Lista de Poemas
TAL COMO PORTA
Dias atormentados
Braços combalidos
Os pés agrilhoados
Axiomas indecisos
De repente a porta
Uno o sem ao nada
Vazio que importa
Como porta calada
A astúcia mundana
Diz: “surda e muda”
Porta de choupana
Frágil, mas sisuda.
Algo tenho a dizer
Ninguém pra ouvir
Porta sem querer,
Sangrar, ou sentir.
mauro
Braços combalidos
Os pés agrilhoados
Axiomas indecisos
De repente a porta
Uno o sem ao nada
Vazio que importa
Como porta calada
A astúcia mundana
Diz: “surda e muda”
Porta de choupana
Frágil, mas sisuda.
Algo tenho a dizer
Ninguém pra ouvir
Porta sem querer,
Sangrar, ou sentir.
mauro
303
SONETO SEM RIMA
Viver é caminhar rumo ao desconhecido
Às vezes com esperança e às vezes não
Cada passo na firme intenção de chegar
Saltar barreiras e alcançar seus sonhos
Alguns conseguem, pelo menos, apostar
Atingem seus juízos, desejos e alcançam
Mas e quando os sonhos são só nossos?
O vazio faz eco e, de repente, é só ilusão
No máximo som de passos se afastando
Alamedas distintas, remotas e diferentes
Traços tão tristes como soneto sem rima
Logo virá a primavera ela trará o inverno
O verão ficará só no passado dos passos
Os nossos... E então caminharei sozinho
mauro
Às vezes com esperança e às vezes não
Cada passo na firme intenção de chegar
Saltar barreiras e alcançar seus sonhos
Alguns conseguem, pelo menos, apostar
Atingem seus juízos, desejos e alcançam
Mas e quando os sonhos são só nossos?
O vazio faz eco e, de repente, é só ilusão
No máximo som de passos se afastando
Alamedas distintas, remotas e diferentes
Traços tão tristes como soneto sem rima
Logo virá a primavera ela trará o inverno
O verão ficará só no passado dos passos
Os nossos... E então caminharei sozinho
mauro
237
MEU TEMPO
Tempo faz que o tempo fez o que sou
Ora gostaria de mais tempo do tempo
E deixar de sonhar com o que passou
Tentando existir nesse novo momento
Nada há de novo somente a mesmice
Eu mergulhei num rio de águas turvas
Ao sair da estrada da minha meninice
Pois no caminho reto fiz várias curvas
Longa a queda deu tempo pra pensar
Ouvi o murmúrio d’água inda distante
Senti medo. Ah se eu pudesse voltar!
O tempo podia dar tempo pra reparar
A fração do tempo partida no instante
Que o tempo não deu tempo pra colar
mauro
Ora gostaria de mais tempo do tempo
E deixar de sonhar com o que passou
Tentando existir nesse novo momento
Nada há de novo somente a mesmice
Eu mergulhei num rio de águas turvas
Ao sair da estrada da minha meninice
Pois no caminho reto fiz várias curvas
Longa a queda deu tempo pra pensar
Ouvi o murmúrio d’água inda distante
Senti medo. Ah se eu pudesse voltar!
O tempo podia dar tempo pra reparar
A fração do tempo partida no instante
Que o tempo não deu tempo pra colar
mauro
239
PERSONAGEM DE MIM MESMO
Estou triste e no alto de minha depressão
Cubro-me com o manto negro longo e frio
Meu sangue flui, mas não sinto o coração
O que percebo é um misto de dor e vazio
Se puderes fixar meus olhos, neles verás
O lado escuro, o pior, ou melhor, de mim
Fugirás e, assim, possivelmente, viverás
Ou te sugarei o calor; serei seu camucim
E, dentro de mim, verás minhas derrotas
Porém terei sempre um sorriso paisagem
Contarei, com sutileza, infames anedotas
Não serei eu, mas só o meu personagem
mauro
Cubro-me com o manto negro longo e frio
Meu sangue flui, mas não sinto o coração
O que percebo é um misto de dor e vazio
Se puderes fixar meus olhos, neles verás
O lado escuro, o pior, ou melhor, de mim
Fugirás e, assim, possivelmente, viverás
Ou te sugarei o calor; serei seu camucim
E, dentro de mim, verás minhas derrotas
Porém terei sempre um sorriso paisagem
Contarei, com sutileza, infames anedotas
Não serei eu, mas só o meu personagem
mauro
239
MAIS QUE DEMAIS
Deixe-me beijar teu sarcástico sorriso
Abraçar preciso teu corpo de maldade
Tua sinceridade dói, mas é a realidade
Teu perfume é malícia; o doce veneno
Então me percebo pequeno e perdido
Retido em teu olhar, temeroso e ferido
Em tuas mãos eu sou brinquedo do mal
Tal bumerangue ao teu anseio me solto
Vou, firo alguém, e logo depois eu volto
Entendo até que muito e muito te odeio
Porém descubro entre teus seios e sais
Que te amo muito e é mais que demais
mauro
Abraçar preciso teu corpo de maldade
Tua sinceridade dói, mas é a realidade
Teu perfume é malícia; o doce veneno
Então me percebo pequeno e perdido
Retido em teu olhar, temeroso e ferido
Em tuas mãos eu sou brinquedo do mal
Tal bumerangue ao teu anseio me solto
Vou, firo alguém, e logo depois eu volto
Entendo até que muito e muito te odeio
Porém descubro entre teus seios e sais
Que te amo muito e é mais que demais
mauro
271
MAIS UMA VEZ
Que não me mate a terra
Nem a vida me consuma
Antes de alcançar a serra
Para ver-te, linda, na luna
Que o pranto qu’eu deitar
Não me estorve as vistas
Não seja longo quão mar,
Mas ainda impressionista
Pois não basta estar triste
Tem que revelar essa dor
Saudade é dor sem limite
Ah um dia ou dois talvez!
Um tempo pro meu amor
Te sonhar mais uma vez.
mauro
Nem a vida me consuma
Antes de alcançar a serra
Para ver-te, linda, na luna
Que o pranto qu’eu deitar
Não me estorve as vistas
Não seja longo quão mar,
Mas ainda impressionista
Pois não basta estar triste
Tem que revelar essa dor
Saudade é dor sem limite
Ah um dia ou dois talvez!
Um tempo pro meu amor
Te sonhar mais uma vez.
mauro
283
“VIAGEM”
Vida, liberdade e sabor dos ventos
Um “torpedo” pra ajudar a “viagem”
Não certo, mas vale os momentos
Sinto ar e terra e sinto a paisagem
Sentir é bem maior que ser e estar
Observar a natureza e vê-la em si
Sentir a chuva doce e o sal do mar
Isso posso levar; o tudo qu’eu vivi
Pois deixo de ser e deixo de estar
Se o tudo é real quando se sente
Viver é ver, sonhar, sentir e amar
Vivências conservadas na mente
mauro
Um “torpedo” pra ajudar a “viagem”
Não certo, mas vale os momentos
Sinto ar e terra e sinto a paisagem
Sentir é bem maior que ser e estar
Observar a natureza e vê-la em si
Sentir a chuva doce e o sal do mar
Isso posso levar; o tudo qu’eu vivi
Pois deixo de ser e deixo de estar
Se o tudo é real quando se sente
Viver é ver, sonhar, sentir e amar
Vivências conservadas na mente
mauro
267
EI VOCÊ!
Ei você, sim estou escrevendo pra você!
Pensa que você fica incólume me lendo?
Através do que lê, posso você conhecer
Lendo, você também vai me entendendo
E no fundo você sente e até sofre comigo
Por vezes minha história é a sua também
Não? Quem nunca sofreu por um amigo?
Iguais homem e mulher, somos o alguém
E você pode gostar se identificar, ou não
Mas peço não me ignore, preciso de você
Não precisa curtir apenas preste atenção
E, em momentos iguais, até alivie sua dor
Na pauta de quem luta pra tudo esquecer
Tentando viver sem desacreditar no amor
mauro
Pensa que você fica incólume me lendo?
Através do que lê, posso você conhecer
Lendo, você também vai me entendendo
E no fundo você sente e até sofre comigo
Por vezes minha história é a sua também
Não? Quem nunca sofreu por um amigo?
Iguais homem e mulher, somos o alguém
E você pode gostar se identificar, ou não
Mas peço não me ignore, preciso de você
Não precisa curtir apenas preste atenção
E, em momentos iguais, até alivie sua dor
Na pauta de quem luta pra tudo esquecer
Tentando viver sem desacreditar no amor
mauro
274
ESTOU VIVO!
Oi! Tudo bem?
Que bom!
Eu? Estou vivo!
E a vida?
Melhor?! Eu já sabia!
Você merece!
A minha? Estou vivo!
E o trabalho?
Ah! Você cresceu e apareceu!
Parabéns!
Saber de mim? Estou vivo!
E seus sonhos?
Hum... Já realizando!
Valeu! Os meus?
Estou vivo!
E quanto ao amor?
Ah! Finalmente surgiu!
Então está feliz!
Comigo? Estou vivo!
Foi bom ver você!
Até mais e se cuida!
Como? Eu também?
Imagina! Estou vivo!
mauro
Que bom!
Eu? Estou vivo!
E a vida?
Melhor?! Eu já sabia!
Você merece!
A minha? Estou vivo!
E o trabalho?
Ah! Você cresceu e apareceu!
Parabéns!
Saber de mim? Estou vivo!
E seus sonhos?
Hum... Já realizando!
Valeu! Os meus?
Estou vivo!
E quanto ao amor?
Ah! Finalmente surgiu!
Então está feliz!
Comigo? Estou vivo!
Foi bom ver você!
Até mais e se cuida!
Como? Eu também?
Imagina! Estou vivo!
mauro
292
UTOPIA
Depois de tanto tempo e muito tempo
Senti estranho desejo de falar contigo
E, do nada, eu senti que ainda te amo
É a distância, o tempo e seus ventos?
Descobri um novo sentimento antigo?
Meu coração bate: “te amo; te amo...”
Estamos em nova era de nossas vidas
Segues linda em seus ares de senhora
As nossas crianças, agora, já crescidas
Caminham rumo ao futuro, tudo normal
O que fazer com o que me resta agora?
O tempo, lesado da solidão, me fez mal
Os anos já são dezenas em disparadas
Então, logo serão uma cruel eternidade
Passou o nosso tempo, não a saudade
Um dia eu pensei que, tudo, era perfeito
E toda manhã, eu acordaria do teu lado
Porém a perfeição é uma simples utopia
E a pesar de toda emoção que me ardia
Nem o maior amor do universo é direito
Pois não foi direito fugir surdo e calado
A vida segue, mas estou bem diferente
Ou indiferente, já nem sei bem explicar
Passo meus dias no passado; ausente
Eu viajo e, logo, estou a sorrir e brincar
Ora sinto a falta de minha outra metade
Mas o dia é feliz se me faço desdenhar
Alcancei que a metade do dia é à tarde
Então metade do meu dia é a saudade
Parte do dia é razão outra é pra sonhar
mauro
Senti estranho desejo de falar contigo
E, do nada, eu senti que ainda te amo
É a distância, o tempo e seus ventos?
Descobri um novo sentimento antigo?
Meu coração bate: “te amo; te amo...”
Estamos em nova era de nossas vidas
Segues linda em seus ares de senhora
As nossas crianças, agora, já crescidas
Caminham rumo ao futuro, tudo normal
O que fazer com o que me resta agora?
O tempo, lesado da solidão, me fez mal
Os anos já são dezenas em disparadas
Então, logo serão uma cruel eternidade
Passou o nosso tempo, não a saudade
Um dia eu pensei que, tudo, era perfeito
E toda manhã, eu acordaria do teu lado
Porém a perfeição é uma simples utopia
E a pesar de toda emoção que me ardia
Nem o maior amor do universo é direito
Pois não foi direito fugir surdo e calado
A vida segue, mas estou bem diferente
Ou indiferente, já nem sei bem explicar
Passo meus dias no passado; ausente
Eu viajo e, logo, estou a sorrir e brincar
Ora sinto a falta de minha outra metade
Mas o dia é feliz se me faço desdenhar
Alcancei que a metade do dia é à tarde
Então metade do meu dia é a saudade
Parte do dia é razão outra é pra sonhar
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