rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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Poemas

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🔴 Não seja leviano, candidato!




Ninguém senta no sofá esperando ouvir as propostas dos candidatos. Debate programático é um desastre: chuva de picanha, zerar o SPC... Sabendo que os políticos apenas repetem o que os marqueteiros ensaiam, o público espera duelos verbais. Desde que não haja ofensa familiar, alguém gaguejando ou sem resposta define um debate.




Paulo Maluf, Leonel Brizola, Jânio Quadros, Franco Montoro, Orestes Quércia etc. Embates históricos, nos quais prevalecia a inteligência, mesmo com a intenção de destruir o adversário. Apesar de ficar óbvio que a rivalidade já era apenas diante das câmeras, portanto falsa, o diferencial era a cultura e a inteligência. O objetivo, aparente, dos debates é escolhermos gestores eficientes, aí a tarefa é subjetiva e difícil. Na verdade, todos querem um bom entretenimento no final do dia. Uma rinha entre humanos.




Os confrontos verbais são onde fica mais patético e claro o “teatro das tesouras”. Patético, quando vemos os candidatos fingindo e quase rindo quando “obrigados” a encenar um antagonismo. Claro, quando, contrariando o “teatro”, se unem para atacar um concorrente. 




O neologismo “tucanopetismo” define bem essa união fingindo lados opostos. Lula e Alckmin juntos ilustram completamente esta realidade. Nessa ilusão, o Brasil seguia as máximas: “Brasil, o país do futebol”, “Deus é brasileiro” e “Brasil, o país do futuro”, frases que funcionam como uma cenoura inalcançável na frente do burro.




Os debates de hoje são enfadonhos porque são demorados. São enfadonhos e demorados porque abrem espaço para um monte de franco atiradores que, não tendo nenhuma chance, unem-se para atacar o adversário do “establishment”. Além de tudo, há um vazio cultural e faltam bons oradores para prender a atenção. Resultado: como um péssimo jogo de futebol, um debate político merece, no máximo, os “melhores momentos”.




No momento das perguntas de jornalistas, que é quando se espera a manifestação de vida inteligente, assistimos atuações promíscuas de vaidade e militância. Quando os jornalistas, somando com a inépcia, tentam ser mais relevantes que os candidatos. Perde o debate e perde o Jornalismo. A prova mais contundente disso é a grandiloquência com que a ‘Band’ joga confete em si mesma por sempre abrir a temporada de debates. 









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🔴 Arco do Futuro




O Arco do Futuro, o Fura-fila (sinônimo de estelionato eleitoral) de Fernando Haddad, elegeu o petista, prefeito de São Paulo em 2012. O Arco do Futuro, promessa de campanha, não existe.




Haddad tenta, novamente, aplicar o golpe. Já tentou, sem sucesso, eleger-se prefeito (reeleição), presidente e, agora, governador. O postulante a quaisquer cargos públicos é um poste a ser evitado pelos paulistas.




O “eixo de desenvolvimento” que ía “atrair empresas, estimular construções e melhorar o sistema viário” era o prometido, embora ainda inexistente, Arco do Futuro. O marqueteiro do Partido dos Trabalhadores (PT) inventou Fernando Haddad, como um tocador de obras visionário, atrás de uma maquete de uma São Paulo futurista, exercendo o papel de um candidato explicando como isso seria plausível nas suas mãos com o tal Arco.




Foi de encher os olhos. O computador, competente, levantou prédios, plantou árvores e pavimentou ruas, tudo isso na, até então, infértil Marginal Tietê. Se o Haddad fizesse tudo o que vi na televisão, poderia descansar no sétimo dia. Mas não foi assim. Na propaganda televisiva, inocentemente, eu vislumbrei um futuro. Durante a campanha, ele prometeu que ainda ouviríamos falar muito do Arco do Futuro. Nem isso ele cumpriu. 




Fernando Haddad tocava violão! Pior que eu. Mas ele sabia construir o Arco do Futuro, eu não. Lula, assim como Paulo Maluf com Celso Pitta (“pai” do Fura-fila), ungiu Haddad. Isto gerou uma desconfiança inicial, porém acreditaram e elegeram o “poste”. Colocaram-no na prefeitura, entretanto ele não assentou nenhuma pedra da obra.




Por que é professor, ganhou o Ministério da Educação. A partir daí, sua incompetência foi nacionalizada. Apesar da roupagem social democrata do candidato, o paulista não vai cair nessa armadilha petista. Aliás, o interior do estado vem evitando um governo sindicalista. 




O sujeito surge com o beneplácito do Lula, inclusive pedindo a bênção e as diretrizes ao chefe, mesmo que as ordens venham detrás das grades. Realmente, a escolha errada pode trazer prejuízos irreparáveis. 




Agora, Fernando Haddad, de olho no Governo do Estado de São Paulo, saca do bolso do paletó puído uma promessa populista: o salário mínimo paulista (R$ 1580). Será um Fura-fila ou um Arco do Futuro?




Como um vendedor de tônico capilar que não funciona, sabemos que, depois de descoberto o golpe, a fuga é certa.
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🔴 Um tapinha não dói




Lula parece ter um ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para chamar de seu. Tapinhas na cara, é com essa intimidade que Lula cumprimenta quem só aceita ser chamado de Vossa Excelência. Somente meu cachorro aceitaria tão bovinamente ser tratado assim sem revidar. O cão, mesmo com o gesto humilhante, ainda aplicaria algumas lambidas no meu rosto; o magistrado não se rebaixou nesse nível, mas entendeu o gesto como uma demonstração de poder e tranquilizou Lula: “Tá tudo em casa, tá tudo em casa...”.




Com decisões prejudiciais ao principal adversário do petista, o ministro Benedito Gonçalves aceitou a ostentação de intimidade, demonstrando, assim, o grau de subserviência. Manda quem pode, obedece quem tem juízo.




O TSE, com a decisão do ministro de estimação do Lula, proibiu Jair Bolsonaro de usar as imagens do Sete de Setembro. O presidente também não pode utilizar imagens suas no discurso da ONU (Organização das Nações Unidas), entre brasileiros em Londres, entre populares em Nova York... Para evitar a propagação dos flagras de popularidade e apoio explícito, que contradizem “pesquisas” encomendadas, seria mais eficaz proibir a veiculação de imagens do próprio Bolsonaro. Os tapinhas íntimos revelam que valeu o esforço de Benedito Gonçalves. Este faz um bom serviço, agradando aquele. Está tudo bem encaminhado.




O Tribunal agiu mediante provocação da oposição do candidato à reeleição. Essas ações são uma clara movimentação para sabotar a candidatura de um forte concorrente. O que ajuda para a aceitação das decisões e confirmação, é que se a oposição se apressa para esconder essas imagens, significa que são excelentes. E agora já é tarde, pois as imagens são de conhecimento público. É o “Streisand effect” (quando a proibição gera a curiosidade, causando o efeito contrário).




O STF (Superior Tribunal Federal) tem um famoso advogado que frequenta a Corte de bermuda; agora, o TSE cultiva seu candidato próprio. A volta da democracia está encaminhada, de qualquer jeito.




O ministro teve que tolerar apenas alguns tapinhas mafiosos, entretanto, esse gesto representa um tapa na cara da sociedade. Todos são iguais perante a lei; uns são mais iguais que outros.




Mas será o Benedito!
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🔴 Jornalistas em fúria




Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, assumiu a inveja ao reclamar da alta audiência da Jovem Pan News. A jornalista colabora com o recrudescimento da polarização quando divide e entende o Jornalismo como competição.




Os algoritmos do YouTube sugerem os vídeos com maior audiência, por isso, a programação da Pan aparece entre as mais recomendadas. O programa “Os Pingos nos Is” ganhou o maior destaque simplesmente porque diz a verdade. A jornalista da Folha, Mônica Bergamo, sempre querendo controlar o mundo, reclamou da competência da concorrência, expondo tudo o que tem para disseminar.




Jornalismo só concorre em competência, estranho é a moça tentando puxar o tapete da emissora paulistana. Contrariando o discurso antipolarização, a imprensa tem candidato e se incomoda com quem não segue a sua cartilha. A Jovem Pan, apesar de também ser imprensa, dá voz ao cidadão comum, representando-o; promove o real debate de ideias e diz a verdade.




William Bonner (“Você não deve nada à Justiça”), Renata Vasconcellos (“Fique em casa, se puder”) e Mônica Bergamo (implorando por regulação do YouTube) formam a tríade do desespero. A imprensa já tem candidato próprio, entretanto, estes jornalistas não se encorajaram a admitir e assumir o posicionamento, jogando no lixo o resto de credibilidade que poderia existir. Respectivamente, Lula não é inocente, apesar de William Bonner afirmar; Renata Vasconcellos ordenou o famigerado “Fique em casa”, entretanto, não ponderou “se puder” e Mônica Bergamo precisa entender como funcionam os algoritmos, para depois arriscar a reputação no Twitter.




Contrariando o DataPovo (preferência baseada no que os olhos veem), as “pesquisas” indicam Lula vencedor da “saidinha eleitoral”. Jornalistas militantes não ruborizam ao anunciar o apoio de, acreditem, banqueiros, empresários, e, inclusive, a tão odiada classe média.




Resta saber se a “forcinha” é autodefesa empregatícia, doutrinação escolar ou falta de caráter. Convicção política está na cara que não é.
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🔴 Vergonha alheia




Os “Artistas” fizeram papel de bobos mais uma vez. Quando falo de “Artistas”, não me refiro à classe artística, mas a um clubinho desesperado pela volta dos “pixulecos” estatais. “Pixuleco” é aquele dinheirinho que surge independentemente da bilheteria. Ou seja, mesmo que o resultado seja ruim, e não atraia público, o faturamento é garantido. Não me parece que seja justo.




Pois agora essa turminha resolveu sair da toca e, ignorando as pesquisas que apontam Lula (ladrão) vencendo as eleições quase no primeiro turno, implorar pro povão “virar o voto”. Mas... se as pesquisas mostram que o Lula (chefe da quadrilha) praticamente líquida a fatura, virar o voto pra quê?




Erraram novamente na estética. A peça publicitária comunica com os “convertidos” de jurisdições como o Leblon (RJ) e Vila Madalena (SP). Talvez pra essa “tchurma” a encenação pareça “descolada”; para as pessoas reais, aquelas que não podem ficar em casa” (que vendem o almoço pra comprar a janta), tudo isso apenas causa uma vergonha alheia. Essa mesma patota despreza as “pessoas normais” que já foram chamadas pejorativamente simplesmente porque supostamente votarão em Bolsonaro. Escroto é apenas um dos “simpáticos” nomes.




Esteticamente, a, digamos, propaganda, como um tiro que saiu pela culatra (lembram-se do “Ele não”?), abasteceu a internet de memes. É patente o constrangimento de alguns. Estes, para não ser “cancelados” ou “simonalizados” pela classe artística, foram “obrigados” a estrelar o filme de gosto duvidoso e resultado incerto.




O formato é sempre igual: preto e branco e cara de mau, quando a intenção é causar medo; neste caso, música, sorrisos, colorido e clima de festa, tentando sinalizar que com Lula (“et caterva”) o futuro será alvissareiro. Sei... 




Se tudo der errado, muitos desses fugirão para a França, Itália, Alemanha...; o povão, se tiver um dinheirinho poupado, encontrará um imóvel na periferia de alguma cidade brasileira ou refugiar-se-á na Argentina, Venezuela, Colômbia...




A instituição do “rouba, mas faz”, devia-mos saber, é relativa. Dependendo de quem é o ladrão (Lula) é tolerado. Imposto, nada pode ser aceito; a ausência de caráter merece um punhado de memes.
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🔴 Campos Elíseos?







O ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, é o candidato do Bolsonaro ao Governo de São Paulo. Ser bolsonarista  não é credencial para ninguém. A legião bolsonarista não pensa assim. A turma fiel votará em quem o presidente indicar. Entretanto, mesmo assim, a probabilidade de erro é pequena.




Assisti a um debate e algumas sabatinas e notei que a inteligência e a sinceridade são os   melhores preparos que alguém pode possuir para um debate. Isso evita cair em “pegadinhas”, perguntas “espinhosas” e, pior, ficar sem resposta. Uma sabatina chamou mais minha atenção pela “agressividade”: Estadão/FAAP, mediado por Eliane Cantanhêde.




O candidato do Partido Republicanos possui ambas as qualidades, sendo que a sua inteligência emocional evita que altere o tom de voz: algo muito útil para enfrentar jornalistas que tentam atingir o presidente através dele.




Eliane Cantanhêde evidenciou porque o Jornalismo precisa se reinventar. Quando a mediadora da sabatina (Estadão) achava que havia encurralado o candidato, tomava uma resposta (educada) “no contra-pé. Um outro jornalista esteve entre os entrevistadores, entretanto ficou claro que o único intuito do sujeito era “destruir” o Tarcísio. Quando este distribuiu  “invertidas” (respostas inteligentes e constrangedoras) em sequência, espalhou o medo de tentar desqualificar o candidato que pretende transferir o Palácio do Governo para o bairro central de Campos Elíseos.




O concorrente, Fernando Haddad, sabe que é uma alma peessedebista no corpo de um petista. O Haddad está num partido e compartilha ideias que não são a “cara dele”. O resultado: o petista herda enorme rejeição do partido vermelho. Essa rejeição é maior no interior, o que sempre protegeu o estado paulista da sanha da quadrilha esquerdista.




O Rodrigo Garcia ainda é um desconhecido. Trazê-lo à luz pode ser pior quando associado a João Doria, o eterno BolsoDoria. 




Os outros postulantes são tão relevantes quanto assistir a uma partida da fase de grupos da Copa do Mundo, às 11 horas da manhã. 




Virou piada a tentativa de jornalistas “derrubarem” o candidato dos Patriotas; no entanto, este, em alusão a sua especialidade, vem “asfaltando” concorrentes e a imprensa militante.
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🔴 A voz rouca das ruas




As manifestações pacíficas não significam a aceitação de atos arbitrários. O que o  STF (Supremo Tribunal Federal) vem fazendo já passou há muito tempo do aceitável. Há muito tempo, perdeu o efeito (de “agora chega”) dizer que “esticaram a corda” ou “arrebentaram a corda”. 




A dita elite deixou patente o que sempre foi latente, nossos governantes eram escolhidos por eles. O “voto de cabresto” era uma manipulação muito regional, coisa miúda. O direcionamento de votos é mais eficaz com pesquisas tendenciosas, telejornalismo tendencioso, jornais e revistas tendenciosos e STF e TSE muito tendenciosos.




Eu até confiava nos resultados das urnas e sentia um inocente orgulho, perante o mundo, da agilidade na apuração. A desconfiança surgiu com a resistência dos ministros não querendo adotar medidas de transparência. Depois da contraofensiva do STF, lembrei-me da “sala secreta ” de onde surgiu, por exemplo, o ex-advogado do PT (Partido dos Trabalhadores), Dias Toffoli, anunciando Dilma Rousseff vencedora. Suspeito?




Alguém realmente acredita que o Lula vai assumir a Presidência? Lula executou um aparelhamento no Judiciário que vem surtindo efeito. Ministros fiéis vêm tomando decisões que favorecem Lula e prejudicam seu principal adversário. O candidato petista vem fazendo campanha sem povo, mas contando com forte apoio da imprensa militante e da elite que ele sempre criticou. Contrariando as pesquisas, o ex-presidente não atrai engajamento;  Bolsonaro, ao contrário, reúne um público “beatlemaníaco”, jamais visto, de maneira   expontânea. O popular chamado “DataPovo” (pesquisa baseada no que os olhos veem) revela o direcionamento artificial do que foi apelidado de “intenções de voto”. A única coisa que se depreende dessas pesquisas esquisitas é que realmente há uma intenção.




Foi tolerado todo o casuísmo que soltou, “descondenou”, tornou elegível e calou os adversários do petista histórico, entretanto, acredito que o brasileiro não aceitará o ex-presidiário como presidente.
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🔵 A cidade oculta




Quando se resolve voltar para casa de uma fria, tudo parece normal; se o trajeto for de madrugada, em São Paulo (Jardins até Guarulhos), quatro horas de caminhada, muitas cenas heterodoxas serão presenciadas. Aqueles que se esconderam durante o dia, encontram um ambiente favorável para exercerem suas bizarrices a céu aberto, longe de olhares horrorizados. É a fauna urbana.




Pois bem, resolvi ir embora do ‘Armagedom’ (balada) de madrugada, porque percebi que aquela noite não iria render. O problema é que, àquela hora, não havia ônibus circulando. Embora distante, resolvi ir caminhando e ver diferentes aspectos da noite paulistana. 




Cruzar a rua Augusta, quase toda, foi uma experiência antropológica. É sempre surpreendente como essa rua se transforma à noite. Chamarizes luminosos anunciam grandes e permissivas oportunidades de espantar a solidão urbana.




Passei por alguns logradouros mais curtos e menos icônicos, contudo mais surpreendentes que a famosa rua onde o proibido se torna permitido ao pôr do sol e ao acender das luzes artificiais. Nas “quebradas”, onde é mais fácil a dissolução do caráter é onde convém prestar mais atenção.




Algumas avenidas e becos mais degradados abrigam o que é mal visto, inclusive na noite e em esquinas mal iluminadas. Em meio a enormes muros de fábricas, lixos, ratos e baratas, o que é considerado a escória da sociedade briga pelos melhores pontos para caçar os hipócritas que saem para satisfazer suas vontades mais inconfessáveis.




Relativamente perto de casa, entretanto prestes a lutar com uma subida íngreme, dei informação a um sujeito que estava perdido. Resolvi pegar uma carona, com a finalidade de vencer a montanha transformada em avenida. Péssima ideia, pois o sujeito estava em pleno voo noturno. Não compactuando das ideias liberais do “pavão misterioso”, saltei do carro proibido e continuei a pé a extenuante subida. O fulano do automóvel, mais do que nas ruas e avenidas, estava perdido na vida.




Com ossos deslocados e com dores pelo corpo de tanto caminhar inacreditáveis quatro horas, eu vi cenas que só pude vê-las reunidas em documentários e reportagens. A madrugada de São Paulo revela o que nem a luz do Sol consegue.
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🔴 Os velhacos amigos




Lula e Alckmin são os mais novos melhores amigos de infância. Essa bela relação nasceu depois de mútuas ofensas e acusações de corrupção. Ou estavam mentindo, ou realmente se uniram, vá lá, pela democracia 




Ficou famosa a frase do Alckmin: “Lula quer voltar à cena do crime”. Tem razão, só que agora revelando a estratégia das tesouras, unirá forças para dificultar o trabalho da polícia.




A estratégia das tesouras consiste na constatação de que o PT (Partido dos Trabalhadores) e PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) sempre agiram em simbiose. Ou seja, travavam batalhas os velhacos amigos, mas alternavam-se no Poder. Eficaz nesse “teatro”, o PSDB conseguiu disfarçar-se de direita, capturando uma fatia (talvez a maioria) dos não representados por esta ideologia. Resumindo: o PSDB representou a direita permitida.




Agora que a máscara teve que ser arrancada, Lula e Alckmin surgiram mais fracos, como se soubessem os pontos fracos um do outro (talvez saibam) e transparecessem a vergonha da indefensável união. O “Picolé de Chuchu” não agrega nada, muito pelo contrário, como se um fosse a “kryptonita” do outro, ambos se anulam. Esta chapa não agrega e tem cheiro de naufrágio.




Hoje, Geraldo Alckmin é obrigado a desmentir (desfazer uma mentira) as acusações de quando eram inimigos. Inimigos não, apenas adversários. Como a internet não esquece, todas as acusações foram eternizadas.




O ex-governador de São Paulo se esforça muito para seguir a cartilha marxista/sindicalista do PT. Ele já emulou um Getúlio Vargas atemporal e nada convincente; cantou a “Internacional Socialista”; gritou no palanque um “Lula, Lula” com entusiasmo exagerado e tentou proibir a veiculação das verdades que havia dito sobre Lula. Para Alckmin, os fins justificam os meios.




A junção de forças obedece a interesses comuns (inconfessáveis). Interesses que envolvem muitas pessoas e instituições. É sempre importante lembrar: Lula pode, por obra do destino, deixar a cadeira do Palácio do Planalto para o vice-presidente. O efeito Covas pode colocá-lo (Alckmin) mais uma vez no atalho do poder.
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🔴 O Jornalismo que diz que na bandeira está escrito: Independência ou morte




A jornalista da CNN pensou que era um novo Augusto Nunes e resolveu comentar a megamanifestação do Bicentenário da Independência, só que se esqueceu de não passar vergonha e errou ao dizer o que está escrito na bandeira brasileira. Criticando Bolsonaro e nos “ensinando”, com toda a empáfia que os jornalistas doutrinados transparecem, ela disse: “Como nós sabemos, na bandeira está escrito Independência ou morte.




A comentarista, demonstrando toda a sua militância, portanto zero imparcialidade, constatou que o presidente quis comparar as “primeiras-damas”. Para a esforçada correligionária mal disfarçada de jornalista a Janja já foi promovida a primeira-dama.




Apesar de não haver reação no estúdio da emissora, a internet não perdoou e a opinião da CNN viralizou. Esse foi o resultado da pressa em criticar uma espantosa reunião pacífica, não fascista, de pessoas. 




Afirmando que fazem um Jornalismo de credibilidade, já disseram que o Chile e o Equador não estão na América do Sul.




É esse o nível da safra de jornalistas que “informam” imperativamente que tipo de remédio tem eficácia ou não. Mais que isso, quais remédios temos que ingerir e quais medidas sanitárias devemos adotar. Dá pra confiar? Muitas vezes, esses jornalistas, de maneira enviesada, consultam “especialistas” escolhidos a dedo. Esses que afirmam peremptoriamente que dois mais dois são cinco.




Para reaver os tempos áureos, quando o dinheiro público vascularizava a imprensa, o Jornalismo escala sua cavalaria para “bater” em tudo o que se aproximar do Bolsonaro. No dia 7 de Setembro, devido ao sucesso das manifestações, a imprensa parecia que não encontraria escapatória e seria obrigada a reportar a óbvia realidade. Engano, deram um “duplo twist carpado” e cavaram chutes, socos e escorregões do chefe do Executivo. Puseram uma lupa implacável na fala de mau gosto “imbroxável” e abusaram dos verbos para classificar como sequestro do Dia da Independência. Acontece que houve o resgate do patriotismo, de tratar os fatos e personagens da Nação como grandes acontecimentos e heróis, não como acidentes, galhofa e seres atrapalhados e glutões. A bandeira vinha sendo incinerada, rasgada e pisoteada. A velha imprensa, maldosamente, trocou os verbos: resgatado por sequestrado.




Jornalistas têm um certo desprezo e total subestimação da inteligência do “cidadão comum”. Entretanto, o que antes era resolvido com um “desculpem a nossa falha” fica eternizado com um “print screen” (cópia de tela).
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