TENTOU FOSFORESCER NO INVERNO E NO DESERTO
... arrumada, bem vestida, esmaltada, maqueada, mais parecia uma gótica com seus vestidos pretos e com mensagens fúnebres escondidas rm luzes vocálicas: e ele, ao ver e conviver com aquilo, nunca conseguiu discerir se se tratava de um demônios desejando, em vão, se transformar em anjo ou se era um anjo que se apaixonou pelo diabo!
SÓ A VERDADE RESTOU
... já faz muitos anos que nos descobrimos as sombras e percebemos que, éramos, enfim, dois demônios que ficávamos escondidos por aí caçando, para comer, a anjos; faz ainda mais tempo em que, sonhar que éramos íntegros anjos e que pudéssemos comungar um amor puro e leal, era-nos uma eficaz dissimulação!
AMANTES PERDIDOS
Depois de tanto tempo entre sóis, chuvas e devaneios, quando é que vamos nos servir do sonho inconspurco e do eterno e incondicional amor que andamos tanto a nos prometer afinal?
SOBERBIA E VAIDADE
É bom que se tomem cuidado aqueles que usam a soberbia fluorescente e desdenham o silencio inocente; porque as vertiginosas palavras - pronunciadas ou escritas -, que são lançadas e cultuadas ao caminho, podem vir a ser como belas rosas ofertadas ou como venenosas flechas lançadas.
NÃO ERA UM AMOR DE VERDADE
Trocam-se fluorescentes palavras sobre paz, lealdade, fé e amor verdadeiro; dividem-se olhares, abraços, sonhos, esperanças e pueris anseios; para acabarem abraçados em fantasias e concupiscências vadias com seus paus, bocetas e ebriedades em segredo.
A CHAGA NEGRA
A chaga negra sempre andava no andar de baixo, mas, quando falava - estranhamente -, parecia fazer uma ligação para algum cúmplice filha da puta, que conseguira se infiltrar no andar de cima, pegando emprestado palavras e trapos de faustas e falsas luzes.
INATINGÍVEL INCONDICIONALIDADE
... não és só tu que talvez me queiras assim: também quero teu amor incondicional, também quero teu carinho pueril, também quero teu corpo extático, também quero tua compreensão quando dela preciso, também quero, à nuvem, a paz de que tanto necessitamos e ponto.
O GRANDE ENGANO
Não era eu aquele que, outrora, dizia te amar; nem era eu aquele que, moucamente, se colocou em teus lumes regozijos a acreditar; não era eu aquele que com as mãos se colocava com os braços a te envolver e com as mãos a te acarinhar; nem era eu que, com o pau hasteado, adentrava-lhe a vulva em fogo às mornas noites de luar: era apenas um de meus mais sedentos e famintos fantasmas que, ao ver-te as dissimuladas sombras, tomou-me o lugar.
TALVEZ, APENAS TALVEZ
"Talvez seja possível ensinar as pessoas a se amarem incondicionalmente, e se respeitarem mutuamente a viverem em paz, enfim", disse-lhe eu para não desanimá-la de sua difícil jornada. "Como você aprendeu, isso?", perguntou-me. "Bem, na verdade, estou entre aqueles que também necessitam aprender e compreender, e pensei que - quem sabe - poderíamos tentar ver o sol nascer de novo juntos.
AS CARTAS QUE NÃO MAIS PODES ME ESCREVER
Aguardarei uma última carta depois da última que me escreveste; e depois mais uma, e outra última com tua caligrafia torta, tal quais as flores que teimam fugir das bordas de seus jarros, sem darem chances de toque aos esquálidos fulcros das mesas vazias. E aguardarei, quem sabe, até alguns últimos beijos em derradeiros atos d'amor, até que a morte se torne inexoravelmente fatal entre o caos e o vazio de nossas frágeis almas.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*