Gosto da Praça porque a Praça é nossa Nela me esqueço de tudo Me desloco no espaço Por isso eu gosto da Praça Onde não existe raça Tudo se transcorre com graça. O Pipoqueiro As crianças nos balanços Os Pássaros em voejos A flores lindas. A Fonte em murmurejo A Banda tocando. A Massa Terra. As Estátuas de Mármore de Carrara. O Coreto de Luxemburgo Os Heróis das Forças Armadas. O Poeta Pedro de Medeiros. O Marechal Antonio Maria Coelho
Gosto da Praça porque a Praça é nossa Nela me esqueço de tudo Me desloco no espaço Por isso eu gosto da Praça Onde não existe raça Tudo se transcorre com graça. O Pipoqueiro As crianças nos balanços Os Pássaros em voejos A flores lindas. A Fonte em murmurejo A Banda tocando. A Massa Terra. As Estátuas de Mármore de Carrara. O Coreto de Luxemburgo Os Heróis das Forças Armadas. O Poeta Pedro de Medeiros. O Marechal Antonio Maria Coelho
O Lago vazio e lá fora o casario.
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POEMA PARA MINHA CORUMBÁ (Benedito C G Lima)
E assim pego a Viola E saiu cantando a canção;Sob o Sol forte de Corumbá. Saboreando o voejo da Garça Branca. E a melodia se esparrama Barranca acima E o poema doce tema Se emplaca na Morraria Enquanto o Flamboyant Avermelha a paisagem Dando passagem aos Ipês E a minha Cidade Branca tem o Rio Paraguai Beijando os seus pés! E a viola tange e sola...
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São João Pantaneiro
Fogos espoucam E a fogueira imensa arde As pessoas dançam As roupas coloridas Os balõesvão subindo E a Lua no céu sorrindo alumeia É Lua cheia. Cururu e Siriri são entoados E o povo dança Os andores descem a Ladeira Vão dar Banho no São João.
175
POEMA DO INVERNO
As folhas já cairam A noite é mais escura E o vento sussurra mistérios Enquanto o Sol nem sinal de vida dá. O Inverno é mais cruel que o Verão:Crianças em desalento fenecem nas calçadas da vida O alimento desaparece E a mão gélida fustiga quem se arrisca a sair de casa,
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Hora da Ave Maria
E na boca do crepúsculo Fez se o desenho da minha inspiração, Enquanto o dedilhar da guitarra Rouca Ensaia uns tons de tristeza E a mata agita Meu coração palpita E minha voz livre Salta em versos Enquanto a tarde Vira prece.
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SOU ASSIM COMO SOU
Não tenho papas na lingua Nem freio na caneta O quevejo O que leio Eu descubro nas entrelinhas O segredo O Mistério Pois Deus me deu esse dom De saber advinhar Sou como um encantador de serpente Sou como o fogo que arde mas não queima Busco no meu versejar A ânsia de Amar. Sou assim como eu sou Não me fantasio de negro Não me oculto no muro frásico Vou feito bala que resvala Atingindo o alvo certo.
153
Carnaval de Outrora,nunca mais!
Estive na Avenida De outros Carnavais A memória me veio fiquei meio alheio, pois não havia Colombina, Nem Alerquim, Nem Pierrô. Prá onde foram? Não vi mais Palhaços Nem mais Bailarinas. A Avenida ficou fria Cadê o calor dos velhos Carnavais? A Marcha-rancho desapareceu
A Marchinha sumiu. O Samba caiu em descompasso. O que fizeram com o carnaval? Agora ninguém mais dança. Ninguém mais pula. Ninguém mais toca o Frevo.
A Praça ficou sem graça. Criança não sabe dançar mais isso. Querem o Funk!
A Avenida agora é do Led nas Fantasias. O mecanismo dos Carros Alegóricos tem Wi fi.
Ah que saudade do Carnaval de outrora. Carnaval de outrora,nunca mais!
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Maria Camalote no Pantanal
Lá vai a Maria Camalote Vestido colorido Cabelos alongados Morena brejeira Pantaneira de verdade Pegou a sua canoa e vai remando Prá cidade.
Lá vai a Maria Camalote Jogando sorriso alegre Na fresca aragem do Pantanal. Já tem no balaio Lambari,Pacupeva,Surubim. Menina trabalhadora Pesca,cozinha e planta na lavoura.
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Navegando no Rio Paraguai
Mal o Astro-rei rompeu a cortina Do amanhecer A passarama entoou sua gritaria dissonante E o pescador pega a sua traia e embarca na canoa velha Feita de um pau só. E sobe o Rio acima Buscando ver o cardume de peixes. E para um pouco e fica cevando Atirando isca. E enquanto é issona sua tapera A mulher acende o tacuru para fazer um quebra torto.
O cheirinho de gostosuras toma conta E se mistura com o cheiro de esterco do curral. O galo ensaia um canto rouco E o garoto brinca com o cãozinho magro. Todavia o seu pai,o pescador solitário Continua navegando com sua canoa,numa boa. Navegando no Rio Paraguai.
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Corumbá-Princesa do Pantanal
Gosto de ficar contemplando o cair da tarde Hora sacra de todos os mistérios. Gosto de ficar de a meia no lusco-fusco, Saboreando o banzé da passarada E a sem graceira da meninada na calçada. Gosto de sentir o cheiro do capim molhado pelo chuvisco relâmpago Que nem molha direito.
Êta como é bom ter saudade desse tempo que se foi. E, Corumbá continua a Princesa do Pantanal. Com suas tradições e costumes. Dançando Siriri Cantando o Cururu.