HORA VAZIA V
A morte veio faminhtas e impiedosa, a terra ainda te come e goza em suas profundezas escuras; sem ter mais como te alcançar, bebe, como e escrevo a saudades, a dores e chuvas de fogo, nosso eterno amor e nossos eternos momentos, congelados naquela cabana hiemal onde tanto nos amávamos, como se nunca houvessem se passado!
TUA ALMA É BEM ESCURA LENDÁRIA
... mas isso não faz a menor diferença para mim! Com que tentas encher meus escuros vazio? com as orações que dizes fazer com tua cruz à mãos? Com tua espada verbal empunhada que te põe em cruzada contra este niilista cão? Com sua ID visivelmente incandescente que busca no debate, no paradoxo ou na contradição algum motivo para os embates que provocam gozos mentais? Ou apenas um motivo a mais, um pardão a mais ou um demônio a mais para, fingindo-se de anjo, tu meteres, masturbando-te escondida, tuas mãos na xana?
HORA VAZIA IV
Fora-se teu sorriso pueril, fora-se teus desejos febris, for a-se aquele sonho encantado, for a-se aquele sentimento machucado; ficaram o amor, a dor e a saudade se mmais nenhuma chance ou esperança de te ver novamente um dia, bandonei-me na eterna ausência teu olhar gentil em uma fria solidão que parece não ter mais fim!
HORA VAZIA IV
Se o homem se mostra pelas imensidades que fabrica com suas senciências, talvez eu esteja errado e lhe haja realmente luz ao cerne; mas, se eu estiver certo, talvez o homem não seja mais do que tudo que fabrica com suas razões e vesanias. Pensando bem, o beco parece ter se fechado e não nos parece haver em meio à escuridão iluminada, alguma saída!
É PIOR QUE UM FINGIDOR, PESSOA, É UM ENGANADOR!
Por que te preocupas se tens a beleza que inspira os poetas, se eles não são tão sublimes como pensas, para que te tenhas de ser mais - aliás, são bem mais dissimulados que os arlequins e menestréis - ao fundo, querem apenas o misterioso olhar da flor e as pétalas e espinhos escondidas ao caule, para que, assim, possam fabricar seus próprios sonhos e suas próprias vesanias em versos ébrios, sem se importarem como andas com suas lamparinas, às mãos.
HORA VAZIA III
... não dá para viver assim, ainda temos, mesmo que não nos seja possível, de tentar subir os montes, secar os mares e colher algumas estrelas, mesmo que seja apenas para enfeitar a pequena eternidade em que nos ainda estamos despertos.
E A NOITE FOI NOSSA…
Noite cheia, noite de brilhantes e silentes estrejas, noite em que as mariposas se suicidavam se esfregando nos postes excitados de neon e que os anjos se reuniam para suas libidinosas orações e encontros em algum fantástico cando, cheio de cores, de desejos e de encantos; sim, noite escura, mas sem fantasmas, em que as senciências dos demais sapiens adormecem, deixando-nos somente, à quieta sombra, o silêncio e o amor para mutuamente (e em paz) desfrutarmos!
HORA VAZIA II
... entre mitos, anjos, deusas, liliths e belas e sensualíssimas ninfas, ia-me suicidado, com prazeres cada vez mais tolos nas estradas, nas matas e nos leitos vadios cada vez mais longe de mim mesmo; e ela me amando com toda paciência e me mostrando que, um dia, ao estar me passando do suicídio de meus dias, eu perceberia, enfim, olhando-lhe as lágrimas nos olhos o que é um amor de verdade.
HORA VAZIA
... sempre tive o péssimo hábito de imaginar que podia levar tudo no peito, o que pensava ser um mar, um céu , um paraíso onde houvesse uma possível paz pela qual lutar, o que pensava amar e o que pensava odiar, sempre transcendendo tolamente a dimensão do real. E ela ali, do meu lado, dizendo-me que eu me andava longe de mim mesmo, com meus pensamentos vagos, com meus desejos bastardos E com minhas visões embaçadas, Sempre alheio de que nossa sorte já estava lançada!
ANTES DE PARTIR
... serei um caminho, uma luz ou uma cruz, ora cordeiro, ora devorador, ora um anjo sublime, ora um demônio devorador, ora ainda ao chão ora ainda à transfiguração à nuvem; toma e alastra em mim a fronteira do amor até que me vigore a grande noite escura e o silêncio que não mais possa ser agredido.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*