Nathália Botelho

Nathália Botelho

n. 1998 BR BR

Oi.

n. 1998-02-18

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Paiz

[IV]


Pais não façam isso.

Paz não se compra, conquista.

Pais não comparem seus filhos.

Paz não é sinal de dever comprido.

Pais não olhem apenas para seu poder

Paz aparece quando o diálogo acontece

Pais a vida é maior que tarefas domésticas

Paz não está em um almoço servido

Pais vocês também erram

Paz estar em aceitar que errou 

Pais a última palavra não é a sua.

Paz é entender que a última palavra não existe.
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Poemas

35

Lua em escorpião

[XI]


Esperando a profundidade do meu ser invadir

Para deixar registrado em palavras

Toda sensualidade existente na escuridão

Apesar de um coração frio, minha alma queima por dentro

Absorvendo tudo por onde passa

Com a certeza que não sou sua, sou da minha Lua

Que rege todo o meu jeito de me entregar

Pois sei que transbordo, quando meu mar enche

Que minha maré sobe quando minha Lua se aproxima

E aí...Eu nem sou mais minha.

Sinto o fogo da minha alma, queimar toda a razão

Vejo, literalmente eu derreter e ficar no chão

Pois ainda espero alguém

Alguém, que consiga domar

Essa minha Lua em escorpião.
1 897

Ainda...

[X]



Gostaria de dizer o que sinto

Mas não consigo

Pois todo louco tem uma dor.

Dor não sentida

Dor não vivida

Ou que jamais será

Mas o “ainda” explica

A ansiedade sentida, dessa dor, que nunca chegará.
2 094

Irmã

[XIV]


Só queria poder te abraçar

Dizer que tu é especial

Pois não precisa se preocupar

Tudo vai ficar bem no final

E nós poderemos brindar

O nosso reencontro de almas

Não sei como, mas já te conheci.

Antes de tudo isso aqui.

Por isso nutro em te....

Esse sentimento, tão humano.

Que não vai ser um “eu te amo”,

A transmitir.
2 469

Meu ser gêmeo, sem ser.


[VIII]


Não me sobram palavras para você

Você me enxerga sem abrir os olhos

Me toca mesmo a distância

Seu abraço quente de palavras frias

Seu jeito tão seu, que qualquer ser, arrepia.

Mesmo em um mar nada calmo

Você consegue equilibrar, meu barco.

Mesmo em verões frios, sua primavera, chega antes do outono

Você é meu ser para sempre

Meu eterno ser gêmeo, sem ser.

O verdadeiro dono das minhas palavras bonitas

Mesmo sem admitir

É tu…

Ser em ti

Ser em mim



1 515

Sim...?

[VII]


Não me dê estrelas, quando eu quero a lua

Não me dê a lua, quando se têm constelações

Não me permita ser o que não sou

Não se espante com meu coração gelado

Não se assuste com meu repentino calor

Não fuja da intensidade do meu amor

Não me queira como investigado

Não me olhe como se fosse o fim

Não me olhe quando digo um não

Não me busque na superfície 

Não me procure quando eu sumir

Não apareça se eu não chamar

Não me escute, se quiser me amar.
1 792

Um poema para um poema


[VI]


Me sinto mais um vez sufocada

Por um  sentimento sufocante

Ardente…

Corre em minhas veias.

Não há nada no mundo que pare.

Preciso, mais que nunca, cair em desilusão.

Me transbordar em palavras.

Ser verbo e substantivo.

Ser adjetivo e artigo.

De mim mesma

De alguém?

Desses versos, com certeza.
1 685

É sobre liberdade...

[V]


Sonhos podem dizer a verdade?

Ou são fugas da realidade?

Será que eles expressam o nosso interior real?

Mas nem tudo pode ser tão literal

Queria eu, que eles fossem um pouco...

O pouco que aliviasse o sufoco....

Sonhos poderiam transbordar para realidade?

Assim não me preocuparia em ser. 

Assim não me privaria de ser.

Por que sonhos são livres

São imparciais

São especiais

Liberdade transcendental

Liberdade individual e privada

Sonhos são feitos pela liberdade…

Liberdade presa em mentes individuais.
1 853

Paiz

[IV]


Pais não façam isso.

Paz não se compra, conquista.

Pais não comparem seus filhos.

Paz não é sinal de dever comprido.

Pais não olhem apenas para seu poder

Paz aparece quando o diálogo acontece

Pais a vida é maior que tarefas domésticas

Paz não está em um almoço servido

Pais vocês também erram

Paz estar em aceitar que errou 

Pais a última palavra não é a sua.

Paz é entender que a última palavra não existe.
1 544

Eu

[III]


Eu erro, para aprender

Eu escrevo, para dormir

Eu medito para não me perder

Eu me perco para sumir

Eu atravesso meus próprios mares

Eu me satisfaço com minhas ideias

Eu odeio isso de ideologia

Eu sou minha própria primavera


Não cabe a mim, me compreender

Não cabe a você me entender

Não cabe a mim lhe satisfazer

Não, não é você que vai me corromper

Não me procure em grandes palavras

Não me encontre em bons livros

Não me perca em poesias

Não me beba sem concedimento

Não me queira.

Não me ache. 
2 041

Proseando

[II]

 

Você não se entrega para a vida, a vida se entrega à você.

É inconstante o balançar do corpo, quando a mente não entende e não vê.

Eu tiro os meus dias para poder entender e processar aquilo que nunca foi dito.

E quando a noite cai, o silêncio do grito é audível.

Me considere estúpida. Me chame de imbecil.

Mas não ponha em mim a culpa de ser um pouco viril.

A entrega é constante, como o vento errante, que erra por ser gentil.
1 472

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Nathália Botelho

Obrigada Trenco!