HOJE EU A ENTENDO MELHOR!
Éh, a Flor de inverno que amou, que sonhou, que voou, que caiu, que transou, que aos ares dos mitos festejou e se suicidou, que aos anjos se fez dolorosamente uma pueril criança sedutora; sim, tipo como eu, tipo como muitos, lutando sempre para não ser tão humana num mundo de loucos humanos. Ela venceu. Nós, por hora ficamos. Sim, indo à morte, porque garanto que só na morte a puerícia espiritual é possível, ela venceu. Nós, por hora, ainda ficamos: e infelizmente ainda humanamente demasiado humanos!
AH, O (A)MAR!
Amar não é como dizem essa beleza toda, essa sublimidade toda, essa espiritualidade toda, esses sonhos e esses desejos todos; amar, diria eu, é como andar cego em uma casa vazia, a imaginar as cores de suas paredes, a aparência de suas coisas, como está limpo seu interior, mas sempre com o risco de tropeçar em alguma pedra que, pelo caminho, não vê!
NÃO HÁ VOVÓ NA ESTÓRIA!
... certamente, um sonho de consumo para adolescentes e menestréis ___ de merda; desvirginada ainda se parece virgem, desconversa quando o papo ___ é ousado e atrevido; sim, uma mulher ainda menina, com fogo nos olhos, bem produzida ___ como bonecas barbie, a correr, com seus desejos secretos, das escuridões ___ do cão!
ESTA AINDA NÃO É UMA VIAGEM NEÓFITA
OS ANJOS NÃO SABEM DE NADA!
ESTÁ FICANDO TÃO TARDE!
Hoje eu não queria que o pôr do sol chegasse, como se fosse, dos dias meus, os derradeiros; eu já não conheço mais o vigor dos lobos, o amor das beldades de maqueagens e peitos rijos e bocetas deliciosas, em suas altar torres de babéis; na verdade, tenho me sentido apenas o eco mouco de um passado, cheio de confetes e guloseimas, ressoado à sombra fria da cruz que nesta terra me segue!
UM ANJO EM MINHAS SOMBRAS
Estranho sonho: uma obscena forma, sem rosto, invadiu minha noite a me amar entre barro e cinzas; com afiadas unhas vermelhas alisava-me as carnes - ou as rasgava, já não me lembro bem -, um doce precipício sugava-me com volúpia o eretíssimo pau, de modo que me fosse impossível alguma libertação qualquer - e nem a queria, tal a febre e o delírio do momento -; de repente, vi quatro asas: duas brancas, duas negras, a digladiarem e a se amalgamarem, fluidamente, em meu ser; ao fim, em estranho veludo, nasceu uma criança a resplandecer luz, a seu lado, em lama bruta, estava seu irmão gêmeo negro ambos também um só ser, filhos do amor entre o sublime anjo e eu.
PASSOU-SE O TEMPO DE BRINCAR
... agora vou te brindar sob uma noite ___ estrelada, vou te namorar, vou te beijar, vou te amar, ___ vou de ti cuidar; e contra os cânceres e contra as pseudoluzes do mundo e, sobretudo, contra mim mesmo, que sou um humano ___ absurdo, eu vou lutar a fim de tentar evitar, ao máximo, que ao caminho nos haja pedras ___ de tropeço que nos levem às quedas, aos destroços, aos vazios ___ e aos nadas!
A TRAIDORA
... amores ilusórios, amores impossíveis, amores já em leitos do próximo, amores perdidos no tempo, amores levados pelos quentes ventos, amores que se deitaram para foderem com outros pulguentos (a traição cheira a podridão e a cal), que se torna tão líquido, de repente, deixando ao outrora eleito amado, agora corno, com os sonhos desfeitos, com as lágrimas no rosto e com a dor e o lamento do chifre lhe plantado na cabeça!
Quero, sim....
Olá poeta Thor Menkent, boa noite! im te visitar neste site tão agradável. Linda tua poesia, amei! ¨¨¨¨¨¨Beijo da Flor*