CONVULSÕES
Entre paredes e fantasmas à silente e fria madrugada: às vezes, solidão, angústia a me assombrarem em clamor; às vezes, Tchaikovsky, Elvis ou Springsteen, e um pouco de café para acalmar-me a dor; às vezes, teus ausentes beijos em dádivas d'amor.
OS DESTROÇOS E OS VAZIOS EU FICARAM
Bem mais que antes, quando nos amávamos e nos chovíamos, há-me agora um mundo em ruínas, com seus destroços e vazios, como que se eu habitasse uma floresta com suas folhas mortas; e isso me faz perceber, que não deveríamos ter nos separado: agora sei que, apesar de tudo, foi meu maior erro.
JARDIM SEM FLORES
O jardim está sem flores e nem sei se ainda há algum vago sonho ou alguma tênue esperança por aí; mas, se um dia voltar minha força ausente, nesse desterrado e angustiado deserto, quem sabe possa te buscar pra um renascimento de asas?
HOUVE UM DIA
Houve um dia, em longínquos idos, em que avistei crepusculares porvires, nos quais navegantes de outros tantos lugares e pássaros de outros tantos ares se me vinham em sincera sublimidade e em lúdico enlace de um estar. Durante a angustiosa jornada no desalinhado caminho, fui vendo barcos a se naufragarem em pleno mar, e asas a se quebrarem em pleno voar; o que me fez reavaliar crenças, sonhos esperanças e começar a costurar sérias dúvidas sobre a felicidade e a puerícia em algum enlace d'amor.
ANDORINHA VOLÁTIL
Por que não deixaste um pouco tuas elucubrações e teu verbum volat e não me deste, ao se pôr do sol daquela derradeira e fatídica tarde, um pouco mais de amor e alguns lúdicos versos; para que eu pudesse suportar a angustiante e dolorosa noite em que se prenunciava nossa sempiterna morte?
FLOR CANSADA
Para aliviar-te do peso e da compunção do fruto mordido, assumiria todas as culpas advindas dos tropeços ao caminho - pelo que fiz e também pelo que não fiz -; mas, quanto aos naufrágios da vã existência, isso, infelizmente, não posso fazer por ti.
SEM PONTO CERTO DE PARADA
A vida segue, incontinentemente, emoldurando-se em cores mal delineadas - às vezes em preto branco -, muito distantes da opacidade crua das coisas, é bem verdade; assim, ao passar indelével do tempo e às chuvas incessantes dos intentos - de cada um - nesse tudo que parece imenso demais, mas que, a cada dia, vai-se esvaindo pelas mambembes teias do caminho.
OS NOBRES DISCURSOS
Aos nobres discursos ou às bocas de lobo, milhões e milhões de palavras formam novas histórias como em passes de mágica. Mas muito pior às mentes onde se formam esperanças e vesanias silentes - como também sombras que jamais são reveladas -; o quê, ao fim, não tem importância alguma, que, de todo jeito, tudo acaba desaguando em nadas.
APRESSADO
Segue breve, em firmes passadas faceiras, o caminho que está adiante; anda, vá ligeiro e alcança a honra e a glória que tantas e tantas vezes regozijaste possuir e que, elucubrando-me, disseste-me não ter. E não te esqueças de que este niilista, cão a vadiar por entre lumes sapiens, estará lexicando merdas por essa tela mambembe; às quais, um dia, voltarás a ler para aliviar-te de dores e angústias, oriundas dos vazios e destroços de teus sonhos quebrados.
OS NOBRES COMEDIANTES
ó menestréis, de quem outrora me ebriei em fulgurosos devaneios lexicais, ó puritanas, com quem tantas vezes me servi em banquetes sexuais; foi só me desterrar ao deserto, embalsamando sonhos e entrevando realidades, para que me condenassem com vossas reluzentes áureas?
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*