natalia nuno

natalia nuno

Perfil
459 656 Visualizações

Serenem, serenem...

Não me julguem, nem me condenem
Trago o coração cheio de frio

Serenem...serenem...!
Que minha voz está por um fio.

Talvez
regresse na primavera
Mas esse tempo já não será o meu
Também o jasmim espera
cuidar do odor seu.

Não se pode reduzir a distância
O que lá vai passou...
Visita-me ainda a infância
óh minha mãe triste estou!
escuto-te no vento mágico que ocorre
Nesta tarde... manso e invasor

Tudo morre, tudo morre!
Menos por ti...o meu amor.

Tudo é tão belo, porém triste
Oculto em meu coração
Não abandono a esperança
que existe
E na dor te dou a mão.
Onde encontro consolo ainda
quase...quase menina,
para encurtar a distância
volto ao regaço da infância

Agora que o sol declina...
Eu sonho...ao mesmo tempo choro
e canto
E em solidão acesa
Hoje me sinto ainda tua princesa,
Enquanto durar o sonho...por enquanto!

rosafogo
natalia nuno
Ler poema completo
Biografia
Natural de Lapas/Torres Novas A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas . Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil. Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda» Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César, O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e « Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira. Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora. Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........

Poemas

1285

enquanto nos amamos...

tão pouco me resta
olho o sopro do vento
que a árvore abraça,
e o meu pensamento
prende-se ao momento
que o teu braço m' enlaça
enquanto nos amamos
acrescentamos à realidade
um pouco de saudade,
partilhamos prazer
nosso amor é puro vinho
que bebemos com lentidão
saboreamos, para não esquecer
que a felicidade
está na nossa mão.

natalia nuno
645

auto-retrato...

são verdes teus olhos
tão vivos como os duma criança
na boca um sorriso pálido
quem sabe de amargura,
ou de esperança...
caracteriza-te
ternura
e afabilidade,
por isso tenho por ti amizade
coração sem rancor
onde só cabe o amor.

o nascer do sol te ilumina
não deixes que a nostalgia
se aposse de ti
menina que dia a dia
escreve poemas com princípio,
meio e fim
aqui
com entusiasmo enorme 
longe no tempo a escrever
se estreou
e prisioneira ficou

escreve com suavidade
e fala sobretudo de saudade!

natália nuno
878

Será luz a nova flor que se abre?

Será luz a nova flor que se abre? Permanece o silêncio... talvez só uma comovida flor que o orvalho resolveu golpear, num prazer desperto de levar para longe a semente, com a promessa de fazer tremer a gota de água que a fará germinar...se te amo, é porque deixas o teu perfume a cerejas silvestres! Dá-me a tua promessa, acende meu arco-íris de prazer antes que enferruje a minha esperança e as palavras me resvalem na garganta...como um tíbio raio de sol, onde a claridade já estremece.

natalia nuno
849

o sorriso voltou-lhe aos lábios...

o sorriso voltou-lhe aos lábios e depressa se desvaneceu, dissimulou os pensamentos, porém, vai assimilando as voltas que a vida deu... embrenhada na natureza, senta-se numa pedra frente ao rio com a pureza própria duma criança, e vai pacificando as emoções até aquietar o coração...da solidão nasce o silêncio, e como que por magia volta a sonhar e a manter viva a esperança, tem pensamentos líricos que viajam na corrente, são agora os olhos que sorriem e volta a sentir-se gente...cada paisagem, cada rosto, é alento do seu dia, e no rasto do silêncio vai crescendo um lago de palavras...onde um cisne branco se espaneja na memória deixando promessas de criar do nada poemas de paixão, procura nos caminhos do vento ou nas paredes prateadas da lua a inspiração...sonha em cada linha, e caminha indiferente à solidão.

natalia nuno
834

a melodia que alguém me assobia...

olho a tristeza das árvores
no seu jeito de morrer de pé
é forte a força da sua razão
agarradas à terra com firmeza
como se tivessem coração
e nele habitasse a fé,
renovo a minha esperança
num amanhã feliz
agarro-me à lembrança
do que houve e não volta mais
e em silêncio escuto a voz,
de meus avós,
e meus pais,
infantilmente me deixo aí
nesse lugar
da minha raiz
porque lá ou aqui
vou sempre recordar,
cheiros sabores e cores,
as enxurradas do rio,
o coaxar das rãs,
o cão latindo
a criança sorrindo,
as manhãs a desabrochar
mensageiras de sol e promessas
as janelas abertas sem mistério
e lá ao longe o cemitério.

assobiam agora os vendavais
na minha mente desgrenhada
o que houve e não volta mais
ainda sinto uma melodia soprada
ao ouvido, alguém assobia
e tento retê-la nos escombros
da memória e nos assombros
da poesia.

natalia nuno
861

nostalgia...

o fim do dia sabe-me sempre a despedida,
a beleza está na chegada
na desmedida alegria da alvorada,
- e não na partida!
há muito cheguei
deixo pedaços de mim
na bagagem levarei coragem e sonhos sem fim.

depois de ter partido!?
ficará a marca dos meus passos
a ausência dos abraços
um século da minha vida,
e a minha força represada na poesia ...
será mais um fim de dia
com sabor a despedida.

natalia nuno
380

ainda é meu tempo de viver...

parti por não ter chão onde semear sonhos, cerro as palavras na boca, deixo-as na terra adormecida do meu âmago, talvez que as sementes germinem mais tarde em horas de saudade e, docilmente se entreguem em versos chorosos que embaciem os olhos, ou suspendam a tristeza e o vazio do tempo e venham dourar o verde onde a minha esperança cresce... é verão, mas, estranhamente o dia é de penumbra a memória apaga-se lentamente e eu fico de morte ferida, mas ainda vivo, ainda é meu tempo de viver...exausta parti de mãos vazias, levo os desencantos, vou palmilhando o chão e levo por companhia a solidão, voltarei quando fôr lua cheia, se ainda fôr capaz de aprender a primavera, e as folhas em mim caídas voltem a reverdecer em meus sonhos, eu possa moldar de novo as palavras a meu jeito, e nada impeça que me tragam a promessa de ser gaivota na planície...com olhos de madrugada.

natalianuno
852

o clamor do amor...

agita-se o lenço de seda branca
o coração agita-se em ritmo apressado
rítmico os movimentos dos nossos corpos
pouco a pouco, o gemido
das nossas bocas, loucas,
verdadeiro frenesim
o olhar incendiado
um deslumbrado momento de paixão
em ti e o desejo em mim
sentindo em borbotão o clamor do amor
o outono, a nostalgia, o riso, o verão no coração
de júbilo incendiados como velhos amantes,
ou recém apaixonados.

natália nuno
811

pensamento...

escuta meu coração e, a mensagem incessante
que te passa meu olhar a cada instante...
natalia nuno
(sentidos)
781

o silêncio do meu inverno...

inclino-me sobre o espelho das águas amenas e choro minhas penas, abrigo-me dos dias de frio, fico ouvindo o marulhar do rio, as águas desoladas pressentem minhas mágoas e eu, como pomba que arrulha no ramo, segredo-lhes que existo, porque te amo... fica a vida lenta e sombria, e a luz do sol amarelenta ao anoitecer do dia...lembranças saudosas, são rosas e malvasias no meu peito, há alegrias ingénuas e emoções mimosas, que quebram a solidão, as decepções e o desalento... as aves apagaram os gorjeios nas margens do rio que corre em mim, esvoaçam no meu céu cinzento, em sombra e silêncio do inverno que me esfria, e vão poisar longe no chão da minha doce ilusão...onde ainda se vêem estrelas e restos de sonhos da minha juventude, rasgam-se meus dedos em vão, em estremecimentos de primaveras passadas

natalia nuno
799

Comentários (10)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
natalia nuno

Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço

natalia nuno

A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos

charlesburck

A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor

atal66

Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite

quaglino

Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.