rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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Poemas

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🔴 Vestidos para matar de rir




Até que nível pode chegar a “obrigação” de pagar pedágio ideológico? No meio artístico é um suicídio profissional dizer algo que pareça “de direita”. Dependendo da “sorte”, as escolas, as universidades, as redações e outros territórios podem ser inóspitos para quem não rezar a cartilha “esquerdista”. Palavras-chave indicam a orientação política e se o incauto é um aliado ou uma potencial vítima. Se for detectado um direitista infiltrado, este será rotulado de coisas como: fascista, nazista, negacionista, terraplanista etc. Os xingamentos são tão profundos quanto chamar alguém de bobo, feio ou cara-de-melão. 




Esse ambiente é responsável pela ocorrência de trotes universitários constrangedores e violentos. Entra-se nessa onda para fazer parte da turma e não ser afastado para um tipo de ostracismo. Com as possibilidades que a modernidade dispõe, o cancelamento é o instrumento mais rápido e eficaz de sufocar o que é vital para ter uma vida social: as redes sociais.




Recentemente, muitas pessoas foram “obrigadas” a fingir uma adesão à causa Palestina. Mas a possibilidade do ser humano se voluntariar a todo tipo de ato vergonhoso não tem limite, então, vestuário, música e uma dancinha árabe foram integrados ao pacote. Homens e mulheres ocidentais, sem sequer saber o significado, ostentaram um tipo de véu islâmico, como Yasser Aratat e mulheres reprimidas do Oriente Médio, respectivamente. 




Logicamente, esses “árabes” ocidentais de última hora não devem localizar ao menos a Faixa de Gaza no mapa-múndi, muito menos o que é o Hamas. E se o Hamas cruzar com alguns desses brasileiros “islâmicos”, não fica um, meu irmão. Com um Oceano Atlântico, um continente africano e um Mar Vermelho de distância, todos esses guerrilheiros de ‘Counter-Strike’ sentem-se homens-bomba; entretanto, perto de um árabe com uma faca de pão, viram o ‘Pato Donald’ de camiseta do Hamas.




Uma outra novidade é o antissemitismo como ferramenta de pedágio ideológico. O ódio a judeus foi incutido nos estudantes, justamente por serem muito jovens e suscetíveis a fazer qualquer coisa para não desagradar os veteranos, integrar uma turminha e saciar a necessidade de aceitação.




Entretanto, todo esse dodói cognitivo e o entulho ideológico tendem a sarar com o fim da mesada, a maturidade e alguns boletos. Fica a vergonha de ter vestido o véu islâmico, ter apoiado um grupo terrorista e ter, de mãozinhas dadas, feito uma dancinha árabe.






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🔴 O Homem-Falência

Após um anúncio propositadamente esganiçado, gritado com irônica pompa e circunstância, um senhor adentra o estúdio. Com uma óbvia aparência de desempregado, o “Homem-Falência” não se preocupa mais com a barba (por fazer), o semblante (triste) e o paletó (amarrotado). Com seu andar lento, típico do desânimo trabalhista, ele abre uma maleta executiva, exibindo o nome da empresa falimentar. Ele é o novo personagem do programa Pânico.




Queda do índice da Bolsa de Valores, corrupção, queda da arrecadação, prejuízos em estatais e escândalos em qualquer um dos três poderes não alteram o movimento das ruas. Ou seja, enquanto parece que o governo federal vai cair, as pessoas, alienadas dos acontecimentos e “sem tempo” para ideologia, seguem suas vidas. Portanto, números e notícias ruins não mobilizam a massa. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), muito ligeiro, maquia os números governamentais.




Entretanto, quando a crise chega no supermercado, na feira-livre, no armário e geladeira vazios, a percepção muda. Esse termômetro da temperatura social é visível na quantidade de portas de lojas definitivamente fechadas. É isso que está começando a acontecer como epidemia. É a “bigorna da realidade” caindo no governo do PT (Partido dos Trabalhadores).




Lula não tem lastro para sustentar a falácia do bom administrador, o Orçamento está quase todo empenhado em apoios, e a equipe ministerial ainda está deslumbrada como quem ganhou na ‘Mega-Sena. Sem saber o que fazer, Fernando Haddad, ministro da Economia, aumenta as taxas.




Mas o destaque é este personagem criado pelo programa ‘Pânico’ da ‘Jovem Pan’: o Homem-Falência. Com humor, ele representa a desolação daquele que é vítima da onda de empresas fechadas.




A saída de emergência do desespero é o humor. Com gracejos “old school” (antigos) e piadas de “tiozão”, o ‘Pânico’ mostra a nossa surreal política e dá um “chute” no politicamente correto, sem derrapar no bom senso.
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🔴 Entre meias e gravatas




O filho mais novo do Lula foi acusado de agredir a esposa. O silêncio foi, com perdão do oxímoro, ensurdecedor. Entretanto, o presidente não poderia deixar passar em branco, portanto, tomou uma atitude. Imbuído de poder presidencial e, talvez, pensando na vantagem de ser o “grande líder”, vestiu meias com estampa da pintora mexicana Frida Kahlo. Pronto. Com este simples gesto, o nosso mandatário “resolveu” o problema da violência às mulheres, acenou às feministas e, secretamente, avisou ao filho que o “pé-de-meia” está garantido.




Alguns dias atrás, morreu Joca, o cão. O animal morreu durante transporte aéreo, Lula entrou em ação: vestiu uma gravata em homenagem ao cachorro. Pronto. A primeira-dama, Janja, que sugeriu a gravata, “pegou rabeira” e também explorou a morte canina. Sabendo que o bichinho despertou uma comoção pública, ela convocou um constrangido ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Infelizmente, o óbito do “golden retriever” foi usado para atenuar a queda de popularidade e inoperância do casal. 




Temos um presidente que decide providências assim que abre o guarda-roupa. Sim, sei que medidas cosméticas são obras de marqueteiro. No entanto, a maldade não pode ser suficiente, são necessárias maldade e inteligência para fazer com que algo que apenas preserva sua imagem, pareça beneficiar a todos.




Seria baixo o gasto com publicidade, se ficasse apenas no vestuário, mas têm também as mídias (televisão, rádio, jornal, revista, internet etc). Porém a propaganda de baixo orçamento exige um indisfarçável movimento de exibição, para um efeito eficaz — Lula levantou a barra da calça para ostentar a meia da Frida Kahlo.




A gravata com desenho de cachorrinho e a meia da artista feminista fizeram efeito. Para quem não quer ou não pode fazer nada (Lula), esses acenos atingem em cheio algumas mídias de comunicação que espalham a propaganda oficial, aqueles que sempre foram vítimas do estelionato lulista e os distraídos.
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🔵 Machucado: o soco que nunca existiu




O sinal iniciava a correria. Numa escola, a prioridade era, logicamente, a aula, mas no recreio valorizávamos cada segundo. Bola, copinho de plástico, papel amassado ou pedra eram chutados, quando as pernas eram poupadas.




Pois bem, o alarme começou a esvaziar o pátio, os corredores e a quadra. Tendo sobrado apenas eu, a sensação de solidão e medo foi estranha. No primário, eu ainda tinha medo de chegar na sala de aula e pedir licença para entrar. A porta ficava na frente da sala, isso deixava as coisas muito mais complicadas. Para não deixar a timidez tornar a situação incontrolável, eu não poderia ser o centro das atenções. Pois era exatamente isso o que estava prestes a acontecer.




Eu teria que chegar na sala de aula antes da professora. Esta corrida, que a docente participava sem sequer imaginar, começou. O vazio e o silêncio me apressaram, a ausência de adversários visíveis fazia com que a disparada cega fosse mais angustiante. O maior obstáculo era o morro que separava a quadra poliesportiva do corredor do primário.




A pressa e a pressão desencadearam uma disparada desajeitada. Previamente concentrado no obstáculo mais difícil, composto por barro e mato íngremes (o morro), não me preocupei com os degraus de cimento da arquibancada. Foi aí que eu errei a passada. A velocidade e o giro no eixo imaginário do corpo fizeram com que eu caísse com o rosto no degrau de concreto.




Foi pior do que eu imaginava. Pior, foi dramático como numa novela mexicana: abri a porta e, chorando, encarei uma plateia atenta e assustada com o meu pranto, bem como, minha cara estragada. Como se eu fosse um palestrante, todos me olhavam atentamente, inclusive a professora. Para quem temia enfrentar a timidez, não poderia haver prova de fogo mais apoteótica. Mas a dor superou a vergonha.




Uma aluninha voluntária ajudou a recolher o meu material e uma inspetora me acompanhou até a minha casa. A pressa, que sempre foi inimiga da perfeição, quis expôr a timidez, então fui humilhado e obrigado a cumprir, pela minha rua, um desfile com o rosto destruído.




Fui entregue em casa. Fui devolvido em condições precárias. Avariado, portanto, num estado inferior ao que fui despachado para o colégio. 




Reparação histórica: Não falei! Foi uma queda, não um soco.
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🔴 Aos que eram felizes e não sabiam

Durante a terceira semana de abril, presenciamos algumas pessoas confessando, ao vivo: Éramos felizes e não sabíamos. Alexandre de Moraes, Natuza Nery e Gerson Camarotti participaram dessa catarse em praça pública.




Sim, ficou claro que essa frase foi dita para convencer que as mídias sociais trouxeram infelicidade. Até entendo que os donos de empresas de comunicação eram mais felizes quando detinham o oligopólio da informação. Eleger políticos e manipular o telespectador, o leitor e o ouvinte viciou. Pois, com a democratização da notícia, o telejornal da noite só apresenta notícias velhas e as tentativas de distorção, bem como, mentiras são desmentidas. É bom lembrar, talvez mais importante: a diminuição da audiência e da receita com anúncios.




Qualquer tecnologia chega como um rolo compressor, e toda resistência só vence em ambientes ditatoriais. É legal lembrar da fita cassete, mas a música digital é muito mais prática e acessível; é bom recordar de quando íamos à locadora de filmes, mas o “streaming” é muito mais fácil.




É patético assistir aos jornalistas (funcionários) se humilhando e perdendo credibilidade, tentando frear avanços para favorecer seu patrão. Quem, querendo proibir os avanços da tecnologia, lembra que “era feliz e não sabia”, é infeliz e sabe disto, e, mais triste, deseja que outros compartilhem seu rancor.




A expectativa de alcançar a felicidade quando começar ou terminar a faculdade, casar ou separar, ficar rico, é um bom começo para nunca encontrá-la. Se não ficar atento, os momentos em que ela acontece passam despercebidos. Ela é fugaz, e quem acha que é duradoura, confunde-a com a mera bobeira.




Como consolação para essas tristes e distraídas personalidades, basta haver uma segunda vida. Neste caso, um beijo, um abraço, um pôr do sol, um gol, uma cachoeira, nada disto passará novamente sem a devida atenção. Se aproveitadas estas oportunidades, eles terão outra chance de identificar momentos de felicidade quando acontecerem.
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🔴 Meia-boca [Piada grátis, no final do texto]




Produtos de marqueteiro, sempre que surgem denúncias o governo finge atitudes com programas plastificados que vão morrendo até caírem no esquecimento e acenos que não passam de perfumaria.




Foi assim, quando o filho mais novo do Lula foi acusado de agressões: para o silêncio não ser absoluto, o presidente vestiu um pé de meia da pintora Frida Kahlo. Ostentar a peça de roupa não resolveu nada, mas agradou as feministas, forneceu material para a imprensa amiga e acalmou a militância.




A solução para florestas torrando: um paredão com um novo programa para fingir que vai resolver o problema. As medidas são sempre procurando “apagar a fogueira”, sinalizando uma preocupação, em vez de resolver o problema. 




Alguns ministros são incompetentes, mas estão lá para abastecer o mundo com símbolos. O mais eloquente dos símbolos é Marina Silva: visualmente, ela “é” o sofrimento da floresta. Ela frequenta debates, simpósios e cúpulas mundiais nos quais, quando ela fala, estabelece-se um silêncio esperando que a brasileira, como um oráculo, revele os ditames ambientais para salvar o planeta.




O Zé Gotinha é um personagem eficiente por ocupar espaços fisicamente e atingindo um público de diferentes idades. Mesmo não sendo criação do departamento de marketing petista, eles encontraram um garoto-propaganda pronto para disfarçar a cortina de fumaça escondendo a epidemia de dengue. 




A máquina de propaganda petista sempre reescreveu a História, mas ela inovou ao reescrever a Geografia. Lula descobriu com atraso algo que mereceu um anúncio.




Aristóteles afirmou, Eratóstenes provou, cosmonautas e astronautas viram, porém, agora Lula  confirmou: “A terra é redonda”. A frase é histórica, entretanto, não é nada original. A frase, dita por Lula, é desonesta porque confirma uma nefasta tabelinha com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Objetivo: colocar o Brasil no centro do mapa-múndi.




A estratégia revela um ufanismo boboca, como qualquer ditador gosta. A atitude é cosmética, como são quase todos os programas deste governo federal: uma embalagem bonita, mas oca.




O petista Márcio Pochmann é o prestidigitador responsável pelo “número do planisfério”. Brilhante! Quem faz a mágica de transformar o Brasil no centro do mundo, de maneira nacionalista e “soviética”, consegue manipular números de inflação, PIB, índices, metas, estimativas...




Lula disse que se pudesse lançaria um decreto proibindo a mentira. Pronto. A piada é esta.



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🔴 Uma chiliquenta na Câmara

Na terça-feira, 16, o deputado federal petista Glauber Braga teve um protagonismo em Brasília muito aquém das suas atribuições. O episódio mereceria, na ‘Sessão da Tarde’, o título: Um deputado muito louco.




O bicho queria brigar. Primeiro, com um membro do MBL (Movimento Brasil Livre). Provocador, o sujeito do MBL sabia que o psolista era um fio desencapado. Depois de uma batalha de bisões zangados (encostando testa com testa), Glauber se beneficiou da chegada dos seguranças. Lógico, com a proteção destes, o parlamentar fingiu que estavam impedindo-o de arrebentar seu adversário.




Depois, foi a vez de outro deputado, Kim Kataguiri. O azar do parlamentar do MBL foi cruzar o caminho de Glauber. Somente uma possessão demoníaca seria capaz de subtrair Kim do seu estado zen. O oriental teve seu estado meditativo interrompido por um psolista que deu tanta abertura a obsessores, que as almas perdidas tiveram que retirar senha para entrar no corpanziil do Glauber Braga.




Pareceu muito claro, naquele dia, quem ousasse pisar num território próximo do marido da Sâmia Bonfim (isso pesa muito), precisamente, num raio de 3 metros, teria que se proteger com um colar de alho, portar um crucifixo e andar aspergindo água benta. Se nada disso fosse suficiente, um padre exorcista deveria estar presente.




Num terreiro, haveria uma força-tarefa espiritual entre o Caboclo, o Preto-Velho, o Malandro, o Baiano e o Marinheiro para uma desobsessão segura do deputado do Psol. Somente assim a sociedade poderia se ver livre de tão nefasta e improdutiva figura.




Outro deputado cujo argumento está no fígado, Washington Quaquá. O petista, que responde por esta onomatopeia de pato, deu um tapa no coleguinha de Câmara, conversa encerrada. O deputado que recebeu a agressão, Messias Donato, chorou...




Maria do Rosário é “hors concours” (não tem concorrência). Por ser mulher, uma agressão masculina se torna mais grave, inclusive, tem uma tipificação penal específica. O privilégio trata a petista com uma proteção que a deixa menos visada às “chuvas e trovoadas” da Câmara. Descontente com isso, Maria, como se fosse no futebol, “cava” agressões. Genial!




Esse governo, que prometeu amor, só me parece coerente quando eu lembro que existe uma música de amor que chama ‘Entre tapas e beijos”.




Esse caos também me lembrou os tempos das brigas de escola. Isso é muito “5ª série”.
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🔴 Arquivos X




A imprensa antiga calou diante do escândalo “Twitter Files”, mas o sul-africano Elon Musk fez uma simples pergunta a Alexandre de Moraes: “Por que exige tanta censura no Brasil? Apesar de simples, a perguntinha desencadeou a fúria e a reação irada da militância esquerdista. A imprensa, como não pôde calar-se, passou a desqualificar Elon. Ou seja, como viu que seria impossível negar o que surgiu, atacou o mensageiro. 




Está chegando o momento em que jornalistas militantes terão que falar a verdade, pois será impossível negar as evidências. Só que será tarde demais, porque a internet já terá herdado a credibilidade. 




Alguns jornais começaram a escrever editorais acusando a ditadura embrionária. Antes, a abertura para opiniões contrárias criou um panorama favorável à censura. Opiniões divergentes, neste caso, não são recomendáveis, pois induzem algo como a esquizofrenia  ou o suicídio editoriais.




Deslocamos a nossa equipe de pessoas que não têm o que fazer. Eles descobriram algumas maneiras pouco positivas com que puseram no tabuleiro o assassinato da reputação de Elon Musk: Tchutchuca da China, Quico dos foguetes, cortador de lenha, vítima de bullying e agressões do pai, vagabundo e bilionário mimado foram algumas das ofensas. Lula, talvez sem conhecê-lo bem ou por ignorância    mesmo, acusou o bilionário de não ter plantado nem um pé de capim  aqui. É verdade, Lula tem razão. Entretanto, seria bem melhor ficar calado.




Elon Musk se tornou maldito, mas já foi o queridinho da “beautiful people”. Quando surgiram os carros elétricos da Tesla, o empresário foi abraçado pela turminha da esquerda mundial, agora que ele estragou a festa, foi descartado. 




O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso afirmou que o terrorista italiano Césare Batisti era inocente: ele foi declarado culpado e está preso; o médium mais safado do Brasil, João de Deus (me livre!) era visto por ele como um ser iluminado. Conclusão: o guru de Abadiânia foi condenado por crimes sexuais; num congresso da UNE (União Nacional dois Estudantes), Barroso quis agradar a plateia: “Nós acabamos com o bolsonarismo”: infelizmente para ele, o que chama de bolsonarismo está cada vez mais forte; e, como quem fala desesperadamente em frente a uma catástrofe “não há nada para ser visto aqui”, ele considera o “Twitter Files” página virada. Errou. 




Incrível, a direita é a nova contracultura. A esquerda, alinhada aos subterfúgios governistas, é o dedo-duro que controla a linguagem, o comportamento e é adesista. Vários meios de comunicação e militantes esquerdistas são governistas, a favor de censura, tortura e contrários à anistia. E a imprensa, tentando justificar o que diz, utiliza lugares-comuns, o que não é recomendável nem ao jornalista iniciante. 






























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🔵 Está todo mundo preso




O velhinho que sentou ao meu lado era o avô da minha colega. Ele até que parecia alto, mas sua idade também deveria ser alta, uns 80 anos. Estavam impressos na carranca uma personalidade forte e aparência sisuda — aspectos estampados no rosto, próprios de quem passou a vida combatendo algum inimigo.




Ao meu lado estava o Coronel Erasmo Dias, ex-secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, coronel do Exército e político. O nome pomposo ganhou maior relevância quando recordei que aquele senhor exercia o cargo no temido período militar. O senhorzinho passou a impor um respeito tácito por eu saber que ele liderou a histórica ação repressiva dentro da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica) e sua frase famosa é: “Está todo mundo preso”.




Aquele vovô esperando a formatura da neta, que lembrava um idoso na sala de espera do posto de saúde, levantou-se para congratular a garota. De repente, voltou o vigor de quando os militares eram o governo federal. O brilho nos olhos, a voz de comando, a postura e os  gestos firmes evocando atenção, me fizeram acreditar que ele era o mesmo militar daquela noite na PUC. 




Se eu não soubesse da personalidade do coronel linha-dura, desconfiaria que estaria passando uma tropa em revista; às vezes, que estava havendo enquadramento; nos momentos mais exaltados, que a sala toda respondia por subversão à ordem pública, na Lei de Segurança Nacional. Aquilo estava a ponto do célebre coronel berrar: está todo mundo preso. Mas 22 anos de redemocratização seriam suficientes para aquele comando ser anacrônico e valer como um autógrafo.




Dois anos e meio depois, ouvi no rádio que o Coronel Erasmo Dias havia falecido. A notícia foi o preâmbulo para o jornal relembrar acontecimentos dos ‘Anos de Chumbo’, tendo o Coronel como principal personagem. No telejornal do almoço, a reportagem transmitia um “flash” ao vivo. Numa Assembleia Legislativa deserta, o caixão era velado por uma pessoa: minha amiga.




O Coronel Erasmo Dias, que era parte da História do Brasil, naquela sala, ele esteve ao meu lado. Sabendo do seu histórico, avaliei que aquele velhinho, num quebra-pau, daria trabalho.
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🔴 O corrimão do sucesso




Durante uma homenagem a Michel Temer na Câmara Legislativa do Distrito Federal, anunciou-se a presença de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Entre aplausos e vaias, o presidente da Câmara do DF, deputado Wellington Luiz, entrou em cena e marcou território, ou seja, praticou, com muito empenho e destaque, a pura bajulação.




Sem a intervenção, os apupos, que já haviam cessado, teriam passado em vão. No entanto  Wellington fez questão de destacar a vaia. Ele interrompeu os apupos: “Só um minutinho, por favor, gostaria, gentilmente, de pedir para que respeitem o ministro Alexandre de Moraes, pessoa que é muito bem recebida nesta casa”. E continuou: “Não existe ninguém nesta mesa que não mereça aplausos”. Completou: “Eu quero deixar bem claro, nosso carinho por Vossa Excelência, ministro, por tudo que o senhor tem feito pelo povo brasileiro”. Alexandre adotou uma postura de quem queria sumir e embrulhou a cara,  como quem murmurava: “Fica” quieto.




Wellington Luiz demonstrou que é um excelente candidato a: perder no golfe pro patrão, lustrar seus sapatos, apanhar um cafezinho, manobrar o carro, dizer “desculpa qualquer coisa”, desejar saúde sem espirro e elogiar qualquer coisa de quem possa significar uma fonte de benefícios.




Antigamente, os aduladores tinham vergonha de ser identificados. É bom que se diga, quem exercia esse ofício, visando ao benefício pessoal e intransferível, não tinha nenhuma objeção em praticá-lo e sim o constrangimento de ser flagrado, sob pena da execração pública.




O puxa-saco profissional sabe a hora de entrar em evidência. E nosso herói, embora inconveniente, soube se impor: antes de todos, ele se apresentou para defender o ministro. Lógico, o presidente da Casa do DF tomou a atitude pensando em ter seu nome jamais lembrado no STF.




O presidente da Câmara deve ter aguardado o dia inteiro aquela oportunidade. Quando chegou o esperado momento, a ansiedade fê-lo “meter os pés pelas mãos”. Mas a atitude exagerada, se foi bem recebida, renderá frutos.
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