Imaginação
[XXI]
Me invade com teu carinho ausente
Me persegue com teus rastros inexistentes
Me abraça com teus braços invisíveis
E me beija, como se fosse possível.
Mundo-coelho
[XX]
Existe uma grandeza, em cada pequeno mundo
E ela que tateia os meus sentidos
Me eleva até as pontas dos pelos
Do mundo-coelho de Sofia
Essa grandeza me acolhe com sabedoria
Me faz querer ser um pouco
Dessa grandeza escondida.
Garota complexa
[XIX]
Essa garota complexa
Não precisa dizer “o que é” ou “o que quer”.
Sua complexidade não precisa de aceitação
Ela se explica, com sua liberdade
Pois, essa garota complexa,
Busca lealdade, até na mais passageira relação
Ser de verdade é algo modesto
E ela adora isso
Veio ao mundo para acontecer, para as pessoas.
E para se mensageira
De mensagens únicas
Já que, vive além da beleza
De ser, essa garota complexa, mas, antes de tudo verdadeira.
A morada do sol
[XVIII]
Não são os teus olhos que mudaram
A visão amarela do entardecer afetou
A alma da mais pesada pessoa da cidade
Pois a cidade não mudou.
Talvez o sol mereça uma melhor morada
Do que esta, que também é minha casa
Mas não vim para falar de pedras e pessoas
Falo sobre o sentimento.
Aquele que pouco é sentido, sem saber
Mas que afeta, mais que o amarelo entardecer
É a dor de sobreviver
Em uma cidade que não valoriza o ser.
Varanda
[XVII]
ah! Nessa varanda
Inícios de fins
Céus amenos, em dias viris
Casa branca, casa amarela
Veja daqui, formar um bela aquarela
Em tempos nada gentis
Cidade velha
[XVI]
E se a dor da imortalidade for eterna?
Todas as cores perderiam uma graça suprema
Pois eu desejo não apenas pequenos verões.
Mas toda a graça de uma primavera.
Por mais que você seja ábsono
Lhe desejo o amarelo-outono
E um entardecer de uma cidade velha
Breve rascunho...
[XV]
Que os tempos futuros, sejam, como os tempos futuros.
Sempre atuais.
Ex
[XIV]
O que você foi para mim?
Uma mescla de perda de tempo?
Pois tempo fiquei contigo.
Então você foi para mim, uma caixa de minutos?
Mas, o que você foi para mim?
Apenas um tempo vivido? Um passado resolvido?
O que você foi para mim?!
Amante? Amigo?
Apático? Desperdício?
Um nada ambíguo.
ÃME
[XIII]
Eita, que eu queria poder, ter o poder,
De escrever, de transportar o sentimento
Através das palavras
Mas não consigo, fico engasgada
Só de pensar em descrever
Como diria o rei “ como é grande o meu amor, por você”
Frase dita também por Ela
Que deu a luz, a minha luz, que deu a luz, a mim.
Mãe. Seria um anagrama para ame?
Ame tudo aquilo que seja capaz de amar
Ame tudo aquilo que não quer ser amado
Ame tudo aquilo que acha que é não amado
Não existe adjetivo que caracterize
Advérbio de tempo, espaço, lugar...que ajude a entender
Substantivo ou verbo
Não há língua que consiga expressar
Nem aquelas três fúteis palavras.
Enfim
Mãe, é isso
“Só isso”
Apenas,
Mãe.
Minhas regras
[XII]
Nem tudo que você vê, vai ser maestro da sua vida
Nem tudo que você vê, vai interferir na sua vida
Nem tudo que eles dizem é correto
Nem tudo que eles falam é verdade concreta e imutável
Porque nem tudo que você vê, tem que discordar.
Mas também, nem tudo, você tem que concordar
Por que você pode escolher suas guerras.
Você pode escolher ganhar as batalhas corretas.
Você pode nem precisar participar delas
Basta escolher....