TU MAIS LONGA QUE A PRÓPRIA VIDA!
Tentei te mostrar a liquidez do ser, tentei te mostrar que os vidros das janelas sapiens eram embaçados, tentei te mostrar que não há chuvas, raios ou tempestades sem fogo, tentei te mostrar que o amor que querias, tão puro e leal, era das coisas mais vaidosas que poderíamos almejar. A nada entendeste, ou fingiste não entender. Quando tentei te mostrar que o apagamento nos é o único, definitivo e seguro porto, tu partiste para além do início, do meio e do fim, onde dizia ser o único lugar onde poderíamos passar juntos a infinitude lado a lado!
SONHOS SECOS
Quantas vezes eu bebia a esperança de experimentar teus lábios? quantas vezes fizemos de nossos distantes momentos, em um web can, momentos de amor mágico? Quantas vezes em incontidos e estranhos desejos e fantasias nos queimávamos? Quantas vezes em terríveis chuvas de fogo, nos matávamos para, no dia seguinte, ressurgirmos mais bravos? E de que adiantou tudo isso, todo esse amor, todo desejo, toda angústia e toda dor, se agora não passo de um lamento de saudade por ti eternamente passada?
IMPÉRIOS
Em algum momento, precisamos barrar nosso avanço cego e não mais culparmos outras vozes por nossas andanças em caminhos de pedras, de lamas ou às perigosas bordas dos abismos. Em algum momento, é imperioso nos olharmos, corajosamente, de frente a nossos fiéis espelhos para conhecermos e aceitamos que somos não o que nos dizem, mas o que dissemos; e que andamos não por onde nos apontam, mas por onde queremos: tudo em função tão somente de nossos abnômalos, sencientes, indecifráveis e transitivos egos.
ANGÚSTIA E DOR
... imensa a dor de alguns de meus ___ versos, às vezes, chovo mares ___ e enegreço céus; em outras vezes, pulso despercebido e alguma estrela chora ___ escondida: é imensa a dor de alguns de meus ___ versos, às vezes, brotam de uma alma perdida, que simplesmente também ___ chora!
CULPAS E PECADOS EM UM AMOR LOUCO
Perto de mim exaltas ___ paz e calmaria, perto de ti chovo ___ e não estio; perto de mim te sublimas ___ e te santificas perto de ti te lanço às noites ___ sombrias.
ECOS PASSADOS
Dizias-te pura, vestias-te-te púrpura, e trazias-me luz, contando ___ vantagem; e, de fato, com essas qualidades, um arcanjo ___ te amaria impoluto, mas eu gosto é da sombra ___ do palco; por isso, após estações de primaveras ___ e outonos, sempre nos veio intervalos de silente ___ frio!
TU ME AMAS?
Então vem e acaricia-me a palidez das noites e das noites solares, nas quais espreitam caninamente meus fantasmas; mostra-lhes que outrora erraram de curral, quando observaram, com seus vesgos olhares , vacas, cães e vermes travestidos de seres angelicais; vem e mostra-me um feltro verde, ou azul, ou de qualquer cor - menos o cinza negro - onde eu possa plantar alguma tocheira fulgural; vem e tira-me estas marcas e estas chagas, estendendo-me um caminho diferente, sem sonhos vagos e sem sombras retesadas, vem, então, vem e me sirva tua presença e, se possível, com teu amor sem grandes promessas, mas também sem esquinas e encruzilhadas.
O FIM
Eis-nos aqui, depois que o manto escuro da morte nos cobriu quase que completamente; ainda assim aqui estamos a tentarmos - angustiados e sufocados - a tentarmos desembaraçar esses finos fios à nuvem; e isso deveria responder a todas as suas dúvidas, originadas de inseguranças, ciúmes e possessividades: as passadas, as presentes e até as futuras que surgirem em uma possível morte eterna deste resistente amor de chuvas.
A NÁUSEA
Primeiro o olhar, depois a dissimulação e o engano, seguido de paixão e de um amor dito eterno e leal, e o impulso começa imediatamente a entrar em ação: caverdas meladas e árvores em ereção; depois do êxtase, vem o ostracismo, a sensação de vazio, o ciúme, a posssividade, a desconfiança e um monte de lixo advindo do palco anterior onde se deitaram e se foderam sem estarem preparados: anestesia da razão, vesanias, medo, as aguas se turbam, chegam os vômitos verbais, o efeito-náusea chegou!
ESTAMOS CONDENADOS A NÃO CONTEMPLAR A VERDADE
Pobres sapiens nunca souberam o que é o eterno frio noturno, nem que as coisas nunca são conforme pensam, imageinam ou bordam com suas palavras e retinas, nem que a concepção de passado, de presente e de futuro que têm para nortearem suas vidas nunca passou sequer de uma ilusão, que seus deuses são falsos, pois como todas as demais coisas, não foi feito por outro motivo de lhes servir às vontades e à ânsia de serem eternos; sim, pobres coitados, estão condenados a acreditar em tudo aquilo que pensam reinaugurar, até que chegue, como medo do fim, o momento de voltarem a ser, não humanos, mas tudo aquilo que realmente nunca foram!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*