paola_

paola_

- tenho um pé no lírico e o outro no óbito -

n. 0000-12-17, São Paulo

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vazar

fechei meus olhos enquanto a água escorria 

fluía de forma tão fácil e leve

morna e constante

por um breve momento nada me ocorria

o relaxamento era inevitável 

toda preocupação se esvaia 

rumo ao ralo ela seguia
Ler poema completo

Poemas

137

fabulação

Começou a reparar nele 

Quem sabe sua intuição estava certa

Pareciam reais as indiretas 

Mas ao mesmo tempo parecia tão improvável

Que ele reparasse em alguém como ela

O típico roteiro de novela 
711

egresso

No começo quando alguém saía da minha vida

*sentido amplo*

era algo penoso de aceitar 

e perguntava:

o que fiz? estava tudo bem…

Me faltava compreensão, sobre mim mesma, que não tinha nada de errado comigo, e que a qualquer tempo também podemos sair da vida do outro.

Tenho problemas com validade, é isto!
674

avinhar

e parecia tudo tão casual

ela não sabia como agir

era primeira vez que bebiam

primeira vez dela

mas não tinha como fugir

a noite estava ideal

e já era o segundo copo

leves sorrisos 

começava a relaxar

não conseguia encarar 

a intensidade daquele olhar
627

astro

Às vezes me pego pensando

Se aquela conexão realmente aconteceu

Acho que o retorno de saturno

* naquela época *

prejudicou meu entendimento

e discernimento
580

fim

Cansei de me humilhar

Desejar pessoas que nunca me quiseram

Tentar vínculos que nunca existiram 

Certamente o problema está em mim

Por pena,

Receio,

Ou seria medo?

Preferem a distância 

O silêncio

Tamanha é a repugnância
751

cisma

fazia algum tempo

que tinham se distanciado

já não existia aquele grude

aquele estica e puxa

ele imaginava

ela espiava

mas ninguém chegava
757

mútuo

Li por aí 

Que precisamos perceber 

Se a amizade é correspondida ou apenas respondida 

Achei engraçado 

Mas depois lembrei que sempre busquei por correspondência onde nunca notaram a minha presença 
614

furtiva

estou deitada e encolhida 

o tempo está parado e denso 

o cobertor parece um perfeito invólucro 

onde posso me abrigar 

sem me preocupar

com as lágrimas que vão rolar  
722

volúpia

ainda preciso recorrer àquela música

tento buscar a mesma sensação 

aquele senso de direção

parecia que era capaz de me transportar

era inevitável não se excitar
479

choque

Tenho momentos de estabilidade

Onde consigo ter lucidez 

Tamanha escuridão parece se desfazer 

Mas quando passa 

Pareço outra pessoa 

Volto aos velhos vícios 

E tudo destoa
903

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farlleyderze

Sou editor da Microeditora Press. Se tiver interesse em publicar um livro, conte com minha Editora. Tenho o mesmo pensamento desse portal maravilhosos ESCRITAS.ORG, de difundir o trabalho literário e, sobretudo, sem interesses econômicos. Parabéns pelos seus textos, por nos brindar com a poesia, a emoção. Deixo meu contato pessoal: [email protected] Estou te seguindo lá no MEDIUM também.

Gabriel Andrade

espetacular!

stheportugal

Me senti dentro das escritas!