Lista de Poemas
UM CORAÇÃO QUEBRADO
Alguém, muito especial, fazendo-me refletir, deu-me essa ideia
Então resolvi desenvolver e escrever essa desambiciosa prosa
Crash! Não se espantem é apenas um som, uma onomatopeia
Um coração que acaba de cair do alto da esperança e quebrar
É tão comum hoje em dia; lembrança de personalidade furiosa
Ou poderia dizer o egoísmo exacerbado tão pobre e tão impar
Não obstante, pensando bem, eis que nos revela nosso algoz
A projeção de nossos ideais (nossas pseudo-almas gêmeas)
A crença em outros humanos, por vezes, mais frágeis que nós
(Amamos nossos sonhos, desejos e a pessoa que nele habita)
Dilatamos o coração de ilusão, de expectativa e de ansiedade
E não importa nossa idade, abonamos os achaques da paixão
Aí, permitindo que entrem, deixamos que quebrem o coração
Mas a verdade é que somos apáticos e cúmplices permissivos
Se não há cuidados, só entrega incondicional, lógica ou razão
E o pior é que tudo ocorre de novo, de novo... Estamos vivos!
Somos espertos e sagazes, porém só até a primeira flechada
E o incauto cupido nos transforma em indigentes mentecaptos
Onde toda nossa experiência de vida é prontamente apagada
Então nós ficamos cegos e surdos, amantes cativos e inaptos
Assim nos tornamos adoradores de um modelo que foi criado
Habilmente forjado por nosso doce delírio; o verdadeiro amor
Mas o que é pior, o devaneio de um adolescente apaixonado
Ou a frieza de um velho coração já remendado de tanta dor?
mauro
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PEDAÇOS
Todo pedaço é uma parte de um todo
Cada pedacinho tem toda informação
Não o feitio, sentido, mas composição
Cabeça nas nuvens e os pés no lodo
Sonhando, porém presos às vontades
Desejos mudos, absurdos de reformar
Não terá reparo, só serão lembranças
Caquinhos de vida, amor e esperança
Traços de sonhos, de afeição e pesar
A vida passa pirada e sem compaixão
Cada conta uma ponta, dor e pontada
Sem tempo e perdão é simples assim
Amar e querer não dão direito a nada
No final acaba a música, luz e é o fim
É como no cinema em final de sessão
Todos devem sair, satisfeitos, ou não
Cada um leva seus cacos de vivência
Juntaremos, mas não irão se encaixar
Nunca, não obstante a nossa dolência!
Porém é chegado “novo e senil” tempo
Abraços, beijos e promessas de tributo
Luzes, cores e os improfícuos desejos
Tudo será passado no próximo minuto
mauro
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