Nathália Botelho

Nathália Botelho

n. 1998 BR BR

Oi.

n. 1998-02-18

Perfil
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Paiz

[IV]


Pais não façam isso.

Paz não se compra, conquista.

Pais não comparem seus filhos.

Paz não é sinal de dever comprido.

Pais não olhem apenas para seu poder

Paz aparece quando o diálogo acontece

Pais a vida é maior que tarefas domésticas

Paz não está em um almoço servido

Pais vocês também erram

Paz estar em aceitar que errou 

Pais a última palavra não é a sua.

Paz é entender que a última palavra não existe.
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Poemas

35

Imaginação

[XXI]


Me invade com teu carinho ausente

Me persegue com teus rastros inexistentes

Me abraça com teus braços invisíveis

E me beija, como se fosse possível.
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Mundo-coelho

[XX]


Existe uma grandeza, em cada pequeno mundo

E ela que tateia os meus sentidos

Me eleva até as pontas dos pelos

Do mundo-coelho de Sofia

Essa grandeza me acolhe com sabedoria

Me faz querer ser um pouco 

Dessa grandeza escondida.
1 064

Garota complexa


[XIX]


Essa garota complexa

Não precisa dizer “o que é” ou “o que quer”.

Sua complexidade não precisa de aceitação

Ela se explica, com sua liberdade

Pois, essa garota complexa,

Busca lealdade, até na mais passageira relação

Ser de verdade é algo modesto

E ela adora isso

Veio ao mundo para acontecer, para as pessoas.

E para se mensageira

De mensagens únicas

Já que, vive além da beleza

De ser, essa garota complexa, mas, antes de tudo verdadeira.
1 253

A morada do sol

[XVIII]


Não são os teus olhos que mudaram 

A visão amarela do entardecer afetou 

A alma da mais pesada pessoa da cidade

Pois a cidade não mudou.

Talvez o sol mereça uma melhor morada

Do que esta, que também é minha casa

Mas não vim para falar de pedras e pessoas

Falo sobre o sentimento.

Aquele que pouco é sentido, sem saber

Mas que afeta, mais que o amarelo entardecer

É a dor de sobreviver

Em uma cidade que não valoriza o ser.
2 022

Varanda


[XVII]


ah! Nessa varanda

Inícios de fins

Céus amenos, em dias viris

Casa branca, casa amarela

Veja daqui, formar um bela aquarela

Em tempos nada gentis
1 849

Cidade velha

[XVI]


E se a dor da imortalidade for eterna?

Todas as cores perderiam uma graça suprema

Pois eu desejo não apenas pequenos verões.

Mas toda a graça de uma primavera.

Por mais que você seja ábsono

Lhe desejo o amarelo-outono

E um entardecer de uma cidade velha
2 086

Breve rascunho...


[XV]


Que os tempos futuros, sejam, como os tempos futuros.

Sempre atuais.
2 064

Ex

[XIV]


O que você foi para mim?

Uma mescla de perda de tempo?

Pois tempo fiquei contigo.

Então você foi para mim, uma caixa de minutos?

Mas, o que você foi para mim?

Apenas um tempo vivido? Um passado resolvido?

O que você foi para mim?!

Amante? Amigo?

Apático? Desperdício?

Um nada ambíguo.
2 285

ÃME

[XIII]

Eita, que eu queria poder, ter o poder,

De escrever, de transportar o sentimento

Através das palavras

Mas não consigo, fico engasgada

Só de pensar em descrever

Como diria o rei “ como é grande o meu amor, por você”

Frase dita também por Ela

Que deu a luz, a minha luz, que deu a luz, a mim.


Mãe. Seria um anagrama para ame?

Ame tudo aquilo que seja capaz de amar

Ame tudo aquilo que não quer ser amado

Ame tudo aquilo que acha que é não amado


Não existe adjetivo que caracterize

Advérbio de tempo, espaço, lugar...que ajude a entender

Substantivo ou verbo

Não há língua que consiga expressar

Nem aquelas três fúteis palavras.

Enfim

Mãe, é isso

“Só isso”

Apenas,

Mãe.
2 196

Minhas regras

[XII]


Nem tudo que você vê, vai ser maestro da sua vida

Nem tudo que você vê, vai interferir na sua vida 

Nem tudo que eles dizem é correto

Nem tudo que eles falam é verdade concreta e imutável

Porque nem tudo que você vê, tem que discordar.

Mas também, nem tudo, você tem que concordar

Por que você pode escolher suas guerras.

Você pode escolher ganhar as batalhas corretas.

Você pode nem precisar participar delas

Basta escolher....
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Nathália Botelho

Obrigada Trenco!