Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
... "deixa o mar e vamos à planície, só nós dois, para nos amar",
disse eu a ela;
"Mas eu sempre amei o mar, não posso deixa-lo, meu amor!",
respondeu-me ela fingindo-se triste.
Imediatamente desabou-se-me uma mortal chuva de fogo, pois dissimuladamente ela ignorava que eu falava mesmo não era do mar,
mas dos mitos, das lendas, dos navegantes e dos estrangeiros com quem ela encontrava e fodia escondidamente com eles!
149
TUDO QUE COMBINAMOS SERÁ HONRADO!
... as sombras não podem mais esperar, estão famintas;
e ela se encontra sozinha na solidão fria da sombras que desejam algum louco esplendor,
do tipo que alucinadamente inventávamos outrora:
é hora da noite desestrelada, da noite silente e escura, da noite sem mais nenhum sol desenhado;
chegou a hora que sempre esperamos, meu amor, chegou a nossa noite eterna,
onde, seja para o que for, ou para o que lá houver, estaremos juntos!
126
NINGUÉM CONHECE O FIO DA NAVALHA COMO EU! II
... sorria. Tu foste prevista em cada movimento.
Eu já sabia antes de contares qualquer coisa, e eu te apontei onde estava teu amante sem que dele nunca tivesses falado.
agora dizes daquele a quem chamavas mestre outrora que ele não conhece o fio da navalha só por ele ter facilmente te desvendado
(em tua pequeneza microbiana junto à terra que achas, somente achas, fértil)
como ninguém bem teu marido, nem teusamigos, nem teus amantes, nem ninguém o fizera.
E tu fedes, e tu fedes muito como qualquer ser humano, porém mais por ter o maior defeito de modo vigorosamente fincando ao cerne: a vaidade!
E eu sei que me lês, porque tuas poesias têm origem em ideias postas em poesias minhas,
por isso digo-te: tu podes roubar, tu podes mentir, tu podes trair, tu podes tudo,
exceto surpreender ao cão niilista!
191
NINGUÉM CONHECE O FIO DA NAVALHA COMO EU! I
... o amanhã não chegará, tola senhora de máscaras e rímeis diversificados e bem moltados,
o amanhã nunca virá, ele não existe além da falsa projeção que fazemos em violação ao tempo-espaço cosmológico cujo funcionamento não entendemos:
por isso, autoconsiderada nobre lamparina, que pensa a tudo saber,
eu não tenho nada que criticar se tu escolhes viver a família hoje, viajar hoje, voar hoje ou foder com um putinho amante hoje;
porque ninguém como eu conhece o fio da navalha sapiens, e eu afirmo, todos nós, para o bem ou o mal, a abdicação ou a vadiagem
ou para qualquer aspecto que pudermos obeserva, pseudossantíssima, so temos mesmo o hoje!
131
A QUEDA É CERTEIRA!
... quando o sonho se confunde com o real,
quando s ilusão se confunde com o real,
quando uma boa foda atemporal, dessas veranicas e intensas, se confunde parecendo-e melhor do que uma boa foda do dia-a-dia com o ser amado,
é péssimo sinal de que o sonho ruirá e, junto com ele, arrastará parte da realidade,
de que a ilusão vai acabar e contaminará com sua extinção parte da relação real
e de que o próprio prazer, sempre gostoso com o parceiro de todas as horas, em momentos de luta, de dor ou de alegria
vai sofrer um baque infernal diante de um simples pau duros de algum jovem
que não divide com a beldade, além do desejo, o resto da grande luta ao palco!
193
AINDA ME LEMBRO DE TUDO
Lie to me, dizia a canção que me faz lembrar de nossas noites passadas,
onde eu te dizia que se um de nós se perdesse, por algum motivo qualquer, o outro também se perderia;
e assim foi nos cafés-concertos, nos céus azuis dos urubus, nos leitos concupiscentes dos anjos e para todo lado;
e hoje eu fico pensando em quando falávamos de Bukoski, o velho safado, bêbado e comedor de ovelhar,
quando ele escreveru "era tarde demais, e não há nada pior do que ser tarde demais";
e eu hoje eu já não sonho nem digo mais nada, sem tu aqui nesse mundo,
eu apenas bebo, fumo, toco uma ou outra punheta. como uma ou outra galinha e volto sozinho para aquela nossa cabana que fizemos ao inverno, para esperar que a morte me leve congelado!
118
A CABANA
... toda vez que ela me leva para o lote, algo acontece;
o mundo deixa de existir como é ou como o concebem e passa a ser exatamente como queremos;
num reino onde a puerícia manda (e ela não sabe nem se preocupa com o que dizem ou pensas sobre a id os tolos adultos)
e tudo que há, eu suponhamos haver ou vir a haver nos serve tanto em infinitos imaginados como em pequenos detalhes por nós costurados!
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*