que ver o seu próximo necessitado,sedento,faminto, necessitado de pão, e lhe estende a mão.
Bem aventurados somos se damos mais que esperamos receber, porque aquele que dá aos pobres, dá a Deus,sem saber.
Glória a Deus!Aleluia!Diz a mulher sentada no banco de trás, e da criança faminta na calçada, (que ela lançou seu olhar de desprezo), ela já nem se lembra mais.
Lá da calçada sentado,com suas mãozinhas no queixo, a criança ouve parte do sermão, -Deixai vir a mim as criancinhas pois delas é o reino dos céus,e se não nascermos novamente,e formos como uma criança,jamais poderemos ver nosso Pai que está no Céu.
-Deixai vir a mim as criancinhas... a criança se levanta e se aproxima da porta, ele pela primeira vez ouviu a voz paternal, e seu coraçãozinho sentiu uma alegria sem igual.
O porteiro viu aquele menino descalço, e lhe arrumou um par de sapato, mandou ele sentar, e lhe deu um hinário pra cantar.
Não importa se ele não sabia ler ou escrever, ele podia cantar com a alma.
Após o culto findar, os irmãos mais humildes lhe acolheram, lhe deram roupas limpas um prato de sopa com pão, e fizeram uma oração.
Todos os domingos de manhã, ele tem uma missão, vai aos cultos de criança com seu instrumento musical na mão.
Louvar a Deus através da música é sua maior alegria, mas que uma casa terrena, ele ganhou uma casa espiritual, não construídas por mãos humanas,mas pelo Arquiteto Eternal.
A irmã que o desprezou continua lá, contemplando com seus olhos, o pobre menino da rua, tocando hinos de súplicas e louvores a Deus,ao seu lado, totalmente transformado.
E ele teve a melhor transformação, que se pode esperar, não apenas a exterior, não apenas se revestiu de uma roupa humana que o tecido se desgasta com o tempo e atraça corroí, mas da vestidura espiritual.
Aquele que não ama seu próximo, que não estende a mão ao necessitado, não ama a Deus, pois aquele que ama tem cuidado dos seus.
Se vais a igreja, apenas pra mostrar uma roupa, pra ter uma vida social...ou o que quer que seja, és um pobre desgraçado miseravel e nu, ainda apontas a fraqueza do teu próximo!
Não é apenas ir, é saber qual o proposito de ir, é saber aonde vais e porque vais, e que não é apenas dentro da igreja que deves exercer tua cristandade, mas todos os dias ser um cristão de verdade.