Nova Fase
Bagunce meu cabelo
ilumine minha vida
entre em meu coração
e me torne colorida
Liberte minhas asas
me deixe diferente
estou te esperando mas
finjo ser de repente.
Em crise
É como me encontro agora
totalmente incerta
como numa cadeira giratória
Me sinto insegura
a mente a milhão
o coração apertado
só procuro libertação
Ouço uma perturbada música
tocando em minha mente
Sinto uma dor interna
me deixando inconsciente
Vejo este mundo num caos
e só consigo pensar
que não estou diferente
sou apenas paralela
a toda essa destruição aparente
Sou feita de cacos
mas nunca fui "menina de vidro"
Estou tentando voar com o vento
mas meu ritmo é muito lento
tenho medo de ficar para trás
sofrendo em meu leito não-fugaz
Não sei quando a morte chegará
e penso que não gostaria de saber
pois se souber
nunca mais poderei ver
Ficarei cega com o descontentamento
na dúvida sobre minha capacidade
entrarei em crise novamente
e isso se tornará um ciclo de subjetividade.
No meio
Em meio a um uivar,
Corações unidos
Na luz do luar,
Nós nos amando despidos
No início
Minha cabeça dói
Minhas pernas fraquejam
Meu coração se corrói
Seus lábios me beijam
Pessoas ou coisas?
Somos mercadoria,
E não falo de tráfico de gente
Falo de vender nossa força
Para esse mundo indigente.
Somos carne morta
Movidos pelo despertador
Em pleno horário de verão
Indo em direção ao matador.
Somos almas vazias
Pensando e fazendo sob o que nos dão,
Sem pensar duas vezes
Na real razão.
Somos meros plebeus
Que trabalham em prol da burguesia
Que não ligam para nós
A não ser que sejamos mercadoria.
Teoria do caos?
Nossos ancestrais plantaram destruição
E hoje colhemos desse caos.
Somos filhos dessa geração preguiçosa
Onde o Google dá na boca
Qualquer tipo de resposta
Marginais soltos,
Crianças perdidas na fumaça
É a liberação da maconha, ou a sabedoria escassa?
Passamos nossos dia-a-dias
Observando essa monotonia
Não se cansa de chorar?
Erga a cabeça e comece a pensar
Somos loucos detentos
Lançados nesse mundo de descontentamentos,
E vamos argumentar
contra esse que deixam
Palavras vazias no ar
Para ver se realmente
Um dia tudo isso
Irá acabar.
Ida ao paraíso
Estava longe da costa,
E perto do céu.
No meio do nada,
Diante do véu.
Quanto mais debatia,
Mais afundava.
A cada grito,
Mais longe ficava.
Não iria desistir,
Pois o fim se aproximava.
Decidiu calar-se,
Deixar-se levar.
Porque nada que fizesse
Iria adiantar.
Morreu.
(Des)coberta
Tenho vergonha
De quem me viu crescer.
Mas de quem conheço a pouco,
Não tenho o que esconder.
Meu corpo todos já viram,
Não tenho o que temer.
Porém continuo na moita,
Como quem quer correr.
O que houve comigo,
E com quem eu era?
Foi a sociedade,
Ou simplesmente a nova Era?
Tudo que fazes
Tuas lágrimas me situam,
Tua gargalhada me desperta,
Teus risos me acomodam.
Teu choro me aperta.
Tudo que fazes estás interligado a mim.
Coexistência
Pessoas que vivem a vida,
Que morrem pela paixão,
Que não têm medo de nada,
Nem mesmo de um belo caixão.
Essas pessoas merecem a vida,
E o que de melhor ela tem.
Mas e eu?
Que não sou
Nem mesmo alguém?