niso

niso

n. 1940 PT PT

Pessoa de muitos versos mas que suspeita não ser poeta. Se calhar escrevo versos como se fosse filosofia, política, jornalismo ou...culinária. As pessoas dirão.

n. 1940-10-09, Vila de São Sebastião Terceira

Perfil
21 460 Visualizações

Quadras ao Divino

Deus vos salve ó casasanta

Onde Cristo é nosso pão

Carne e vinho sobre a mesa

Para a divina função.

Glória ao divino Senhor

Rei da nossa coroação

Massa sovada do amor

E alcatra do coração

O Senhor Espírito Santo

E a divina Eucaristia

São duas forças nopranto

E no império da alegria

Vinho de cheiro na mesa

Sangue de Cristo no altar

São o pão nosso da pobreza

Para o povo alimentar

Niso 28.7.2015

Ler poema completo

Poemas

46

Antevisão

Sonetilho

 Ali se há-de enterrar 
O meu coração 
Com unção 
No imenso mar. 
 
Ali se há-de encontrar 
Em comunhão 
O meu caixão
 E o imenso mar. 
 
Ali onde ele se quebra
 Como em sua casa
 O imenso mar. 
 
Não será na pedra 
Não será na campa rasa 
Mas no imenso mar.
871

Falo ou não falo?

Não falo de sonhos. Não falo de pesadelos. Falo de pessoas.Pessoas que por mim passam e não as vejo. Pessoas que deviam estar perto masestão longe. Que deviam ter um sorriso, mas não tem nem um esgar .Pessoas quenem amo nem odeio. Que não me são caras nem adversas. Que tem a alma das coisasperdidas. A tristeza no porte e no olhar. Pessoas que olham para dentro e temnuvens no semblante. Pessoas que não rasgam caminhos, mas que passam a vida aandar. Pessoas sem rumo definido e sem passado vivido. Pessoas que são vidasperdidas e nem sentem desejo de se reencontrar .Pessoas sem partir nem chegar.Pessoas sem dar nem receber. Pessoas a quem faltou o sonhar.

 

885

Ao sol da primavera


O sol ilumina

Tudo aquece

Tudo engrandece

E a mim me anima.

 

O sol fascina,

A terra floresce

E o mundo esquece

A dura sina

 

Horas fagueiras

Que correm felizes

E inspiram poetas.

 

Horas primeiras

 Forças motrizes

Das almas despertas

 



428

Porque não?

Mas porque não a alegria?

A esperança desponta

A felicidade assoma

O sol nasce em cada dia.

 

Mas porque não a alegria?

O mundo se descobre

A natureza renasce

Razões para a euforia

 

Mas porque não a alegria?

O inverno é passageiro

A primavera jubilosa

O verão traz acalmia

 

Mas porque não a alegria?

Na força da juventude

Na segurança da maturidade

Nem a velhice o impedia.

 

Mas porque não a alegria?

Na terra com serenidade

Nos céus com confiança

Pugnando pela harmonia.

 

 

438

Sexo

  1. Sexo
    complexo
    amplexo
    Mero reflexo
    Desconexo
    E que pode deixar perplexo
    Quem lhe procura o nexo.
410

Manhã

. A manhã chegou

 Dourada de sol eesperança

A noite passou

Em sono lento.

O dia não será diferente

Mas resta a confiança

Sempre presente

Em firme aliança

325

Marginal

Marginal
nas margens
do livro
da vida.
Marginal
esgotado
antes 
do fim 
da corrida.
Marginal
sempre 
a descer
na tentativa
da subida.
Marginal
para todo
o sempre
no beco 
sem saída.
Marginal
não tem
regresso.
Só tem
ida.
364

humana condição

  1. A estrela por cima
    por baixo a porcaria
    Condição que se afirma
    Como uma filosofia

    A estrela por cima
    Bem pode iluminar a vida
    Mas por baixo a porcaria
    Dá-lhe o peso e a medida
    ...

    Por baixo a porcaria
    É a regra do WC
    Por cima a estrela
    - a luz que só entrevi.


    Niso 3.7.2014
366

Manhã insular

  1. A manhã espreita
    por entre brumas
    e neblinas baças.
    O céu mal se ajeita
    às núvens de chumbo
    que nada ultrapassa.
    A noite que acabou
    deixou-nos como herança
    um dia opaco
    espesso...
    denso
    sombrio
    compacto
    e para viver
    a contrapasso.

    Niso 4.7.2014
342

Às minhas inumeráveis quedas


 

Canto hoje a minha vida de quedas

Com o zelo de um coleccionador de moedas

 

A minha primeira queda

Foi tiro e queda.

 

A minha segunda queda

Foi brutal e cega

 

A minha terceira queda

Foi um simples desarreda

 

A minha quarta queda

Foi como deslizar num escorrega

 

Ai, a minha quinta queda

Não a troco por qualquer moeda

 

A minha sexta queda

foi triste mas também leda

 

Minhas inúmeras quedas

Por veredas

Barrancos e alamedas

 

Às vezes são cinzas

Outras labaredas.

Nem nos Vedas

Há tão infindas.

 

Niso 4.6. 2014

 

 

420

Comentários (1)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Luis Rodrigues

Amigo Niso, Não sei o que é isso de ser poeta, e menos ainda ter como profissão ser poeta. Mas sei o que é ver as coisas com poesia, e pela maneira como escreve o amigo também.