Marnielly

Marnielly

n. 1942 -- --

Fascinada por linguagens,literatura,livros e arte de ler e escrever.

n. 1942-07-18, Amsterdã

Perfil
14 796 Visualizações

Ah aqueles velhos tempos!

Saudades do tempo da inconência,
quando tudo parecia tão bonito
sem tantas tristezas e decepções
onde o tempo era infinito e 
parecia nunca passar.

Naquele tempo tudo tinha um aroma 
maravilhoso de infância,
e um delicioso sabor de torta de chocalate,
parecia que tinhamos em nossas maos
toda a eternidade!

Os problemas não existiam,
e se existiam eram infinitamente menores,
quando crescemos eles se tornam mil vezes 
maiores!

Por mais que a infância de alguém nao 
tenha sido espetacular(assim como a minha não foi),
essa é uma época ímpar,
que não volta jamais
e quando vemos tudo já ficou
pra trás.

Ah velhos tempos 
em que podia sonhar!
Poderia ser tudo que queria sem nunca 
me cansar de imaginar.

Ah velhos tempos que não voltam jamais,
os dias que sucedem a infância
nunca serão iguais.







Ler poema completo
Biografia
Fascinada por linguagens,literatura,livros e arte de ler e escrever. "Escrever é emprestar mãos a alma,para que ela possa falar." Autora dos livros a vida refletida em poesias,A garota triste,Universo pink,Um novo amanhecer,escrevendo nas linhas da vida,só se não chover...disponíveis em : https://www.wattpad.com/myworks

Poemas

45

Balaustrada

Hoje  decidi fazer um poema
sobre a balaustrada
Não sei porque essa palavra me agrada
desde que era pequena eu já gostava 
da tal balaustrada
palavra tão sofisticada;requintada
com uma sonoridade tão bonita.

Graças aos clássicos de literatura antiga
eu conheci a balaustrada,
não é que hoje em dia ela está totalmente em desuso
mas antigamente ela era muito usada
atualmente só a usa quem tem uma escrita
aprimorada,muito refinada.

Pra você que não conhece a balaustrada
se pegar um dicionário vai estar lá:
corrimão, grade de apoio ou proteção,
para melhor ilustrar minha explicação,
pode se dizer que a balaustrada é um 
parapeito.

Isso mesmo balaustrada é parapeito,um simples
corrimão
venham só que peças podem nos pregar
ás vezes as palavras
pela elegância da palavra
quem poderia dizer que a sofisticada
balaustrada é um simples parapeito!
Se bem que as balaustradas de outrora 
eram mais requintadas e imponentes
que as de agora.

Quando ouço essa palavra lembro dos antigos
clássicos literários
de uma donzela a esperar seu amado
na balaustrada
com aqueles lindos e pomposos
vestido de epóca,
talvez numa tarde de primavera
ou numa noite de céu estrelado
ansiando pela presença do seu 
amado...

vem à mente também  a imagem de antigos casarões
cheios de saudosas recordações,
provavelmente na época em que viveu Camões 
tinham muitas dessas construções.
358

Um amor imenso para um poema pequeno

Como dentro de um poema
tão pequeno pode
caber  tanto amor,
sinceramente não sei.
você pôs na água 
a flor que te dei?


350

A flor que tu me deste

A flor branca que tu me deste
se murchou,
não foi por falta de água
ou adubo,
foi por falta de amor.

Tudo bem afinal eu não gosto
de rosas brancas,
nunca soubestes nem ao menos
qual era minha flor favorita,
isso me faz lamentar menos
ainda tua partida,
nem  mesmo ei de chorar
na despedida.

Dizem que todo fim  é triste
por si só
mas ás vezes já acabou há muito 
tempo,virou pó
na garganta aperta um nó,
só que agente continua vivendo
mesmo sabendo
que  já não existe 
mais nada 
além de uma fachada,
porque a casa está lá
só as ruínas...desmoronada.

E um  belo dia de repente
inevitavelmente
um dos dois já não suporta,
abre a porta
e se vai deixando apenas 
algumas coisas velhas 
espalhadas pela casa
e o que já deveria ter deixado há
muito tempo atrás.
359

Escrever-meu refúgio

Escrever é meu refúgio
meu lugar seguro
quando escrevo até
de mim eu fujo,
consigo matar a dor
e falar de amor
encontrar abrigo
nas palavras,
a escrita é minha casa
me abriga e me salva
as ideias se renovam;
ganham asas.
352

Um gole de café para recuperar a fé

Ela não queria machucá-lo
mas seria muito melhor
do que permanecer ali e 
enganá-lo.

Arrumou as malas e esperou
que ele chegasse do trabalho
todos os dias com seu sapato 
deixando as marcas no 
assoalho.

Não é fácil acabar com um relacionamento
de tantos anos
mas ela precisava seguir a vida
e por em prática seus planos.

Aqueles planos não incluiam ele
aqueles eram seus planos, sua vida...
sua nova vida
longe da rotina monotona e vazia.

Ele veio ao seu encontro e a abraçou
mas ela o afastou e falhou:acabou
ja não existe motivos pra continar
nao posso mais ficar.

Ele sem compreender o porquê
sentou na beira da cama 
e chorou
olhou pra estranha á sua frente
e  já nao parecia em nada aquela que 
um dia  tanto o amou.

Mas ainda assim ele amava 
aquela mulher
meu Deus como a amava!
ainda que pareciam estranhos
vivendo na mesma casa.

Ela mudou,se distanciou
já nao o queria por perto
parecia que não existia mais
um fragmento de amor.

Ela arrastou a velha mala vermelha até a sala 
ao bater a porta 
nem sequer olhou para trás
caminhou com passos de quem
vai e não volta nunca mais.

Ela se foi sem dizer adeus...
deixou para trás a casa
e o coração dele vazio e triste
parecia que estavam ali presentes 
naquele momento
toda a dor que no mundo existe.

Se ele  fosse  homem boêmio
receberia seu prêmio
no dia seguinte cairia na boêmia
com toda ousadia.

Infelizmente ele era o tipo de homem
que dizem raro,
um homem que não tem "inúmeros amores",
mas um homem que ainda preserva valores
que acredita no genuíno amor
ainda que precise para isso
experimentar da desilusão o dissabor
pagar a pena e sentir a dor.

Depois de intermináveis horas deitado na cama
ouvindo nada mais que o silêncio
daquele imóvel vazio,pensou:
não me renderei a dor.

Levantou e fez um café
e a cada gole  ia recuperando sua fé.









396

Frieza

Estou com frio
e sinto um vazio
tão imenso por dentro...
e é isso que me dá
arrepios, me causa calafrios
Não a frieza do tempo
ou quando sopra o vento
mas a frieza de alma
e a demasiada ausência 
de sentimento.
377

Universo particular

Não, eu não sou essa que 
você acha que eu sou,
eu sou alguém muito
além do que você pensa
ou já pensou.

Eu sou eu,
vivendo dentro de um  universo
particular chamado de Meu.


352

Por detrás de um sorriso

Quem vê teu sorriso
nunca imaginará
toda a melancolia que se esconde ;
que dentro do teu  peito está,
a te atormentar;
não conseguirá imaginar toda
a dor,
e ás vezes que choras e que
já chorou.

A trajetória da tua vida é composta
de muitos espinhos 
nos teus caminhos.

Mais são as tristezas sentidas,
que as alegrias vividas,
porém os dias de alegrias e sorrisos 
verdadeiros,
são tua sustentação,
que te faz crê que dias melhores
um dia virão.










451

O coração desenhado na parede

Ela desenhou um coração 
na parede com uma das mãos,
com a  outra mão ,
ela forneceu 
a tinta para sua 
ilustração.

Vermelha escarlate era a cor
que ela usou,
e dentro do coração
escreveu:DOR.

Com letras garrafais
escreveu DOR,
do lado de fora
escreveu:AMOR,
deu seu último supirou 
e sussurrou:isso foi 
tudo que me faltou.
428

Quem se importa?

Quem se importa pequena criança
triste e suja;
se não tens brinquedos e vagando 
vives pelas ruas?

Se tu estás descalça e teu corpinho
coberto de poeira,
teu cabelo todo despenteado
e teus pés queimados  
pelo escaldante asfalto?

Quem se importa pobre menino
sem teto,
se não tens ninguém 
e vives no abandono completo?

Quem se importa pobre criança
com tua esperança,
quem hoje num nobre gesto
te estendeu a mão
e te doou 
um pedaço de pão?

Quem se importa se é jovem demais
para ter um destino tão cruel,
E dormir no frio ao relento,
tendo como teu cobertor
somente o céu?

Quem se importa se hoje 
escovastes teus dentinhos,
se recebeste um afago
ou  algum gesto de carinho,
ou quem fez uma oração
pedindo a Deus pra iluminar
teus caminhos?

Quem se importa quando como marginal fostes tratado,
simplesmente por mendigar uma refeição,
e ao suplicares um pedaço de pão
e estenderes a tua mão,
esperando receber uma moeda,
tua face cheia de expectativa...

O que recebeste?
oh que grande decepção!
Nem moeda nem pão,
simplesmente palavras duras,
somente agressão.

Com teu coraçãozinho pequeno e frágil
dolorido dentro do teu peito,
sem conseguir entender
porquê a vida para ti 
tem que ser desse jeito,
saistes perambulando pelas 
ruas,
sem rumo como todos os dias,
sem saber pra onde ir
como sempre sem destino
pobre menino!

Sentado no meio fio da calçada,
o estomâgo vazio,
sem comer nada,
observas as crianças
que vão a escola,
que tem todo dia
um prato de comida
uma caminha quente 
pra dormir
e não precisam pedir esmola.

Teus pequenos olhinhos se enchem de lagrimas,
e te perguntas:Será que tenho mãe,
um pai também,ou simplesmente
não sou ninguém?

Enquanto fazes tua reflexão,
ali na calçada da igreja,
vês as crianças que começam a chegar
acompanhadas por seus pais,
vestidos suas melhores roupas 
ou seus trajes formais.

Uma delas se aproxima sorrindo,
mas logo se afasta após a repreensão
da mãe que a toma com vigor pela mão e lhe diz:vamos entrar,o culto esta prestes a começar e não quero me atrasar!

Ela não quer perder a exortação 
da palavra de Deus,
a Palavra hoje falou de amor
ao próximo,
de mandar embora todo egoísmo,
-Antes de ser muito tarde
lança fora teu ego,teu imenso egoísmo antes que tu sejas lançado no "Abismo".

A mulher de  vestido elegante,bolsa importada da Prada,salto 15-agulha, 
sentada ao lado da filha,
ouve tudo mas não escuta.

O pregador continua o sermão:Bem aventurado aquele que ver o seu próximo necessitado,sedento,faminto,
necessitado de pão,
e lhe estende a mão.

Bem aventurados somos se damos
mais que esperamos receber,
porque aquele que dá aos pobres,
dá a Deus,sem saber.

Glória a Deus!Aleluia!Diz a mulher sentada 
no banco de trás,
e da criança faminta na calçada,
(que ela lançou seu olhar de desprezo),
ela já nem se lembra mais.

Lá da calçada sentado,com suas mãozinhas no queixo,
a criança ouve parte do sermão,
-Deixai vir a mim as criancinhas pois delas é o reino dos céus,e se não nascermos novamente,e formos 
como uma criança,jamais poderemos
ver nosso Pai que está no Céu.

-Deixai vir a mim as criancinhas...
a criança se levanta e se aproxima da porta,
ele pela primeira vez ouviu a voz paternal,
e seu coraçãozinho sentiu
uma alegria sem 
igual.

O porteiro viu aquele menino descalço,
e lhe arrumou um par de sapato,
mandou ele sentar,
e lhe deu um hinário pra 
cantar.

Não importa se ele não 
sabia ler ou escrever,
ele podia cantar 
com a alma.

Após o culto findar,
os irmãos mais humildes lhe
acolheram,
lhe deram roupas limpas
um prato de sopa com pão,
e fizeram uma oração.

Todos os domingos de manhã,
ele tem uma missão,
vai aos cultos de criança
com seu instrumento 
musical na mão.

Louvar a Deus através da música é
sua maior alegria,
mas que uma casa terrena,
ele ganhou uma casa espiritual,
não construídas por mãos
humanas,mas pelo Arquiteto
Eternal.

A irmã que o desprezou continua lá,
contemplando com seus olhos,
o pobre menino da rua,
tocando hinos de súplicas e louvores a Deus,ao seu lado,
totalmente transformado.

E ele teve a melhor transformação,
que se pode esperar,
não apenas a exterior,
não apenas se revestiu de uma roupa humana que o tecido se desgasta
com o tempo e atraça corroí,
mas da vestidura espiritual.

Aquele que não ama seu próximo,
que não estende a mão ao necessitado,
não ama a Deus,
pois aquele que ama
tem cuidado dos seus.

Se vais a igreja,
apenas pra mostrar uma roupa,
pra ter uma vida social...ou o que quer que seja,
és um pobre desgraçado miseravel 
e nu,
ainda apontas a fraqueza do teu próximo!

Não é apenas ir,
é saber qual o proposito de ir,
é saber aonde vais e porque
vais,
e que não é apenas dentro da 
igreja que deves exercer
tua cristandade,
mas todos os dias
ser um cristão de verdade.


























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Comentários (3)

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eu
eu

Fantástico!?

elly
elly

Eh a frieza e algo assustador

silveira

Belo poema.