O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
Por onde passa, ficando um certo tempo, Alexandre de Moraes contamina o ambiente. No STF (Supremo Tribunal Federal) foi assim. De repente, ministros começaram a mudar de opinião, caindo, inclusive, em contradição. Ainda não sabemos a influência que força mudanças de votos. Quando foi presidir o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), deixou um rastro de autoritarismo e levou a mão pesada para o processo eleitoral.
Cármem Lúcia deu um nó no próprio cérebro e no de quem tentou compreendê-la, ao refutar qualquer tipo de censura e, depois, corroborar uma decisão censora. Com uma conjunção adversativa (mas), ela deu um “duplo twist carpado” e pronunciou um voto vergonhoso para quem se diz ser contra a censura. Temos a relativização da censura. Proibição, “só até achatar a curva”. Sei...
New York Times e Wall Street Journal noticiaram o que brasileiros insistem em negar, se acovardam em admitir ou simplesmente ignoram. NYT: “Alexandre de Moraes é o homem que decide o que pode ser dito on-line no Brasil”. WSJ critica a esquerda brasileira por tentar amordaçar os conservadores. Respectivamente, os tradicionais jornais norte-americanos constataram de quem saem essas decisões inconstitucionais.
André Janones, o histriônico lulista de ocasião, aproveita-se desse caos judiciário. A julgar pelo empenho no jogo sujo para conduzir o petista aos cofres públicos, a oferta deve ter sido irrecusável. Gesticulando desesperadamente, ele orienta a tropa de choque servil e babando de ódio para disseminar, deliberadamente, factoides.
O caso Roberto Jefferson é um efeito colateral dessa anomia jurídica. Tudo que começa errado, termina errado. Essa situação tem um agravante: Roberto Jefferson está com câncer. As peças estão colocadas. Como tudo começou errado, o fim não será nada bom.
Os “Fique em casa”, “fake news” e “democracia” serviram de laboratório como escalada do autoritarismo. As diretrizes, por mais abusivas que fossem, foram acatadas de maneira servil. Como toda atitude escalonada, a tendência é progredir. Como a arbitrariedade tende a recrudescer, arrefecerá mediante força igual e contrária.
Alexandre de Moraes tem acelerado rumo ao precipício igual a um camicase. Como tem agido insanamente, um amigo pode detê-lo, porque se isso não for feito, terminará como o fim de qualquer sujeito mau: mal.
É PRECISO AGIR
(Bertold Brecht- 1898-1956)
Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro
Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário
Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável
Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei
Agora estão me levando
Mas já é tarde
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo
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🔴 O Mensalão, o Petrolão e o fujão
Lula tinha compromisso mais importante que dar satisfação por que quer voltar à... Presidência da República. Jair Bolsonaro, que não foi neutralizado neste ano, compareceu. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) transferiu para Lula um latifúndio de inserções na televisão. Entretanto, caiu no colo do candidato à reeleição uma sabatina que era para ser um debate.
O “pool” de imprensa que sabatinou Bolsonaro “pegou leve”. Não poderia ser diferente, já que a simples presença do morador do Palácio da Alvorada garantiria uma ótima audiência. Mas ele “deitou e rolou”. Fez da sabatina seu “cercadinho” no SBT; fez propaganda do seu governo; convocou a audiência para uma “live”; colocou “acidentalmente” seu número (22) na tela e, mais incrível, manteve a calma, não respondeu nenhuma pergunta atravessada, não deu uma voadora em nenhum jornalista, não distribuiu coices e não precisou voar com os dois pés no peito de ninguém.
Na Record foi melhor que no SBT. Na emissora do bispo, ele pôde desgrudar de si o episódio do Roberto Jefferson. Com o latifúndio de tempo para se defender do oportunismo eleitoral que estão tentando fazer da resistência do ex-deputado, Bolsonaro eliminou, inclusive com documento, quaisquer movimentos de trapaças,
Lula tem motivos de sobra para se arrepender do não comparecimento aos debates, a não ser por, diferentemente da presença de pessoas abobadadas e amestradas, os debates contarem com jornalistas e um debatedor hostis.
Fazendo uma analogia tosca com o futebol, como Lula tanto preza, não ir a debates e querer vencer a eleição é como querer ganhar a Copa sem jogar as partidas. Além disso, Lula tem o péssimo vício de comprar juízes. Jogo sujo.
A semana promete. Randolfe Rodrigues, André Janones e a tropa de choque farão o diabo para o ex-presidiário voltar a segurar a chave do cofre.
É tarde demais para alguém da tropa de choque de Lula judicializar, mais uma vez, pedindo para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) obrigar Jair Messias Bolsonaro a fugir de debates. Com o eleitor, as considerações finais.
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🔴 Censura livre-se
Desordem informacional é o novo eufemismo que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) inventou para evitar usar a palavra “censura”. Pega mal utilizar a ferramenta que repudia-la foi meio de vida pra tanta gente. Entretanto, com os interesses, somados ao poder, lançaram mão de um dos instrumentos mais abjetos: a censura prévia.
Tendo a produtora de vídeo Brasil Paralelo, mas também a emissora Jovem Pan como alvos, o Jurídico estendeu seus tentáculos repressores a quem tem tradição no Jornalismo, portanto longo alcance, respeito e, logicamente, tradição.
Nesses dias de polarização e paixões políticas, somente quem teve coragem se solidarizou ou se indignou com o absurdo. Muitos se calaram e, estranhamente, outros até aprovaram o que está ocorrendo. Em tempos de militância política explícita disfarçada de Jornalismo dava até para esperar o silêncio e a aprovação da censura prévia.
É compreensível o gosto que os “progressistas” têm pelos regimes de exceção; é sabido que a tal “luta pela democracia” foi a narrativa implantada para reinventar a História. Na verdade, os “progressistas” queriam implantar a Ditadura do Proletariado, aquela em que todos são iguais, mas uns são mais iguais que os outros. E continuam tentando. A perpetuação no poder continua sendo tentando, mas através do voto e não da luta armada. Na teoria, o que nunca deu certo em lugar algum, funcionaria aqui. Sei...
Ah, a ditadura está vindo pela hipertrofia do Poder Judiciário (juristocracia) e sua “caneta pesada”. O Senado podia ajeitar as forças, exercendo a função constitucional de freio e contrapeso, mas a pusilanimidade, a covardia e o rabo-preso do presidente da Casa desigualam a tripartição dos poderes.
O TSE, numa tabelinha com o PT (Partido dos Trabalhadores), vem removendo, ocultando e censurando conteúdos que propaguem a verdade. O irônico é que estamos num momento que é justamente quando temos que saber quem são os concorrentes, eles são bem embalados como sabão em pó. Como a verdade prejudica uma candidatura, o TSE entrou na disputa como um marqueteiro talentoso, que “vende” o político bem embalado para enganar o cliente (eleitor).
O TSE e o STF (Supremo Tribunal Federal) abusam de eufemismos para não assumirem que suas decisões são, sim, censura. De “fake news” a “distorção informacional”, todas essas expressões vêm sendo usadas para avançar a arbitrariedade até chegar a uma Jovem Pan. Que não passe daí, porque se passar estamos apenas vendo a “amostra grátis” ou o “test drive” da censura.
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🔴 Ofensa bárbara
Quando critico o atual nível do Jornalismo, estou falando da militância. Contudo, não acho que o Jornalista não deve assumir o seu viés político, pelo contrário, só não deve fingir isenção, imparcialidade.
Jornais que foram referências estão publicando quaisquer coisas que os colunistas resolvem escrever (ou melhor, cometer). Ódio por quem pensa diferente, ameaça de morte etc. Porém, a Barbara Gancia acordou mal-humorada... Não, pela frequência dos absurdos que escreve, corrijo, nasceu mal-humorada e despejou no Twitter o seguinte (ipsis litteris):
“Pra bolsonarista imbrochável feito o nosso presidente, quando a filha do Bolsonaro se arruma, ela parece uma puta”
Sim, uma jornalista da Folha de São Paulo escreveu isto. Foi no Twitter, mas trata-se da mesma pessoa. Além de pessimamente redigido, o texto exala mágoa e rancor que até pinga. A Laura (filha do Bolsonaro) completou segunda-feira 12 anos de idade! Se a Barbara Gancia não se arrepende, ou pior, queria e se diverte com a repercussão negativa do caso, aí estamos lidando com uma psicopata. Nesse caso, a literatura e a ajuda médica são mais aconselháveis. Como o estágio da doença parece pouco grave, o tratamento pode recuperar uma alma da podridão, e devolver uma pessoa ressocializada.
O Twitter surgiu como uma ferramenta tecnológica excelente para exercitar a concisão. Com textos limitados, o autor tinha que exprimir toda a ideia em poucas palavras. Esta prática já revelou sacadas geniais. No entanto, o enganoso anonimato deu coragem para se esconderem atrás de nomes falsos e textos mal escritos e ofensivos. Conclusão: o Twitter virou o esgoto da internet.
Desde que o Twitter se tornou um depositório de coisas impublicáveis, penso que jornalistas devem economizar e não franquear seus pensamentos na “Cracolândia” das redes sociais, que virou o aplicativo do “passarinho”.
O comportamento antissocial da Barbara Gancia vai de encontro com o propósito das redes sociais. O teor do que ela escreve serve para ilustrar o Jornalismo: carece de credibilidade e a imprensa amarga baixos níveis de audiência e vendas. Não bastasse a concorrência amadora da internet.
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⚫️ Churrasco Grego
Caminhando pelo Centro de São Paulo, tinha o trabalho de desviar do lixo. Dizem que Nova York também é assim. Mas lá não tem o Churrasco Grego. Assim como o beijo, o iogurte e o presente, são coisas que, apesar do nome, não são típicas ou facilmente encontradas na Grécia.
Aquela traquitana, apesar de inexplorada, era familiar. O comerciante com o desbotado avental azul — avental ostentando um logotipo referente a algum bar inexistente. O tal churrasquinho era uma pilha de gordura, algo indecifrável e algum tipo de carne girando.
Não sei se pela fome ou pela determinação do desafio autoimposto, mas o conjunto comestível me hipnotizou. Li o aviso da promoção que parecia pouco atraente, embora eterna: lanche suco. A carne tinha um aspecto atraente, mas os sucos amarelo e vermelho, eram demasiado artificiais.
Disputei espaço com desocupados, transeuntes, motoboys e demais trabalhadores com “ticket” de vale-refeição insuficiente para um prato-feito. De fato, o baixo preço era compatível com os piores cortes que giravam incessantemente no carrinho/churrasqueira.
O sujeito abriu um pão francês e esfarelou a carne que girava no carrinho e hipnotizava a ralé esfomeada. Pronto, estava construída a mítica iguaria. Pensei: com esse nome europeu, só pode ser coisa fina. Para completar esse exemplar da baixa gastronomia “Jesus me chama”, o suco: pedi, e, disputando a torneirinha com abelhas urbanas, o atendente colocou em metade do copinho de plástico, o suco artificial amarelo.
Quem consegue digerir e absorver nutrientes desse sanduíche mitológico da culinária paulistana, ingere qualquer item da região mais remota do Planeta. Larvas, insetos e raízes são fontes de proteínas palatáveis para quem consegue engolir o Churrasco Grego do Centro da Cidade.
Obs: Esta é uma obra de ficção. Eu já passei da época de me atirar a experiências insalubres. No entanto, na falta de consumir tal comida de rua paulistana, resolvi reproduzir como seria o episódio. Talvez eu tenha exagerado. Ou não.
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🔴 Censura livre
Barbra Streisand, atriz e cantora americana, resolveu processar um fotógrafo que registrou sua mansão. Ela quis a retirada da fotografia e um punhado de dólares. Resultado: a notícia propagou a curiosidade, e a foto bombou.
Desse episódio surgiu a expressão “Streisand Effect”, que significa quando tentam remover, ocultar ou censurar uma informação. Efeito: esta tentativa gera o efeito contrário, disseminando muito mais o que se tentava esconder. Com a internet e o destemor da “molecada” a replicação do que seria proibido é certa.
Livros, exposições, vídeos, imagens etc, quando foram proibidos, mesmo que de qualidade ruim, ganharam muita repercussão. A simples notícia da proibição tornou-se propaganda gratuita e viralizou devido à curiosidade.
As sucessivas censuras a tudo o que é de um específico espectro político levantou quem é simpático a esse mesmo lado político, tornando as medidas ditatoriais, mais que sem efeito, de efeito contrário. Uma prova disto: eu, que nem assino a ‘Gazeta do Povo”, jamais saberia que o jornal foi proibido de chamar o Lula de ladrão.
Proibiram noticiarem as “cabulosas” relações do PT (Partido dos Trabalhadores) com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e a declaração de voto do Marcola em Lula. Logo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) irá proibir o que muita gente supôs: que o PT do Lula transitou livremente pelo Complexo do Alemão devido autorização e simpatia. Só falta a proibição para a notícia correr até onde nunca chegaria.
Alexandre de Moraes passa vergonha ao fingir que o peso de sua caneta é respeitado. Quando vêm quaisquer determinações, a vítima cumpre sabendo que a censura perderá a força e o objeto ganhará o mundo. Conclusão: Alexandre de Moraes finge que cumpre a lei, a vítima finge que acata a determinação.
Todo o esquema perpetrado para reconduzir o “L” de ladrão ao poder mostra que a ditadura já existe, vem do Judiciário e é executada pela caneta. O TSE trabalha firme por sua candidatura de estimação, quase sem disfarçar. As longas filas comprovaram que a TSE largou à própria sorte sua principal atribuição (realizar as eleições) e se dedicou a prejudicar um candidato. É a democracia sem povo.
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🔴 O encantador de serpentes
Em agosto, Natuza Neri, da GloboNews, relatou como Lula circulava nos salões republicanos sendo tratado como um verdadeiro presidente, ao contrário de um Jair Bolsonaro sisudo e escanteado. É fácil imaginar a plausibilidade da cena, pois Lula franqueou facilmente o acesso aos cofres públicos a qualquer espectro político. Além de tudo, é fácil imaginá-lo circulando com desenvoltura como um mafioso pelos salões de Brasília.
Natuza Neri, ao contrário de preocupada, parecia deslumbrada a ponto de chamar Lula de mito. Sim, ela não chama Bolsonaro de mito porque, para a jornalista, mito e futuro presidente é o petista. Fica óbvio que a moça está sofrendo da Síndrome de Estocolmo em estágio avançado e irreversível ou é uma dedicada funcionária das Organizações Globo, para a qual ela dedica todo o seu empenho, acima até de sua própria honestidade e moral.
Nas andanças do petista, não houve a participação orgânica do povo. Para Lula, com mais uma demonstração de que não está interessado no que o povo necessita, basta o beneplácito de juristas, empresários, políticos e “amigos” aliados. Depois, ficamos assistindo, bestificados, o trânsito frenético de dinheiro.
Aliás, durante esta campanha eleitoral ficou muito claro como Lula domina a arte da demagogia; ou seja, ele ajusta o teor do discurso, de acordo com a composição da audiência. O resultado deste comportamento: contradições. Se o palavrório é para empresários, economistas, juristas etc, o discurso é responsável, edulcorado para agradar aos ouvidos pró-mercado; para uma audiência sindicalista, aparentemente excluída, majoritariamente sedenta por sangue e querendo seguir lideranças explosivas, o papo é incendiário, inflamando uma turba ensandecida para pegar em armas e fazer a eternamente prometida revolução. Esse é o Lula.
Ciro Gomes chamou Lula de “encantador de serpentes”. Mesmo não sendo literalmente uma serpente, Merval Pereira, também da GloboNews, ficou encantado com as coxas do ex-presidiário. Essa observação anatômica não qualifica ninguém para um cargo público, mas talvez aos olhos e preferências do jornalista, foram as qualidades encontradas. Definitivamente, para agradar o chefe e garantir o emprego, esse é o subterfúgio do Merval Pereira.
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🔴 Vicky Vanilla, o satanista camarada
Candidatos do PT (Partido dos Trabalhadores) já prometeram “fazer o diabo” para ganhar as eleições. A conta chegou. A conta veio, inconvenientemente, próxima do segundo turno da eleição presidencial. O Cramulhão surgiu numa figura andrógina, parecido com um vocalista de banda de tecno-brega baiana. Exercendo um satanismo tão ameaçador quanto feitiço “Wicca” de bruxinha de faculdade, o bruxo Vicky Vanilla é engraçado. A maior desmoralização para alguém que se apresenta como um enviado do Capeta é causar gargalhadas. E é essa a reação gerada pelo esforçado satanista de penteadeira.
O ocultista “gourmet”, “Vic Vaporub”, recita palavras macabras com uma doçura desconcertante. Nosso bravo herói roga suas pragas como o meigo bruxinho Harry Potter espalharia suas travessuras com a varinha mágica.
Apesar de invocar forças ocultas, após a primeira manifestação do Mal o “Vic Varicela” tornar-se-á cristão. Eu imagino a cena: depois de proferir palavras satânicas, “Vic Vigarista” lambe um potinho de Danoninho. É isso aí, as Forças do Mal, com a tecnologia, são invocadas no escuro do quarto.
A maior ameaça ao equilíbrio das forças são as “tatoo fails” (tatuagens falhadas) na face do garoto. A tiete de Aleister Crowley, no auge da rebeldia existencial, viu, gostou e comprou numa livraria de rodoviária um manual com as 10 lições do satanismo para iniciantes.
Pois bem, o adorador de butique do Coisa-ruim é — não imaginaria outra coisa — petista. Lógico, tentando conquistar o eleitor cristão, o PT recusou o apoio. Concordo com ambos: Vicky Vanilla, o demônio de trem-fantasma, é coerente quando monta seu pacote de maldades incluindo o PT; o PT está correto quando desconfia que o vídeo é bolsonarista. Um desastre na forma e no conteúdo, o vídeo, certamente, favorece o candidato que não mereceu a “ajuda” do pequeno mago.
Com menos poderes que um mágico de shopping center, “Vicky Gasparzinho” decepcionou-se com o PT. Ainda há tempo para Vicky ser avisado de que foi longe demais. Pacto com o Lula!
41
🔴 Rodrigo Pacheco, o Covarde
O adjetivo substantivado histórico não é à toa. Com postura e discurso pretensamente de líder, o presidente do Congresso só está lá para se evitar um mal maior e, a princípio, estava alinhado com o chefe do Executivo. Engano.
O senador, que foi eleito para evitar a volta de Dilma Rousseff, chegou a cogitar sua candidatura à Presidência da República. O Covarde só chegou a esse nível de megalomania porque a velha imprensa lhe estende o microfone.
Ele é conhecido como covarde porque, logo no início, desativou suas redes sociais para não ser cobrado de um megapedido de “impeachment” de Alexandre de Moraes, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal). Após esse, outros pedidos para cessar o ativismo judicial do Supremo. No entanto, apesar de protocolados e bem embasados, Rodrigo Pacheco empilhou e engavetou os pedidos. O mineiro é, também, um advogado altamente interessado nas decisões que vêm do STF. Apenas isso já inibe qualquer movimento e “algema” suas mãos. O “rabo preso” também impede que o senador exerça sua função como presidente do Senado. O sistema de freios e contrapesos (Teoria da Separação dois Poderes) foi interrompido.
Pacheco, caiu em seus braços uma oportunidade que hipertrofiaria sua vaidade; no entanto, ele preferiu utilizar um alto cargo da República para agir como um despachante malandro. Assim, conseguiu apenas apelidos desairosos usando o sobrenome Pacheco no diminutivo e aumentativo. Ele, literalmente, advoga em causa própria.
A robusta tropa de conservadores eleitos para a Senado, chega com a proposta de frear o ativismo judicial e suas arbitrariedades. Isto põe medo no STF. Se a bancada bolsonarista não se revelar traidora (isto custa muito caro), os ministros do Supremo, ironicamente, começarão a temer a lei.
O presidente do Congresso, que se comparava a Juscelino Kubitschek, poderia ser um bom presidente do Senado, já que a tarefa era fácil, pois sucedeu o pusilânime Davi Alcolumbre. No entanto, ele aceitou o atropelo do ativismo judicial.
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🔴 A sacrossanta urna eletrônica
Desde que começaram a utilizar as urnas eletrônicas, observadores de vários países democráticos vieram testemunhar a novidade. Impossível não recordar como era rudimentar a cédula, que permitia rasuras e pequenas fraudes. Mais que isso, como na porta de banheiro de restaurante de beira de estrada, as cédulas de papel permitiam que se escrevessem bobagens ou que se votassem em quaisquer figuras. Animais eram eleitos, e políticos manifestamente xingados.
Comparado o voto em papel com a urna eletrônica, dava até um certo orgulho. Quando vinham observadores estrangeiros, como do Japão, eu tinha a impressão de que havíamos, enfim, ingressado no Primeiro Mundo. Nada mais enganoso. Há 26 anos, países muito mais desenvolvidos não adotaram nossa incrível maquininha. Excetuando-se Butão e Bangladesh, a tecnologia está a serviço do que parece democracia. Como o Imposto de Renda, a apuração funciona que é uma beleza!
Este ano, as comitivas internacionais estão..., digamos, observando nossas eleições. Fora balançar a cabeça afirmativamente e falar (em Português) “Bom, muito bom”, os turistas internacionais comerão, durmirão e conhecerão as maravilhas do Brasil “na faixa”.
A atriz Maria Flor exaltou as urnas eletrônicas de maneira, diferentemente da santificação habitual, sexual. A abordagem é inédita e muito estranha. Tão estranha e surpreendente, que a exaltação das urnas por Maria Flor merece um dedicado estudo neurológico ou a catalogação como uma, até então, nova modalidade de parafilia. A abordagem erótica, embora aparentemente seja o apogeu da democracia, assusta.
A votação em cédulas está para a urna eletrônica, como o batedor de carteira está para o “hacker”. Aquele é a fraude no varejo, este é a fraude no atacado.
O sistema eleitoral poucas vezes levantou tantas suspeitas. Repito: dava até um certo orgulho. Contudo, o desespero dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), a resistência e as providencias para não aumentar a transparência das urnas sim, despertou a desconfiança.
Na escola onde eu estudava, o sistema de escrutínio do Líder de Classe era muito rudimentar, embora mais confiável.