CIRCUNSTÂNCIAS
Queria olvidar meus devaneios perenes pelos reinos das flores e dos girassóis, onde tantas vezes queimei minha pele e adoeci minhas tênues quimeras. Por isso retornei ao naufrágio perdido das noites onde aspergíamos escombros nos enlaces encantados das palavras. Não repares este sorriso com lágrimas silentes, venho de uma longa caminhada onde lendas regozijavam seus lumes ubíquos. Não me perguntes o que fui fazer lá, pois o silêncio dos mortos ainda singra em mim, vertiginando-me em ásperas reminiscências do desalinho. Pois tu não sabes que a maior angústia não foi andar entre vultos florescentes, mas perceber neles o espelho que refletia meu cerne espúrio.
O DESPERTAR DAS CRISÁLIDES
Ventos assoviam mansamente vestígios das cenas, entrelaçando coisas e destinos em labirintos confluentes de cios caudais. O sereno frio molha o silêncio da noite, enquanto beijos verborrágicos envilecem o alvorecer. Flores se vestem de sutis cores, embalando primaveris encantos, enquanto folhas secas caem no compasso dos sonhos. Pássaros voam mistérios em dorsos esplêndidos, enquanto vermes se omitem em cernes esquálidos. Lendas vivas (ou mortas?) regozijam feitos nobres, enquanto nunes incautos imergem-se em devaneios. Gêneses císmicas surgem nos giros do tempo, enquanto o momento morre em meus versos. O silêncio me abraça em cinzas. O frio exangue percorre meus veios. E adormeço em ebúrneo vácuo!
À ALVORADA, O DIA SERPENTEIA VAZIOS
Hoje sonhei-me mistério no caminho de flores a bordarem, entre espinhos, enlaces com estilhaços de luz. Na imensidão dos mares a abarcarem, entre ondas, náufragos com cacos de esperanças. No pendular dos ventos a embalarem, entre calidezes, vicejares de instantes. No carpintar das nuvens a adornarem, entre céus, pássaros flutuantes. E, como via poesia até na verborragia dos homens, desconfiei-me de mim e acordei a refletir, entre chuvas, precipícios e vazios.
VAGANDO SEM DESTINO
Nem mais tantos céus azuis, nem mais tantas asas ___ inválidas; nem mais tantos anjos sensuais, nem mais tantas demônias ___ menstruais; nem mais tantas e pazes regozijadas, nem mais tantas guerras aos covardes ___ silêncios escondidas; nem mais tantas danças ilusionadas, nem mais tantas inércias solidificadas; nem mais tantas luzes fausteadas, nem mais tantas sombras ___ escudeadas; sem mais pensar muito neste mundo ___ fechado, vou-me só pelo deserto, a silêncios e poesias. ___ e mais nada!
O AMOR, SENTIDO DE FORMA ISOLADA, É UMA IDEIA IDIOTA
Sim, eu admiro muito as pessoas que ainda acreditam no amor entre os homens, sem que, com o ego e a vaidade um homem não queira comer o cu do outro, e nos que acreditam no amor puro entre um homem e uma mulher, sem que com o ego, a vaidade e o incontido desejos um não queira foder e foder com o outro!
DIZE AO FIM A QUEM MAIS AMASTE, AINDA É CEDO PARA ISSO
Dizer que me amaram nuitas disseram, e tqnto que perdi a conta; dizer que era só minha muitas disseram, e tanto que até perdi a conta; cruzar infinitos comigo usando o verbo volátil muitas cruzaram, e tntas que eu até perdi a cxontas; eu quero ver, tirando-se as máscarqs, os deserjos e as pifiandades da palavra usada com duas falsas metáforaa, é queme estará do meu lado na hora exata ( e após) de eu morrer!
QUANDO SE FAZ DE TODO MOMENTO O INFINITO MOMENTO
Só os tolos sanjos não percebem que onde sobra a id, o desejo, a soberbia em fomes e sedes insciáveis de canibalismos, de filosofias, de conhecimentos e de avessos antropofagismos é exatamente onde mais urge a vida, devido ao insconsciente pressentimenxo da morte iminente!
O FILHO DAS SOMBRAS COM UM SOL
.... depois de tanto fulgor em camas, céus e lodos, depois de tantos açoites, jugos e chuvas de fogo, depois de noites e de mais noites de sonhos, de fantasias e de fantásticos voos, depois que a morte nos separou, retirando-te as raízes das prisões saiens, eu constatei, enfim, tarde demais, tudo que outrora te disse e percebi exatamente como podem ser os filhos de um louco amor entre 7um swol e a sombras! nós descobrimox, enfim, tarde demais, como podem ser os fgilhos de un amor entre o sol e as sombras, não é?
NEGRO DIA
... o dia amanheceu triste,
a tarde se iniciou triste,
a noite estava triste
e tu estavas tristee
quando morreste neste fatídigo
dia triste;
depois disso,
vejo teu rosto apenas na lembrança
e no pensamento; e o tu cheiro quando
uma flor do inverno dança
ao vento!
CÃES LOUCOS JÁ AMAM DE ESPREITA
... em cada pedaço que observo, em cada detalhe da femininilidade exposta, em cada pedaço que observo em silêncio ou em uma prosa descompromissada, antes de levar uma beldade para a cama, mais intimidade se me apodera, mais desejo se me invade, mais vontade de lhe acariciar, de lhe beijar, de lhe abraçar e de lhe comer em um leito se tornam em mim sensações quase que incontrolavelmente extáticas!SONHAR, SIM, ACORDAR NÃO É PRECISO De que adianta disfarçarmos tanto nossas noites e nossas sombras de dias, se são neles que semeamos, que falamos e que excrementamos nossas maiores e mai fédidas fezes?
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*