paty_leite

paty_leite

n. 1990 BR BR

Escrevo por amorEscrevo para dar vazãoAos sentimentos que viram palavrasQue vêm do meu coração.

n. 1990-05-24, Rio de Janeiro, RJ

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Perdida

Eu estou perdida
Perdida nos sussuros que saem da sua boca indecente
Ao meu pé do ouvido
Perdida nas palavras doces 
Mescladas às coisas safadas e quentes
Que vem da sua voz envolvente
Alternando com beijos suaves
E seus gemidos mais ardentes

Eu estou perdida
No seu olhar apimentado
Delineando as curvas do meu corpo suado
Com suas pupilas dilatadas
Observando o visual dos nossos movimentos
Que a meia luz proporciona
Dentro do seu quarto

Eu estou perdida
No seu toque apaixonado
Que causa umas sensações
Beirando o inexplicável
Que a minha boca
Entreaberta
Não conseguiria falar
Pois eu também não consigo segurar
O que está acumulado

Eu estou perdida
Mergulhada no seu prazer
Alucinada
Pois eu sei que também faço você tremer
E você enlouquece
Com as minhas unhas arranhando você
Não conseguimos conter

Eu estou perdida
Sem saber onde eu começo
E você termina
Pra ser honesta, nem quero saber
Quero me perder todo o dia
Me entregar intensamente
Memorizando tudo o que estou vivendo com você

Deleite-se
Deite-me
Na sua cama
Faça-me perder o caminho
Pra eu nunca mais voltar de onde eu vim.
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Poemas

2

Cala

Minha boca cala
Não consegue dizer nada
Mais nenhuma palavra

Minha boca cala
Não permite nem que eu minta
Minha boca agora
Só sente o gosto
Da sua língua
Que me cala
Não permite
A minha fala
Só me permite saborear

Minha boca cala
Mas mesmo sem usar letras
Também fala
Pelo meu beijo
Em forma de gesto
Tudo o que eu desejo 
Te demonstrar
E a minha boca
Não conseguiria declarar

Então, sua boca veio
E a minha cala
Mas, sim, fala
Tudo o que precisamos ouvir.
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Arrepios

Você é como uma música boa
Que começa a tocar no rádio
De repente
E traz aquele arrepio gostoso
Descendo pela espinha
Levantando todos os pêlos

Você é aquela brisa do mar
Que refresca quando é o calor que domina
Soprando bem devagar
Causando aquele relaxamento
Balançando meus cabelos

Você é aquela sensação quentinha
De vestir um casaco num dia frio
E se encolher debaixo das cobertas
Pra se acolher
Pra se esquentar

Você chega
Você toca
E arrepia
Todos as partes que conseguem se arrepiar

É algo incontrolável
Que meu corpo responde
Sem pensar
Você tem esse poder

É a água que mata a minha sede
Que hidrata o meu corpo
É o combustível vivo
Que acende o meu fogo
E deixa se alastrar

Continue causando
A sensação
Arrepiando meus poros
Com suas mãos
Arrepia até a alma
Me encosta com a tua palma
Arrebata
Que nunca te direi "não".
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Comentários (3)

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Rosangela
Rosangela

Muito bom

jhuddy

lindo poema

Michel Gailard

Um notável texto de sua autoria Poeta PATY LEITE, bom dia! Li este seu texto “PEIXE FORA D’ÁGUA” e gostei bastante de sua forma de se expressar. Você é uma daquelas pessoas que sabem o que, e do que está falando. Mesmo sendo agente literário, e prestando serviços para várias editoras, recentemente publiquei alguns de meus escritos em uma antologia produzida pela Editora Palavra é Arte. O sistema que eles utilizam para o edição de livros é algo inédito. Nós autores não gastamos nada com produção da obra. Os exemplares nos são disponibilizados no sistema de venda consignada. Isto quer dizer que se alguns exemplares não forem vendidos, podemos devolvê-los, e estes serão doados a bibliotecas públicas e presídios, inclusive das cidades onde moramos. Como gostei muito da forma como você escreve, pedi permissão à editora para convidar você e mais oito outros autores, para participarem de uma das próximas edições. Se um de seus objetivos quanto à Literatura é ter seus textos publicados em forma de livro impresso, acredito que esta seja uma boa oportunidade. Por isto peço permissão para que façam contato com você e lhe enviem o material referente à publicação. Espero que desta forma, eu esteja retribuindo a sua amizade. Se for dar resposta a esta minha mensagem, gostaria de pedir-lhe que, por gentileza, envie sua resposta para o meu e-mail pessoal que é este: [email protected] Um abraço fraterno, Marc Burnier