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Apenas uma garota escrevendo poemas.BPD

n. 0000-08-24

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O Pintor

Um pintor solitário, em seu estúdio vazio,
Pinceladas de desgosto, em cada canto sombrio.
Ele pinta com fervor, mas sem nenhum amor,
Para cada obra de arte, ele sente um ardor.

Cada tela é uma batalha, uma luta interna,
Entre o desejo de criar e a vontade eterna,
De rasgar cada pedaço, de destruir cada traço,
De suas artes, que ele vê como um fracasso.

Ele odeia suas cores, seus contornos, suas formas,
Vê defeitos e falhas, onde outros veem normas.
Ele busca a perfeição, em cada direção,
Mas tudo que encontra, é a sua própria rejeição.

Ele grita para o vazio, "Por que não posso amar,
As minhas próprias criações, que tento aprimorar?"
Mas o vazio responde, com um silêncio profundo,
E o pintor continua a pintar, perdido em seu mundo.

Ele odeia suas artes, mas não pode parar,
Pois pintar é seu fôlego, seu jeito de respirar.
E talvez um dia, ele possa ver,
A beleza em suas obras, que todos conseguem ver.
L.
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Poemas

6

O Pintor

Um pintor solitário, em seu estúdio vazio,
Pinceladas de desgosto, em cada canto sombrio.
Ele pinta com fervor, mas sem nenhum amor,
Para cada obra de arte, ele sente um ardor.

Cada tela é uma batalha, uma luta interna,
Entre o desejo de criar e a vontade eterna,
De rasgar cada pedaço, de destruir cada traço,
De suas artes, que ele vê como um fracasso.

Ele odeia suas cores, seus contornos, suas formas,
Vê defeitos e falhas, onde outros veem normas.
Ele busca a perfeição, em cada direção,
Mas tudo que encontra, é a sua própria rejeição.

Ele grita para o vazio, "Por que não posso amar,
As minhas próprias criações, que tento aprimorar?"
Mas o vazio responde, com um silêncio profundo,
E o pintor continua a pintar, perdido em seu mundo.

Ele odeia suas artes, mas não pode parar,
Pois pintar é seu fôlego, seu jeito de respirar.
E talvez um dia, ele possa ver,
A beleza em suas obras, que todos conseguem ver.
L.
286

MONALISA

Monalisa, retrato de uma dama,
Com um sorriso que encanta e inflama.
Tua beleza é uma chama,
Que ilumina a tela e reclama.

Tua expressão é um enigma,
Que desafia a rima.
És a obra-prima,
Que Leonardo sublima.

Teu olhar é um convite,
Para um mundo infinito.
És o mito,
Que a arte incita.

Monalisa, musa do Louvre,
Tua beleza nunca se dissolve.
És o mistério que envolve,
E a cada olhar, se renove.

L. - 27/02/2024
155

Mar.

Em um mar de emoções, eu nado,
Com o coração pesado, eu me afogo.
Sei que há um porto seguro, um abraço amado,
Mas é no caos que escolho me ancorar, e assim, eu me sufoco.

Há quem me ame com um amor mais profundo,
Um amor puro, verdadeiro, sem igual.
Mas eu me prendo a um amor vagabundo,
Que me machuca, mas é o meu ideal.

Dependência emocional, cruel e voraz,
Me prende a quem me faz mal, mas me traz paz.
Sei que é errado, mas é a minha escolha,
Nesse jogo de amor, sou a própria bolha.

Eu vejo a luz, mas escolho a escuridão,
Preso em uma teia de emoções, sem direção.
Sei que há quem me ame, com todo o coração,
Mas é na dor que encontro a minha canção.
L.
151

Coração em Duelo

Na encruzilhada do coração, ela se encontra, Entre duas almas que a puxam e a despedaçam. Uma, como um vendaval impiedoso, a fere, Deixa cicatrizes profundas, lágrimas na pele.

Essa alma é um campo minado de emoções, Um relacionamento tumultuado, cheio de ilusões. Ela se agarra à esperança, teimosamente, Que essa alma possa mudar, que o amor seja suficiente.

Mas a outra alma, oh, essa é a curadora, Um raio de sol após a tempestade escura. Com mãos gentis, ela enxuga as lágrimas, Traz sorrisos, conforto, renovação nas asas.

Ela oferece a promessa de um futuro mais brilhante, Mas a primeira alma ainda a mantém cativa, constante. A esperança é um fio tênue que ela segura, Mesmo sabendo que a mudança é uma miragem, uma loucura.

E assim, ela dança entre essas duas realidades, Como uma folha ao vento, presa em dualidades. A alma ferida e a alma curadora, um conflito eterno, Ela anseia por liberdade, mas o coração é teimoso, fraterno.


No silêncio das noites, ela sussurra seus desejos, Para que a alma que a fere possa finalmente ser outro. Mas as estrelas não respondem, o destino permanece mudo, E ela continua a amar, a lutar, a se perder nesse mundo.

L.
175

Entre dois amores.

Em meu peito, dois amores moram,
Um é fogo, o outro é a calma.
Um me machuca, mas me transforma,
O outro cura, trazendo a alma.

O primeiro é um vício, uma corrente,
Que me prende em sua dança ardente.
Ele me fere, me deixa em pedaços,
Mas sem ele, sinto-me vazio, sem passos.

O segundo é um porto seguro,
Um amor puro, doce e maduro.
Ele me quer, e eu o quero,
Mas o primeiro amor, ainda espero.

Preso nessa teia de emoção,
Anseio pela luz da razão.
Desejo o amor que me faz bem,
Mas também anseio pelo mal, e sei disso também.

Nessa encruzilhada de paixões, estou confuso,
Por um amor, sou desfeito, pelo outro, refúgio.
Que decisão angustiante deve ser tomada,
Entre um amor que me despedaça, e outro que me aguarda.

E agora, neste mar de sentimentos, onde a razão se perde,
Onde o coração se divide, e a alma se rende,
O amor que me acalma, que me faz viver,
Pergunta ao meu coração: "Por que insistes em sofrer?

Por que te prendes ao amor que te desafia,
Que te quebra, que te tira a alegria?
Por que deixas-me aqui, à espera, em vão,
Enquanto te entregas à dor, à desilusão?"

L.
400

Cadeias Invisíveis

Nas profundezas do coração, uma semente é plantada,
Uma necessidade de amor, um desejo tão constante.
Como uma videira, ela cresce, suas raízes se aprofundam,
Em cada batida do coração, suas cadeias se apertam.

Dependência emocional, um amor que sufoca,
Um abraço que prende, uma voz que provoca.
Como um pássaro na gaiola, com asas mas não pode voar,
Preso em uma dança, com medo de errar.

Mas o amor verdadeiro não é uma prisão, não é uma corrente,
Não é medo ou insegurança, mas um sentimento quente.
É liberdade e respeito, é apoio e bondade,
É a luz na escuridão, é a verdade na falsidade.

L.
513

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