NÃO CHOREM POR QUEM DESCANSA. CHOREM POR MORTOS VIVENTES!
...não chorem por aquela que agora jaz, porque eu digo que morrer em carne é o maior alívio para o sapiens, e os que ela matou, para desgraça de muitos ainda vivos, ainda estão por aí arrastando destroços, vazios e nadas!
SÁBIAS PERCEPÇÕES ENGANOSAS
... a lua está nua, o vento nos toca nu, o mar à nossa frente esstá nu, as estrelas acima brilham nuas, as árvores e as flores da beira da calçada estão nuas, os cães que andam nas ruas estão nus; diga-me uma coisa, querida, por que é mesmo que não nos amamos sem mascaras, ficando os dois também nus?
E EU AINDA CONTINUO A TE ZELAR
... contra a rigeza fria do inverno sem ela, criei um solitário, angustiante e seco deserto; contra a eterna distância e as moucas e tristes lembranças dela, cavei ocos e buracos no mundo para enterrar o que em mim tivesse aqui ainda ficado do olhar, do prazer, do amor e do orvalho angelical dela. De repente, adoeci e me adormeci no mundo: de quando acordei até hoje não vi mais que multidões e rebanhos de sombras disfarçadas com alguma clara e tediosa luz sapientemente arquitetônica!
AMANTES ALÉM DA PALAVRA
... uma relação sincera entre dois amantes não pode conter somente a devastadora tempestade dos desejos, nem somente o monopólio do carinho, do afeto e do bem querer, como que se pudessem despresar até a mais efêmera brisa do desejo: dois bons amantes devem se aceitar humanos e saborearem juntos tanto as luzes como as sombras, tanto a paz e a calmaria como a selvagera do sexual impulso, tanto os céus, os paraísos e os leitos como o cobate, se preciso for, ao ultimo fronte!
AFAGO DE ALMAS
... eu queria ter te dado mais amor, eu queria ter te dado sorrisos mais duradouros, eu queria ter te compreendido mais, e agora é tarde demais e eu apenas posso lhe pedir perdão, porque eu ueria ter metempestuado menos para que tu sofresses e chorrasses menos!
DIAS CINZENTOS
... quando a gente está doente e tem os dias cinzentos, os anjos e as pomas costumam voar sobre nossos terreiros abanando suas penas ___ e bundas; e eu disse isso a ela, para que não caísse no fatal deslumbramento ___ desses momentos; hoje sou eu que anda endo um amontoado de estrelas, piscando teus faróis ___ a teus próprios contentos, com a única diferença que, desde cedo, habituei-me a andar entres sarnentos e não temo o breve e peregrino ___ apagamento, para correr atrás de uma saia ou de um rabo que se me balance ___ ao vento!
TERRA RASGADA
... novamente vi rios correndo de teus olhos, e foi com tua mão estendida que eu consegui forças para me reerguer quando, à beira da morte, todos me abandonara: os estrangeiros, os de longe me veem e dizem, com toda razão: "... não tem jeito, ele é mesmo um cão!
E ENTÃO TUDO FOI REINAUGURADO!
Se todo espaço-tempo tornou-se fragmentadamente humano; que se dizer das possibilidades causais - ou não -, coletadas via retinas cegas e colecionadas dentro da grande e incompreensível barreira, onde nos centralizamos e, às senciências espúrias, retransmitimos como esplêndidos espetáculos de criação?
O VERDADEIRO CÂNCER DO COSMO
Dizem que o câncer (o mesmo mal que a levou de mim) é um dos piores monstros que se pode nos aparecer na vida; eu também os peguei, dezesse nos pulmões e três severíssimos no cérebro há dois anos atrás e hoje, mais do que nunca, afirmo que nem esse inferno pelo qual passei internado mais de ano é pior do que ter de sobreviver numa sociedade formada de sujos e imundos seres humanos!
AGORA, É TARDE DEMAIS!
Cedo, seus corações conheceram-se, apaixonaram-se e se adoeceram, e buscaram refúgios em outros céus, em outros mares, em outros corpos extáticos, mas sem percebertem que, ausentes um do outro, tornaram-se como bonecos de cera que não mais sabiam respirar, voar ou amar. Ela morreu e foi enterrada na foligem da terra; ele também, morreu, mas não teve a mesma sorte: está ainda a vagar perdido como uma estátua de sombras, com seu coração totalmente endurecido!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*