paola_

paola_

- tenho um pé no lírico e o outro no óbito -

n. 0000-12-17, São Paulo

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oco

estou sumida

quem sabe um pouco perdida

levando a vida de forma distraída

mesmo em completa delusão

não ouso uma ação 

que me traga alguma satisfação

até meu piscar 

tem um certo demorar 

sempre torcendo 

pra nunca mais acordar
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Poemas

137

anedonia

Interessante 
De alguma forma as frustrações a respeito de certas coisas estão passando bem rápido 
Não sei se isso é amadurecimento 
As expectativas estão sempre em baixa
Não espero retorno de ninguém 
E assim tenho levado minha vida 
Nada é capaz de me surpreender 
Qualquer resquício de sentimento não sobrevive o suficiente para dar frutos 
Se teve algo de positivo que aprendi com você foi não desenvolver apego por ninguém
342

egresso

No começo quando alguém saía da minha vida

*sentido amplo*

era algo penoso de aceitar 

e perguntava:

o que fiz? estava tudo bem…

Me faltava compreensão, sobre mim mesma, que não tinha nada de errado comigo, e que a qualquer tempo também podemos sair da vida do outro.

Tenho problemas com validade, é isto!
671

furtiva

estou deitada e encolhida 

o tempo está parado e denso 

o cobertor parece um perfeito invólucro 

onde posso me abrigar 

sem me preocupar

com as lágrimas que vão rolar  
722

fim

Cansei de me humilhar

Desejar pessoas que nunca me quiseram

Tentar vínculos que nunca existiram 

Certamente o problema está em mim

Por pena,

Receio,

Ou seria medo?

Preferem a distância 

O silêncio

Tamanha é a repugnância
749

astro

Às vezes me pego pensando

Se aquela conexão realmente aconteceu

Acho que o retorno de saturno

* naquela época *

prejudicou meu entendimento

e discernimento
578

mútuo

Li por aí 

Que precisamos perceber 

Se a amizade é correspondida ou apenas respondida 

Achei engraçado 

Mas depois lembrei que sempre busquei por correspondência onde nunca notaram a minha presença 
614

avinhar

e parecia tudo tão casual

ela não sabia como agir

era primeira vez que bebiam

primeira vez dela

mas não tinha como fugir

a noite estava ideal

e já era o segundo copo

leves sorrisos 

começava a relaxar

não conseguia encarar 

a intensidade daquele olhar
627

choque

Tenho momentos de estabilidade

Onde consigo ter lucidez 

Tamanha escuridão parece se desfazer 

Mas quando passa 

Pareço outra pessoa 

Volto aos velhos vícios 

E tudo destoa
901

cisma

fazia algum tempo

que tinham se distanciado

já não existia aquele grude

aquele estica e puxa

ele imaginava

ela espiava

mas ninguém chegava
751

volúpia

ainda preciso recorrer àquela música

tento buscar a mesma sensação 

aquele senso de direção

parecia que era capaz de me transportar

era inevitável não se excitar
478

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farlleyderze

Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.

Gabriel Andrade

espetacular!

stheportugal

Me senti dentro das escritas!