Nilson Lattari

Nilson Lattari

n. 1952 BR BR

Sou graduado em Literatura, com especialização em Estudos Literários, sou escritor e alguns textos foram premiados em concursos de literatura, no Brasil. Meu maior prazer é escrever crônicas e artigos sobre comportamento político e social.

n. 1952-03-14, Rio de Janeiro

Perfil
5 058 Visualizações

A PROCURA DA POESIA

Não. Não te esgotes em parir a poesia
Deixe que ela venha como um espírito pedinte
O barco partido por longo tempo à espera do porto
Ou mesmo os passos solitários no bater da porta
Não te esgotes em querer a poesia
Deixe-a só, isolada e pensativa
Um dia, ela, votiva, alça o voo e vem
Te buscar.
Ela é a Julieta que te espera no alpendre
Aguardando o som da cotovia
Ela tem seu meio de anunciar-se
Está na solidão que te assalta
É o conflito, o desabafo da alma
É a própria maneira de pensar
É a lágrima que vem te enxugar

www.nilsonlattari.com.br

Ler poema completo
Biografia
Sou graduado em Literatura, com especialização em Estudos Literários, sou escritor e alguns textos foram premiados em concursos de literatura, no Brasil. Meu maior prazer é escrever crônicas e artigos sobre comportamento político e social. Meu primeiro romance "Maíto" está disponível em ebook na Amazon.com.br

Poemas

1

ESCREVER

ESCREVER

Menção honrosa Prêmio UFF 2012

Num canto qualquer do Oriente,

em uma rua populosa e congestionada,

um homem sentado na calçada

manipula com destreza uma serpente.

Com movimento sinuoso e perfeito,

sob o suave som do instrumento,

o réptil atento e ardiloso

eleva-se do fundo da escuridão do cesto.

Mantendo a plateia em suspense,

tentando adivinhar o movimento seguinte,

manobrando com alto grau de requinte,

o salto que a cobra porventura tivesse.

-0-0-0-0-0-0-

Em uma esquina do tempo se encontram,

de um livro pego ao acaso

retirado de uma prateleira, leitor e personagem,

juntando encantador e encantado.

Brandindo o lápis com maestria,

vai o narrador discorrendo maravilhado,

em riscos e letras desenhadas,

o prazer que a plateia única saboreia.

O movimento mais importante,

movido pela força atrativa,

escondido na folha seguinte,

que se vira ao sopro da narrativa.

Haveria algo mais que aos dois faltasse

e, ao mesmo tempo, os aproximasse?

Ao primeiro, faltou dizer o tapete,

onde se exibe para o público extasiado,

ocupando no espaço reservado,

o controle do imponderável.

Mas, ao segundo, o que lhe falta?

O objeto que lhe completa o quadro!

Não está no traço das letras ou no lápis.

Nem no pequeno espaço do livro em questão.


Com certeza, aquele que, escrevendo,

os leva todos juntos, compenetrados,

nesse suposto tapete encantado,

à terra da imaginação.

622

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.