Maycon Douglas Silva Ribeiro é Graduando em Psicologia. Nas horas vagas dedica o seu tempo a estudar Filosofia (especialmente as obras de Friedrich Nietzsche), Psicanálise, Sociologia, História, Gênero e Sexualidade. Escreve principalmente para si mesmo.
Sigo deixando velhos olhares e ganhando novos ou somando uns e outros. Sigo olhando muito pouco para trás. Sigo com alguma experiência, com alguma expectiva, e não acho que devo dizer quais. Sigo em corpo, presença e futuro. Sigo deixando que o estado de indecisão alheia não confunda a minha decisão. Sigo fazendo a minha vez. Sigo na minha intenção. Sigo protagonizando Eu. Sigo hora alegria hora tristeza. Sigo errático. Sigo voltando atrás. Sigo Sigo alguns minutos aqui outros alí. Sigo falando ou em silêncio. Sigo dando atenção. Sigo sem (dar) atenção. Sigo semeando. Sigo colhendo.
Eu não gosto do ótimo e nem do péssimo, eu gosto da realidade. E ela é assim como é: fantasiada, idealizada, incerta, hora triste, hora alegre, estranha, misteriosa, um susto. É a realidade, nem ótima demais nem péssima demais.
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O outro incapaz...
Não fique chateado com o que as pessoas não podem te oferecer, a questão não é sobre você, é sobre a incapacidade delas...
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DO SIGNIFICADO
Construímos muitos significados sobre as coisas, exatamente porque não lidamos muito bem com a questão do vazio, então precisamos preencher toda a nossa realidade com sentidos...
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SOBRE ESCUTAR
Todos podem ouvir, mas poucos podem escutar. Escutar é esvaziar-se dos proprios sentidos e fazer-se no sentido do Outro, para estabelecer o famoso: "Alguem me entende".
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SOBRE O DESEJO E O PRAZER
O Desejo e o Prazer querem ser sempre eternos, ainda que encontremos alguma satisfação no meio do caminho e logo depois enjoamos o "objeto", mas o desejo e o prazer seguem ali, ilimitados e com a mesma potência.
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UMA CONFISSÃO DE CONFISSÕES
Lamentavelmente, há quem me roube os meus segredos (...), há aqueles que me põem a falar da minha própria intimidade, e ao final das minhas confissões não me devolvem nada ou aquilo que é propriamente de si mesmos - o que é nada, também. É uma infelicidade não ter um retorno ao alcance das minhas preciosas confissões tão dificeis de serem ditas...
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Confins
Certamente, como a terra tem seus Confins como promete a geografia, e você, qual os seus Confins? Dá para aceitá-los sem parecer que são coisas terrivelmente ruins onde a vida acontece?
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responsabilidade afetiva
Não cultive seus mais sinceros sentimentos com quem não tem responsabilidade afetiva com você. Mas se acontecer de não corresponder com você, saiba apenas que você aprendeu e percebeu que nem tudo são flores, daí em última hipótese você cresce com isso. O que é muito bom! “É preciso sempre relembrar que mesmo a mais formosa Rosa num jardim tem lá seus espinhos”.
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ser cada vez mais eu mesmo
Ao longo dos últimos meses e anos, sempre desejei despojar-me das vastas impressões alheias sobre mim. Confesso, é um empreendimento difícil, mas necessariamente possível. Sinto-me um pouco mais tranquilo em ser eu mesmo e deixar que o outro seja sempre também cada vez mais ser ele mesmo.
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A Empatia facilita processos
Temos cada um, e passamos cada um por abismos particulares. Tratemos de conhecer os abismos uns dos outros apenas para o exercício da empatia. Quem sabe neste exercício não seja possível tornar alguma passagem pelos nossos abismos particulares um pouco mais fácil...