Flor do Deserto, vês como já há tanto tempo me encontro?
Sabes quanto me custa ser franco quanto a meus sentimentos por alguém que já passou a um leito negro de onde jamais retornará?
Alguns anjos me julgam dizendo que é derespeito amar uma defunta,
outros vão além e dizem que com ela ainda me masturbo,
e há os que não me perdoam por quererem a carne deste corpo, que nada vale perante o sentimento que se assentou em minha alma;
e eu fico aqui pensando: "O que posso fazer por alguém, uma flor tão boa para comigo, de modo que a agrade, sem que minta ou a engane sobre meus sentimentos mais profundos?
Bocas regurgitam lumes tão sublimes que despertariam anjos e deuses
(se estes existissem),
enquanto úmidos ventres guardam orgíacos desejos e anguladas insânias,
em um tudo que se julga possível o "ser", que pensa poder fazer alguma diferença,
jogando incautamente suas faustas e falsas luzes em meio a nadas.
150
O INSTANTE
... há alguém nascendo em alguma tosca ilusão,
há alguém nascendo em algum incêndio de palavras,
há alguém nascendo em alguma concupiscências entre bocas, corpos e mãos.
Neste mesmo momento,
há alguém morrendo em algum útero ressecado,
há alguém morrendo em alguma escola desleixada,
há alguém morrendo em algum leito enfeitado.
Sim, neste mesmo e exato momento em que me lês em tua tela mambembe,
onde costumas atirar brancas palavras voláteis
e beber de imagens, fantasias e libertinagens desvairadas.
122
O DASEIN E A COMPOSIÇÃO
Não é um mundo, são bilhões de mundos e todos são singularmente pluralizados,
e, neste cenário sapiens, amar o deserto é como amar o mar e o ar,
sem que se tenha certeza de que os anjos que navegam nas águas e voam aos céus
nunca são tás tão corajosos e loucos como os cães queandam no chão árido!
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O MOUCO SOM DA BRISA
Brisas. Brisas. E cantos de pássaros soberbos e de anjo azuis
sopram das praias e dos céus vivos,
carregando perfumadas flores, com afiados espinhos encrustrados.
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ANOITECER IMINENTE
Enquanto espero o de me tomar a vida a eterna noite.
perco forças, perco esperanças, perco sonhos, e perco sangue;
tu, já em descanso eterno, exangue e espiritualmente, descansa e me espera para vivermos uma estória jamais contada ou vivida
nester ou em nenhum outro universo!
136
AINDA É NOSSO TEMPO!
Há tempos em que nos sentimos como mortos vivos, como quem já partira há muito e se esquecera de deitar,
há tempos em que nos sentimos solitários como a lua a brilhar em um céu eterno. Infinito e cheio de brilhoas longinguazmente vazios,
há trempo em que nos perdemos entre sonhos, esperanças, desejos, sombriedades e estupidedez humanas,
há também o tempo em que iremos realmente morrer nos deitar ao apagamento em que o absolutamente nada vigora.
Antes porém, que nos chegue este fatídico tarde demais, escolhamos um tempo, um canto e um encanto que nos permita, com sublime amor e ardente queimor,
nos tocas os lábios e apaixonadamente nos entregarmos e nos beijarmos!
164
QUANDO A LUZ SE APAGA
De dentro desde quarto solitário, mofado e fechado,
quantas vezes terei ainda de chorar minhas dores e minhas saudade
por aquela que partiu tão jovem e não volta nunca mais?
145
A NOITE É NOSSA AMIGA
... deve-se aproveitar o luar para flutuar e em escondidelas vias pousar,
porque, do dia ao raiar começam logo cedo nova batalha em meio à luzes sola,
E eu tenho acompanhado toda esta história... E eu tenho me sentido feliz com as ''gotas orvalhadas'' que representam um passo a cada dia. Estamos juntos.
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*