nisinha

nisinha

n. 1969 -- --

n. 1969-09-08, Noruega

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Sinto-te

Sinto-te, mas não te penso
Ganho-te, ao te perder
Sinto-te e não te toco
E no pensar demente
Sinto-me vagamente
Num desejo insaciado
morrer....

Vibro, na alucinacão do teu Ser
Presente na ausencia de te querer
Do meu abandono a tudo
Quando nada alimenta a fome
Que tenho em te viver.

Penso-te , sem te pensar,
Vejo-te, sem te olhar,
Sinto-te...

és águia alimentando
Um ninho com pardais
Gritas na minha voz
E da minha Alma sais
E negando-te, eu arrisco
A sentir-te ainda mais.
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Poemas

1

Niil


A noite arrasta-me e confunde-me
onde estarei quando não for hoje?
Debaixo da mesma noite, porém diferente
abracada à mesma raiva, mas consciente
deste Ser que se altera e que de Mim foge.


O manto que me envolve é mais lato
sua Alma profunda já não atina
Com a mesmerice de actos e falas
Parei? Voltei`? Regresso às minhas alas
De onde parti, um dia, menina...


Entristece-me o anoitecer de Alma, esse sim
Enfurece-me o vazio que ficou do por fazer,
As palavras por dizer, a vontade de te amar,
Delirio de uma Alma que teima em voltar
E possuir-me, sem forma, na ansia de te ter


Vou ter à praia,a mesma, de seculos de espera
Onde a sombra do que foste me adormeceu
Sobre as ondas do que sinto ao te olhar
Ao te rasgar os silencios que deixaste e te dar
O tudo que te pertence e que outrora foi meu.


De Nada me edifico, niilismo nobre sobre
Um devir curvado às ansias que me vestem
Aqui fico, aterrada, nua, só, agarrada
á tua voz, à palavra inaudivel, sussurrada,
No tunel do meu peito, que ecoa e me sustem.
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