pantaneirus

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Poeta Trovador Contador de Histórias Ativista Cultural Criador do Projeto Passa na Praça que a Arte te Abraça.Participa eminúmeras Coletâneas.

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A PRAÇA É NOSSA

Gosto da Praça
porque a Praça é nossa
Nela me esqueço  de tudo
Me desloco no espaço
Por isso eu gosto da Praça
Onde não existe raça
Tudo se transcorre com graça.
O Pipoqueiro
As crianças nos balanços
Os Pássaros em voejos
A flores lindas.
A Fonte em murmurejo
A Banda tocando.
A  Massa Terra.
As Estátuas de Mármore de Carrara.
O Coreto de Luxemburgo
Os Heróis das Forças Armadas.
O Poeta Pedro de Medeiros.
O Marechal Antonio Maria Coelho

O Lago vazio  e lá fora o casario.
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Poemas

13

A PRAÇA É NOSSA

Gosto da Praça
porque a Praça é nossa
Nela me esqueço  de tudo
Me desloco no espaço
Por isso eu gosto da Praça
Onde não existe raça
Tudo se transcorre com graça.
O Pipoqueiro
As crianças nos balanços
Os Pássaros em voejos
A flores lindas.
A Fonte em murmurejo
A Banda tocando.
A  Massa Terra.
As Estátuas de Mármore de Carrara.
O Coreto de Luxemburgo
Os Heróis das Forças Armadas.
O Poeta Pedro de Medeiros.
O Marechal Antonio Maria Coelho

O Lago vazio  e lá fora o casario.
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POEMA PARA MINHA CORUMBÁ (Benedito C G Lima)

E  assim  pego a Viola
E saiu cantando a canção;Sob o Sol forte de Corumbá.
Saboreando o voejo da Garça Branca.
E a melodia se esparrama
Barranca acima
E o poema doce tema
Se emplaca na Morraria
Enquanto o Flamboyant
Avermelha a paisagem
Dando passagem aos Ipês
E a minha Cidade Branca
tem o Rio Paraguai
Beijando os seus pés!
E a viola tange e sola...
269

São João Pantaneiro

Fogos espoucam
E a fogueira imensa arde
As pessoas dançam
As roupas coloridas
Os balõesvão subindo
E a Lua no céu sorrindo  alumeia
É Lua cheia.
Cururu e Siriri são entoados
E o povo  dança
Os andores descem a Ladeira
Vão dar Banho no São João.
173

POEMA DO INVERNO

As folhas já cairam
A noite é mais escura
E o vento  sussurra  mistérios
Enquanto o Sol nem sinal de vida dá.
O Inverno é mais cruel que o Verão:Crianças em desalento fenecem nas calçadas da vida
O alimento desaparece
E a mão gélida fustiga quem se arrisca a sair de casa,
171

Hora da Ave Maria

E na boca do crepúsculo
Fez se o desenho da minha inspiração,
Enquanto o dedilhar da guitarra
Rouca
Ensaia uns tons de tristeza
E a mata agita
Meu coração palpita
E minha voz livre
Salta em versos
Enquanto a tarde
Vira prece.
220

SOU ASSIM COMO SOU

Não tenho papas na lingua
Nem freio na caneta
O quevejo
O que leio
Eu descubro nas entrelinhas
O segredo
O Mistério
Pois Deus me deu esse dom
De saber advinhar
Sou como um encantador de serpente
Sou como o fogo que arde mas não queima
Busco no meu versejar
A ânsia de Amar.
Sou assim como eu sou
Não me fantasio de negro
Não me oculto no muro frásico
Vou feito bala que resvala
Atingindo o alvo certo.
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Carnaval de Outrora,nunca mais!

Estive na Avenida
De outros Carnavais
A memória me veio
fiquei meio alheio,
pois não   havia Colombina,
Nem Alerquim,
Nem Pierrô.
Prá onde foram?
Não vi mais Palhaços
Nem mais Bailarinas.
A Avenida ficou fria
Cadê o calor dos velhos Carnavais?
A Marcha-rancho desapareceu

A Marchinha sumiu.
O Samba caiu em descompasso.
O que fizeram com o carnaval?
Agora ninguém mais dança.
Ninguém mais pula.
Ninguém mais  toca o Frevo.

A Praça  ficou sem graça.
Criança não sabe dançar mais isso.
Querem o Funk!


A Avenida agora é do Led nas Fantasias.
O mecanismo dos Carros Alegóricos tem Wi fi.

Ah que saudade do Carnaval de outrora.
Carnaval de outrora,nunca mais!


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Maria Camalote no Pantanal

Lá vai a Maria Camalote
Vestido colorido
Cabelos alongados
Morena brejeira
Pantaneira de verdade
Pegou a sua canoa e vai remando
Prá cidade.

Lá vai  a Maria Camalote
Jogando sorriso alegre
Na fresca aragem do Pantanal.
Já tem no balaio
Lambari,Pacupeva,Surubim.
Menina trabalhadora
Pesca,cozinha e planta na lavoura.
245

Corumbá-Princesa do Pantanal

Gosto de ficar contemplando o cair da tarde
Hora sacra de todos os mistérios.
Gosto de ficar de a meia no lusco-fusco,
Saboreando o banzé da passarada
E a sem graceira da meninada na calçada.
Gosto de sentir o cheiro do capim molhado pelo chuvisco relâmpago
Que nem molha direito.

Êta como é bom ter saudade desse tempo que se foi.
E, Corumbá continua a Princesa do Pantanal.
Com suas tradições e costumes.
Dançando Siriri
Cantando o Cururu.
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Navegando no Rio Paraguai

Mal o Astro-rei rompeu a cortina
Do amanhecer
A passarama entoou sua gritaria dissonante
E o pescador  pega a sua traia e embarca na canoa velha
Feita de um pau só.
E sobe o Rio acima
Buscando  ver o cardume de peixes.
E para um pouco e fica cevando
Atirando isca.
E enquanto é issona sua tapera
A mulher acende o  tacuru para fazer um quebra torto.

O cheirinho de gostosuras toma conta
E se mistura com   o  cheiro de esterco  do curral.
O galo ensaia  um canto rouco
E o garoto  brinca com o cãozinho magro.
Todavia o seu pai,o pescador solitário
Continua navegando com sua canoa,numa boa.
Navegando no Rio Paraguai.
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