Estrelas
Numa jornada além do horizonte,
Meus pensamentos voam além da Terra,
Me imagino em uma cápsula espacial,
Com uma janela, uma visão singular.
Tomando meu café nas profundezas do espaço,
Contemplo planetas, estrelas e o luar,
Meu espírito anseia explorar.
Pousar com suavidade em solo lunar,
Deixar pegadas na poeira celeste.
A grandiosidade cósmica me chama,
Uma chamada irresistível e pura,
Explorar o desconhecido, desvendar mistérios.
Sonhos
Em noites escuras, pesadelos me visitam,
Caindo rumo à insanidade,
Ergo-me sem ar, em agonia que persiste,
Repetindo o sonho na mente, sem piedade.
Mas há sonhos doces, de essência pura,
Em minha infância, sou feliz, renascida,
O mundo dos sonhos, seu mistério encanta,
Onde os desejos se tornam realidade,
E a felicidade encontra sua verdade.
Pois sonhar é um convite à eternidade,
Onde o impossível encontra morada,
Num universo de luz e liberdade,
Onde a imaginação traz a jornada.
E assim, pergunto-me em reflexão,
O que são os sonhos, afinal?
Serão meras ilusões, ou uma conexão,
Entre a mente e o universo celestial?
Liberdade
Quando saio de casa, em busca de horizontes,
Sinto o asfalto conspirar, voraz, em devorar-me.
O céu, indomável, desaba sobre minha mente,
E as pessoas, cruéis, miram armas, prontas para atirar.
Minha visão obscurece, tênue luz em desvanecer,
Enquanto meu corpo padece, em dores a estremecer.
Respiro areia, grãos de angústia,
Como dói, como fere, sem trégua.
Anseio desbravar o vasto mundo que se estende,
Mas minha mente me assusta, sufoca, entorpece.
As sombras nas esquinas sussurram medo e tormento,
E a esperança, minguante, parece perder seu alento.
Porém, ergo o olhar, faço-me valente, audaz,
Pois em meio ao temor, em mim brota a resiliência capaz.
Ainda que o asfalto queira me tragar sem piedade,
Há uma força interior que almeja a liberdade.
Desbravarei meu caminho, enfrentando o que vier,
Transcendendo fronteiras, sem permitir-me enfraquecer.
E assim, romperei as amarras que me acorrentam,
Alçarei voo, desafiando o que os olhos não enxergam.
Pois dentro de mim reside um mundo a explorar,
E mesmo assustada, o temor não irá me dominar.
R.J
Ele tem cílios que cativam, sobrancelhas densas,
Um sorriso tão encantador, genuíno, que inspira ideias.
Seus olhos castanhos brilham, indiscutivelmente,
Um rosto corajoso, coração de uma criança.
Quando o conheci, seu rosto era revoltado e infantil,
Mas aos poucos, vi sua transformação,
Tornaste-se um homem, minha admiração.
Às vezes, seu entendimento me escapa, é verdade,
Mas amo rir ao seu lado, sentir sua mão no meu corpo.
Seus conselhos e até sua impaciência eu acolho,
Pois sei que ele é o amor da minha vida, superando qualquer obstáculo.
Mesmo que um dia não esteja mais na minha jornada,
Seu lugar em meu coração será eterno, selado.
Ansiedade
Na calma da noite, a ansiedade chegou na minha vida
Enquanto eu ignorava a fome a me consumir.
No compasso frenético, meu coração batia,
Como uma escola de samba, em plena harmonia.
Até que a escuridão me envolveu num segundo,
Em desmaio, sonhei um sonho incerto e profundo,
Ao acordar, a falta de ar me consumia,
Formigamento nas mãos e nos pés, um formigueiro que surgia.
O cheiro do hospital invadiu minha percepção,
O enfermeiro perturbando a situação.
Enquanto eu chorava, ele notava minha beleza,
Em meio à tristeza, sua fala era uma afronta à delicadeza.
Mas a ansiedade, persistente, não quis partir,
Permanece ao meu lado, a me consumir.
E assim, ela permanece, sem dar trégua ou alívio,
A ansiedade, incansável.
Culpa
Em minha jornada de existência,
Desde a consciência em mim despertada,
Sinto um sentimento em constante vivência,
Culpa, essa sombra enraizada.
Culpa de nascer, de simplesmente ser,
Indagação que me envolve em tormento,
Como se eu não devesse aqui florescer,
Num mundo vasto e incerto.
Culpa de viver, de respirar a vida,
A cada batida do coração, uma inquietação,
Como se fosse pecado viver,
Numa teia de emoção e percepção.
A culpa em cada ação que já pratiquei,
Um fardo pesado em meus ombros carrego,
Como se em erros passados nunca me libertei,
E a culpa persiste, um martírio que não nego.
Mas também culpa por ações não tomadas,
Por oportunidades que deixei escapar,
Em cada momento em que hesitei, paralisada,
A culpa sussurra, me faz duvidar.
E até pelos pensamentos que adentram a mente,
A culpa se insinua, me faz duvidar de mim,
Como se fosse crime viver, infelizmente,
Essa culpa me aflige, não tem fim.
Assim, minha jornada segue marcada,
Por esse sentimento que insiste em me assolar,
Mas busco entender a culpa, desvendá-la,
E libertar-me, enfim, desse eterno pesar.