Natural de Lapas/Torres Novas
A Poeta nasceu na pequena aldeia Ribatejana chamada Lapas/ Torres Novas a 19/1, Estudou na Escola Industrial e Comercial de Torres Novas .
Participou nas seguintes Antologias: «Entre o sono e o sonho III» «trago-te um sonho nas mãos», «por um sorriso», «poiesis vol. XIII» e «poiesis vol. XXIX», «Viva Outubro 2009» e «Viva outubro 2010», «Licença poética 2011» , « Alma gémea 2011 antologia brasileira», «Tu cá, tu lá II», «Horizontes da Poesia III 2011», « Digo não ao não», «Na magia da noite», «Entre o sono e o sonho III» , «Mãe», « Poetar Contemporâneo 2012», « Cruzada da Poesia», «Horizontes da Poesia IV», «Horizontes de Poesia V» Antologia Poética Contemporânea «Entre o Sono e o Sonho IV», «A Palavra é uma Espada», «Amantes da Poesia 2014», «Horizontes da Poesia IX» «Utopia(s)», «Poetas da Cidade»… Antologias editadas por diversas Editoras situadas em Portugal e Brasil.
Colaborou no jornal da sua cidade natal «O Almonda»
Prefaciou as obras: « No Chão de àgua » do Poeta Paulo César,
O romance « Óh África...oh África Minha» do escritor José Silva, e
« Encontro-me nas Palavras» da Poeta Maria Antonieta Oliveira.
Livros seus editados/ de Poesia: «Pesa-me a Alma» em 2011 Editora Lua de Marfim e «A Melodia do Tempo» em 2014 pela mesma editora.
Com o 3º livro de Poesia editado na Roménia com o nome de «Moldura da Saudade» ou «Margini de dor». O quarto livro «Estremecimentos d'Alma» editado pelo editor Vieira da Silva em 2017......................todos os meus poemas estão registados no IGAC
Entre 2016 e 2018 participou em cerca de quatro dezenas de Antologias a convite........
Lista de Poemas
doce ilusão ...
o anoitecer trouxe um tom alaranjado,
faz-me imaginar o inimaginável,
alarga a imaginação e até mesmo o coração
nas jarras há flores que choram
num pranto sentido
olho-as com uma expressão vazia
chega a noite, vai-se o dia.
com a respiração suspensa, num inventário
de recordações, mantenho-me embrenhada
na teia duma vida passada.
agora já tudo é escuridão
as estrelas pontilham o firmamento
uma rosa vermelha cai ao chão
à vida um enaltecimento
por tudo que lhe dera, até a doce ilusão
de ser Poeta.
abrando os pensamentos de lembranças
penosas, e com o olhar fixo e sombrio
olho as rosas, nas jarras, neste silêncio
devastador, lembro noites prenhes de intimidades
e amor... despertam em mim saudades
aquietando tudo o mais!
lembro as cartas d'amor, atadas com fio de juta
cheirando por demais, a tristeza e alfazema
algumas escritas e não enviadas
comunhão de sentimentos, em noites consteladas.
hoje os dias têm pouco significado
mais parecem devastados p'lo vento
ninguém sabe quando a hora do crepúsculo
lhe corta o pensamento.
as minhas mãos já não colhem rosas, nem molhos
de alecrim, apaga-se o dia
começa a noite em mim...
natália nuno
faz-me imaginar o inimaginável,
alarga a imaginação e até mesmo o coração
nas jarras há flores que choram
num pranto sentido
olho-as com uma expressão vazia
chega a noite, vai-se o dia.
com a respiração suspensa, num inventário
de recordações, mantenho-me embrenhada
na teia duma vida passada.
agora já tudo é escuridão
as estrelas pontilham o firmamento
uma rosa vermelha cai ao chão
à vida um enaltecimento
por tudo que lhe dera, até a doce ilusão
de ser Poeta.
abrando os pensamentos de lembranças
penosas, e com o olhar fixo e sombrio
olho as rosas, nas jarras, neste silêncio
devastador, lembro noites prenhes de intimidades
e amor... despertam em mim saudades
aquietando tudo o mais!
lembro as cartas d'amor, atadas com fio de juta
cheirando por demais, a tristeza e alfazema
algumas escritas e não enviadas
comunhão de sentimentos, em noites consteladas.
hoje os dias têm pouco significado
mais parecem devastados p'lo vento
ninguém sabe quando a hora do crepúsculo
lhe corta o pensamento.
as minhas mãos já não colhem rosas, nem molhos
de alecrim, apaga-se o dia
começa a noite em mim...
natália nuno
222
este poema...
neste poema há o rosto
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel...
este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez...
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora...
e eu acalento o sonho...hora a hora...
natalia nuno
duma mulher triste
nas palavras abriga-se assustada
tem a idade dum tempo sem idade
e o bocejar cinzento
quando o pensamento se passeia
pelos labirintos da saudade.
neste poema há ainda outros sinais
palavras surdas de consoantes e vogais
que ora são rios de mel
ora são agitações e fel...
este poema é feito
de cicatrizes, rugas e sonhos
e insónias que não deixam adormecer
encantos e desencantos
memórias de momentos de prazer
de ternura, de dureza e insensatez
de palavras surdas providas
da minha surdez...
palavras encostadas aos meus lábios
alheias ao tempo
surgem em ventos de desejo
recordando o tempo que me agasalhou
outrora...
e eu acalento o sonho...hora a hora...
natalia nuno
131
falei-te..........
falei-te do silêncio das pedras
do rumor do vento
das aves que chilreiam porque é primavera
falei-te da solidão, do lamento,
e dos sonhos que ficaram à espera
falei-te da água que me esfria
a face, e me fere a pele
falei-te do meu amor doce mel
por ti, noite e dia.
falei-te das nuvens negras
que me toldam o pensamento
da escuridão e do vento,
como castigo que habita
meu coração,
falei-te dos anos de ausência, da dor
que ainda em mim se precipita
como um mal maior,
falei-te da minha oculta ferida
existente na memória viva
de caminhar sozinha na vida,
dor, que com o tempo mais se aviva.
falei-te da ilusão de viver
tamanha sorte
da minha afeição por ti,
falei-te do meu medo perante a morte
da melancolia que senti e sinto,
quando o sonho não vem
quando forças o corpo não tem,
e a morte finto!
Falei-te deste amor que é sol poente
deste amor da gente...
- tudo o que meu coração sente!
natalia nuno
do rumor do vento
das aves que chilreiam porque é primavera
falei-te da solidão, do lamento,
e dos sonhos que ficaram à espera
falei-te da água que me esfria
a face, e me fere a pele
falei-te do meu amor doce mel
por ti, noite e dia.
falei-te das nuvens negras
que me toldam o pensamento
da escuridão e do vento,
como castigo que habita
meu coração,
falei-te dos anos de ausência, da dor
que ainda em mim se precipita
como um mal maior,
falei-te da minha oculta ferida
existente na memória viva
de caminhar sozinha na vida,
dor, que com o tempo mais se aviva.
falei-te da ilusão de viver
tamanha sorte
da minha afeição por ti,
falei-te do meu medo perante a morte
da melancolia que senti e sinto,
quando o sonho não vem
quando forças o corpo não tem,
e a morte finto!
Falei-te deste amor que é sol poente
deste amor da gente...
- tudo o que meu coração sente!
natalia nuno
153
entardecer...
é doce ...chega contigo
até a brisa do salgueiro
entardecer q' és abrigo
hoje a lua veio primeiro
volto a sentir o pulsar
com ternura serei ave
doce andorinha a voar
serei do amor tua chave
esquivo poema a rimar
o céu é polpa de rubi
andam melros a trinar
nas palavras que eu urdi
tarde obscura de estio
olho agora a quietude
tu o mar ... e eu o rio
correndo pra ti amiúde
no riso do amanhecer
ou no mistério da tarde
em ti me volto a perder
êxtase q'é minha verdade
e logo a luz da aurora...
- as tuas carícias de mel
chegada do amor a hora
arrepia-se a nossa pele
natalia nuno
até a brisa do salgueiro
entardecer q' és abrigo
hoje a lua veio primeiro
volto a sentir o pulsar
com ternura serei ave
doce andorinha a voar
serei do amor tua chave
esquivo poema a rimar
o céu é polpa de rubi
andam melros a trinar
nas palavras que eu urdi
tarde obscura de estio
olho agora a quietude
tu o mar ... e eu o rio
correndo pra ti amiúde
no riso do amanhecer
ou no mistério da tarde
em ti me volto a perder
êxtase q'é minha verdade
e logo a luz da aurora...
- as tuas carícias de mel
chegada do amor a hora
arrepia-se a nossa pele
natalia nuno
154
desce o silêncio...
é noite...
sómente a lembrança acordada
resistindo no meu peito
aqui se deixa até de madrugada
calma e suave, arrumada
só ela e a saudade cabe
flui uma tristeza cinzenta
coalhada nos meus olhos
o silêncio minha alma atormenta
já a noite dorme e me esquece
e de nada me inteira
já quase amanhece
e eu dela prisioneira
sómente a lembrança acordada
resistindo no meu peito
aqui se deixa até de madrugada
calma e suave, arrumada
só ela e a saudade cabe
flui uma tristeza cinzenta
coalhada nos meus olhos
o silêncio minha alma atormenta
já a noite dorme e me esquece
e de nada me inteira
já quase amanhece
e eu dela prisioneira
182
apronto meus passos...
trago sempre presente o amor,que me embala o sonho noite e dia,
e me faz sentir um malmequer que ao vento dança
apesar do inverno que já me cansa,
amor, que me traz o mel ao peito,
sempre que me olhas
enquanto tuas mãos minhas folhas desfolhas.
neste inverno já amadurecido
há gotas de chuva no meu rosto
trama pelo tempo urdido.
pela tarde é hora da melancolia
até o melancólico sol-posto me faz companhia
as saudades entram em delírio
apronto meus passos mesmo não sabendo
se me negas teus abraços,
e neste caminhar louco,
a vida já vai a uma ponta
caminho, onde vamos morrendo um pouco
mas ainda o sol desponta.
natalia nuno
rosafogo
e me faz sentir um malmequer que ao vento dança
apesar do inverno que já me cansa,
amor, que me traz o mel ao peito,
sempre que me olhas
enquanto tuas mãos minhas folhas desfolhas.
neste inverno já amadurecido
há gotas de chuva no meu rosto
trama pelo tempo urdido.
pela tarde é hora da melancolia
até o melancólico sol-posto me faz companhia
as saudades entram em delírio
apronto meus passos mesmo não sabendo
se me negas teus abraços,
e neste caminhar louco,
a vida já vai a uma ponta
caminho, onde vamos morrendo um pouco
mas ainda o sol desponta.
natalia nuno
rosafogo
147
mar da minha vida...
era manhã ainda, quando os pássaros visitaram a lezíria das minhas memórias, trazendo uma luz remendada à minha já tão pouca claridade, caí num sono leve, baloicei entre o sonho e a realidade, deixei cair as horas uma a uma como quem nada teme, e o tempo lá me ia levando, quase mistério!... de que serve estar lutando, se não me leva a sério?!minhas mãos vão remendando o sonho, escrevendo versos a eito, que são como beijos roubados ao amor que trago no peito...do céu cai agora uma chuva densa, descem os rios ao mar, eu com uma saudade imensa...ah! valente mar traz-me saudade e o sonho da juventude perdida, mar da minha vida, solto meus ais, pois d'amor nem sinais, põe tino nas minhas mãos, e no meu destino a memória enamorada, pois se ela descaminha, por certo caminharei sozinha, nesta encruzilhada...sem lembrar de mim, e sem saber ao que vim!
natalia nuno
natalia nuno
195
arpejos de sol...
na minha memória há migrações
de ideias, sonhos em sobressalto
tempestade de ilusões
às vezes são como arpejos do sol
sobre os trigais que ondulam ao vento,
eu um girassol apaixonado
dando asas ao desejo...a que ainda
me tento.
voam ébrias minhas borboletas
num voejar desatado,
instantes em que amo com paixão,
rebelde este meu coração
cântaro cheio de claridade
e alada melodia da saudade.
espero sempre pelo sonho
que me ajude a viver
que me adoce o vazio,
que me ajude a suster
umas lágrimas teimosas,
ou uns tímidos sorrisos,
que me cruze com ideias gloriosas
a que aspiro, para a essência dum poema,
seja de amor ou de saudade, o tema.
natalia nuno
de ideias, sonhos em sobressalto
tempestade de ilusões
às vezes são como arpejos do sol
sobre os trigais que ondulam ao vento,
eu um girassol apaixonado
dando asas ao desejo...a que ainda
me tento.
voam ébrias minhas borboletas
num voejar desatado,
instantes em que amo com paixão,
rebelde este meu coração
cântaro cheio de claridade
e alada melodia da saudade.
espero sempre pelo sonho
que me ajude a viver
que me adoce o vazio,
que me ajude a suster
umas lágrimas teimosas,
ou uns tímidos sorrisos,
que me cruze com ideias gloriosas
a que aspiro, para a essência dum poema,
seja de amor ou de saudade, o tema.
natalia nuno
109
no sonho onde aconteço...
anda uma lágrima em busca
dum rosto perdido
e uma sombra persegue passos cansados
a saudade que ora se aproxima , ora se evade
traz-me momentos amados
ali me vi!
pois o passado estava mesmo ali,
e eu sabia, enquanto a noite estremecia
o sonho no meu sereno sono
era apenas sonho,
deixei-me ir nesse abandono
com medo de despertar
e retornar à realidade
no regresso transportei no olhar
as pétalas das margaridas
que havia no pomar, lembranças sentidas,
esperanças no peito nascidas já tão poucas
e na garganta, palavras roucas.
meus olhos prenhes de cansaços
solitários os passos
e esta vida que não ata, nem desata.
calei o grito, a lembrar o sonho
da minha longa estrada
olho a página em branco
como branca solidão e na minha alma
uns versos onde anoiteço
mesmo que o sonho acontecesse em vão
quero voltar a sonhar, onde aconteço.
natalia nuno
dum rosto perdido
e uma sombra persegue passos cansados
a saudade que ora se aproxima , ora se evade
traz-me momentos amados
ali me vi!
pois o passado estava mesmo ali,
e eu sabia, enquanto a noite estremecia
o sonho no meu sereno sono
era apenas sonho,
deixei-me ir nesse abandono
com medo de despertar
e retornar à realidade
no regresso transportei no olhar
as pétalas das margaridas
que havia no pomar, lembranças sentidas,
esperanças no peito nascidas já tão poucas
e na garganta, palavras roucas.
meus olhos prenhes de cansaços
solitários os passos
e esta vida que não ata, nem desata.
calei o grito, a lembrar o sonho
da minha longa estrada
olho a página em branco
como branca solidão e na minha alma
uns versos onde anoiteço
mesmo que o sonho acontecesse em vão
quero voltar a sonhar, onde aconteço.
natalia nuno
127
tempo impalpável...
tantas vezes no pensamento,
- não posso ter morrido assim!
há dentro do momento que te abala
a interrogação...ao que vim?
este caminho que piso,
prolongado de lembranças
ainda resgata o bater do coração
no peito.
tantos passos em vão
quantas marés eu preciso
para aconchegar este meu viver?
perguntas sem respostas na minha mente
por nascer...
tantos sonhos por desabrochar
há dentro do momento que te abala
um sol moribundo,
e um pássaro por libertar!
mesmo com a vida tão incerta
cumpriu-se o caminho
desde o meu perdido berço,
e agora para aqui estou
rezando à vida sem terço!
há dentro do momento que te abala
a memória esquecida,
e a boca sem palavras,
em silêncio,
deixando correr a vida...
natália nuno
- não posso ter morrido assim!
há dentro do momento que te abala
a interrogação...ao que vim?
este caminho que piso,
prolongado de lembranças
ainda resgata o bater do coração
no peito.
tantos passos em vão
quantas marés eu preciso
para aconchegar este meu viver?
perguntas sem respostas na minha mente
por nascer...
tantos sonhos por desabrochar
há dentro do momento que te abala
um sol moribundo,
e um pássaro por libertar!
mesmo com a vida tão incerta
cumpriu-se o caminho
desde o meu perdido berço,
e agora para aqui estou
rezando à vida sem terço!
há dentro do momento que te abala
a memória esquecida,
e a boca sem palavras,
em silêncio,
deixando correr a vida...
natália nuno
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Comentários (11)
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Grata por todo o apreço dado à minha Poesia, a todos desejo muita felicidade e que vossos sonhos se realizem. Um abraço
A todos agradeço o apreço precioso aos meus poemas...obrigado! Abraço-vos
A distância não nos impede as canções, vc canta lidamente ao teu amor
Fica-se com o gosto de mel e amoras ao ler os seus pensamentos ...um momento de puro deleite
Poeta forte! Muito bom, muito bom mesmo. Quem sabe um dia chego lá. Parabéns de novo.
Caraca, muito bom mesmo. Alma poeta.
Contundente, muito bom mesmo. Parabéns.
Obrigada :)
obrigado
Fernando Pessoa Entre o sono e o sonho, Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho, Corre um rio sem fim.
Parabéns pela beleza da escrita!