rafaeldasilva

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🔵 O doutrinador

O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.




Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola.  Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).




No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.




A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”. 




Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que  ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.




Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
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Poemas

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🔴 Dados transparentes







Demorou, mas não foi por falta de aviso. Depois de perder mais uma eleição, Marina Silva apareceu. Dessa vez, o sumiço não demorou quatro longos anos. Com as primeiras notícias de fogo na Amazônia, Marina calculou a oportunidade de ganho político e apareceu. Deu certo! Hoje, ela é ministra do Meio Ambiente.




No primeiro mês de mandato, ela se colocou à frente dos resultados positivos; em fevereiro, ela se viu impossibilitada de transferir a culpa, então tentou esta: O desmatamento aumentou (recorde) por causa de revanche contra o governo Lula. Ela afirmou que os dados são transparentes. Nessa materialização, Marina utilizou o “sambarilove” (enrolação) petista e abusou do gerúndio.




A ministra, que já chamou Lula de ladrão, carrega todo o simbolismo terceiro-mundista subserviente que a elite europeia adora. E nada agrada tanto a nossa imprensa, acostumada com a “síndrome de vira-lata”, quanto este símbolo da fraqueza lamuriando, implorando a esmola internacional e entregando a autonomia da Amazônia. Existe um fetiche “rousseauniano” que atribui uma bondade estética á ministra. Sua vitrine preferida é o púlpito da ONU (Organização das Nações Unidas).




Essas desculpas são os subterfúgios petistas para quaisquer eleições. Lógico, quando possível, a tática é achar um culpado. Quando não tem jeito, tudo não passa de figura de linguagem: metáfora. Foi a desculpa para quem acreditou no conto da picanha.




Marina Silva iria tentar sustentar o seu ministério na abstração que o seu estereótipo representa. No entanto, o tão criticado desmatamento da Amazônia foi escancarado. É hora de trabalhar, porque falar e assinar tratados internacionais entreguistas não ajuda.




Houve apoio da “seita ambientalista” ou governos protecionistas a uma candidatura que parecia impossível. Deu certo e, como não existe almoço grátis, chegou a cobrança. Os protecionistas internacionais já estão se referindo à nossa floresta úmida como “nossa” (sob o ponto de vista deles).




A proteção ambiental da Marina Silva é menos eficaz que a proteção dos “espíritos da floresta”.
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🔴 Começou a mamata







Certa vez, um cometa deve ter atingido a Terra, e o Lula cometeu uma verdade: “Essa mulher (Miriam Leitão) não acerta uma”. Para atacar a jornalista, o sindicalista dos ricos e famosos disse uma verdade.




Para tentar ajustar a realidade à sua narrativa, Miriam “informou” que o aumento da gasolina é uma coisa boa. A afirmação exigiu um contorcionismo verbal digno de nota. Porém, o resultado foi constrangedor. Se a comentarista de economia, que não sabe nada de economia, tivesse alguma credibilidade, já teria perdido.




A ex-guerrilheira sempre conta a história de quando, sob tortura, ficou trancada com uma cobra. Ora, o aumento do preço do combustível fóssil só poderia merecer uma visão positiva de quem já esteve cara a cara com uma serpente. Diante de realidade tão terrível, tudo o que vier é lucro!




Mas a mulher que conheceu empiricamente os porões da ditadura vem errando em rede nacional. Mesmo gaguejando e aplicando um “duplo twist carpado”, ela conseguiu inventar uns feitos positivos desse Governo Federal.




O que parece inocência, tem método. É absolutamente dolosa a ação. A moça, lógico, tem algum interesse com este nível de desinformação. O ganho deve ser grandioso, porque arrebenta com qualquer credibilidade (que, neste caso, não há), e é fácil refutar. A maior dúvida é: por que a Globo mantém esta impostora? 




A Mônica Waldvogel, seguindo a mesma linha, passou vexame. Tentando exibir um “colar de boas notícias”, a jornalista nem sequer conseguiu mentir com convicção. Solicitando “ajuda dos universitários”, Mônica engatou: uuuu... aaaa... eeee... 




A GloboNews dá espaço para uma quantidade impressionante de jornalistas que acham bom o aumento de impostos e combusteis. O Jornalismo da emissora é baseado nas conjunções adversativas: Governo Bolsonaro (é bom, mas vai ficar ruim); Governo Lula (é ruim, mas vai ficar bom). A disputa para o prêmio de “funcionário do mês” é grande.




“Cui bono”. A expressão em latim sintetiza a engenharia reversa que identifica quem ganha com isso. Ou seja, seguindo o dinheiro, identifica-se a quem interessa falsear a notícia, mesmo menosprezando a credibilidade (quando há).




Até quando isso vai? Embora já seja escandaloso, isso pode ser só o começo. Com o Jornalismo marginal da internet, que “deita e rola” com as contradições das mídias “mainstream”, “a casa caiu”. Entretanto, quando a mentira é muito patente, fica fácil exibi-la. É constrangedor.
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🔴 Sambarilove




Por que prestamos atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada? É porque realmente eles fingem que dizem algo. 




Dilma Rousseff falava bobagens, no entanto era aplaudida. Os aplausos seriam justificados se seus pronunciamentos não passassem de esquetes humorísticos, mero entretenimento. Só que não! A plateia, abobalhada, aplaudia um ininteligível discurso presidencial. Como sadomasoquismo, a fala da eterna “presidenta” deixou saudade. Contudo, o legado, ou melhor, a herança maldita foi eternizada.




A ministra da Cultura, Margareth Menezes, travou na sua vez de falar. Melhor assim. Eu fui completamente empático com a ministra, pois nos seminários de Biologia acontecia o mesmo comigo. Completamente ignorante quanto a mitocôndrias e platelmintos, sem saber o que dizer, eu apenas segurava a cartolina.




Outra ministra, Ana Moser, dos Esportes, não conseguiu se comunicar, só que esta tentou falar, mas enrolou e se enrolou. Abusando de platitudes e lugares-comuns, Ana Moser enfiou palavras-chave recheadas de groselha verborrágica. O resultado não comunicou absolutamente nada. 




Entendo a ministra, eu usava a mesma tática, entretanto com mais efetividade, nas avaliações escolares. Quando, esquecendo-me de estudar, eu não sabia nada, metia um “sambarilove” e conseguia alguns pontos. A ministra, como não domina a arte da embromação, evidenciou a inação.




Lula tem um raciocínio limitado na escolha dos ministros. Para ele, uma jogadora de vôlei reúne as condições básicas para ocupar o Ministério dos Esportes; o mesmo pensamento rasteiro levou uma cantora a ser ministra da Cultura. Mas esta lógica simplista não é exclusividade do petista.




Outros políticos notabilizaram-se por “encherem linguiça”. A estratégia é muito eficaz citando números. Como são difíceis de conferir, números são citados aleatoriamente. A própria imprensa “espanca” ou “tortura” números, para que digam o que querem e ajustem o discurso de acordo com o que convém.




No caso das ministras e no meu caso é só enrolação mesmo.
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⭕️ Oxímoro ou novilíngua?




Acabou a temporada da Gaviões da Fiel e da Mancha Verde, torcidas organizadas do Corinthians e do Palmeiras, respectivamente, brincarem de antifascistas. A máscara enganou aqueles que sempre foram críticos a esses grupos, mas se sentiram contemplados com a hipócrita e oportunista sinalização de virtude. Durou pouco, porque socos, chutes, pedras e barras de ferro insistem em manifestar o caráter beligerante dessas torcidas. A emboscada foi feita, claro, com muita democracia.




Pois as duas torcidas encontraram um panorama favorável para ganhar a simpatia da suposta opinião especializada e isenta (jornalistas) e grande parte da opinião pública. Conseguiram. Ideologicamente, jornalistas principalmente, sentiram-se representados e fingiram que havia virtude na ação. Alguns jornalistas, principalmente esportivos, sempre foram peremptoriamente críticos quanto a atuação, inclusive existência, das torcidas organizadas. A crítica deles perdeu impacto, eles perderam credibilidade.




Esses grupos, que se autodenominam antifascistas, usam métodos fascistas para se manifestar. Acreditar neles é deixar ser enganado. 




“Arbeit macht frei”. A frase em Alemão significa: “O trabalho liberta”. Esta frase estava escrita na portaria dos campos de concentração. Desta maneira, os judeus chegavam em lugares como o campo de Auschwitz. O restante da história já conhecemos.




Historicamente, as torcidas organizadas viram uma oportunidade e posaram de antifascistas. Normal. O incrível é “comprarem” essa redenção falsa. As mais recentes notícias evidenciaram qual é a razão da existência dessas torcidas.




Oxímoro é a figura de linguagem que utiliza, na mesma frase, palavras de sentidos opostos, paradoxais. No livro ‘1984’, George Orwell descreveu uma sociedade distópica, onde as frases eram paradoxais. Exemplos: guerra é paz e liberdade é escravidão. Estrategicamente, Lula afirmou: Na Venezuela tem democracia em excesso.




Nenhuma ditadura começa com repressão. Não por acaso, com um pouco de atenção e vontade de não se deixar enganar, devemos ficar atentos quando figuras pouco, ou nada, confiáveis repetem a palavra “democracia” e suas variantes.







Você pode enganar algumas pessoas por muito tempo; você pode enganar muitas pessoas por pouco tempo; mas não consegue enganar todos todo o tempo.




(Paráfrase de texto atribuído a Abraham Lincoln)
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🔵 Ponte sobre águas turbulentas







De vez em quando, alguém dava a péssima notícia: “Fulano” morreu afogado na represa de Mairiporã. Cidade vizinha a Guarulhos, Mairiporã era um mistério que diziam existir atrás das montanhas, incrustada na Serra dá Cantareira. 




Um dia foi a minha vez de conhecer as águas da represa de Mairiporã. As estatísticas diziam que aquele dia poderia ser o último que eu seria visto com vida. 




O tempo estava bom e o ambiente era de um domingão quente de sol, celebrado com churrasco, cerveja e, argh, pagode paulista. A filial da Praia Grande estava lotada e bem animada. O final daquela animação toda, infelizmente, era bem triste. A sabedoria popular, acumulada com os anos, avisava que, no final do dia (lá pelas 18:00) o boca a boca espalharia, seriamente, que alguém morreu afogado e ainda não acharam o corpo. A sirene da ambulância apenas confirmaria o triste boato.




Crescendo na Grande São Paulo, eu acostumei a ficar sabendo que alguns amigos “saíram de cena”: morreram, foram presos ou, simplesmente, sumiram.




Pois bem, algumas cervejas foram suficientes para despertar uma coragem suicida. Pular nas águas turbulentas de Mairiporã não representavam mais uma ameaça. O efeito do álcool dissipou as minhas lembranças tenebrosas daquele rio e suas águas contaminadas com sangue humano. Agora a feroz correnteza não parecia mais ameaçadora que uma piscina olímpica com um toboágua.




Subi, transpus a grade, mirei um ponto e saltei. Conheci, empiricamente, porque aquele era um rio assassino: bati meus pés e joelhos quase como se pulasse num riacho raso. Com bastante dificuldade, venci a correnteza, alcançando as pedras da borda. Descobri, da pior maneira possível, que o leito do rio e a correnteza faziam, conjuntamente, todo o serviço sujo, transformando meus amigos em estatística.




Agora, meu A foi diluído nas águas de Mairiporã. Já deve ter “navegado” o Rio Tiête, o Rio Paraná, o Rio da Prata (Argentina) e desembocado no Oceano Atlântico.




Na hora de ir embora, tudo, como previsto, confirmou-se: o boca a boca, o afogamento, o sumiço, o bombeiro...
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🔴 Um rei sem palácio — GloboNews visita







A ex-visita íntima do ex-presidiário abriu o Palácio da Alvorada para a GloboNews. Natuza Nery, eterna antibolsonarista psicótica, foi estrategicamente destacada para fazer o serviço sujo. Estampando uma cara de Jornalismo sério, isento, que busca mostrar a verdade dos fatos com a devida apuração, a jornalista percorreu o imóvel, sempre espantada e ouvindo atentamente. Como em ‘Extreme make over: Home Edition’, ‘É de casa’ ou quaisquer ‘reality shows’ residenciais, o imóvel foi exibido com uma desolação eloquente.




Parecendo uma corretora ou auditora, carregando uma pasta, a senhora Lula caminhava, como quem conferia o imóvel. Era evidente que o “padrão Globo” cuidou para que sua narrativa saísse impecável. A nova moradora deve ter sentido uma ausência afetiva: a grade, a janelinha quadrada, a cama de concreto, o buraco no chão...




Contudo, surgiu um arquiteto, que só pode ser fascista, nazista, golpista e antidemocrático, desestruturando o plano arquitetado. O arquiteto, Paulo Baltokoski, surgiu para desmenti-la. Descobriu-se que em 2018 tinha menos móveis que no ano de 2023. Confiar em quem, no arquiteto ou na moça? Para desautorizar o refutador de bravatas, pode ser inaugurada uma nova categoria de pária social: o arquiteto bolsonarista; entretanto, o casal é tão confiável quanto a dupla Bonnie e Clide.




O hábito de mentir pode ser pura afinidade, certamente assunto de cama, mesa e banho. Pode até ser engraçado, enquanto o alvo das mentiras não é um ou outro. Exemplificando, numa conversa fictícia:




— Como foi o seu dia?

— Menti praqueles trouxas.

— Eu também!




Talvez tudo tenha sido urdido para contrapor à “limpa” que o eterno morador do Palácio da Alvorada, incapaz de discriminar o público e o privado, fez com joias e obras de arte em 2011. O sindicalista, como um viking na Grã-Bretanha, atacou e pilhou o acervo da República.




A suposta falta de condições da moradia serviu para a dupla ocupar a suíte de um hotel de luxo e reformar o Palácio, claro, sem licitação. Os móveis comprados sem concorrência pública custaram quase R$ 400 mil. Eu compraria a mobília completa na Marabraz, Casas Bahia ou Móveis Gazin por uns R$ 40 mil e ficaria muito feliz.




Os inventários são diferentes: em 2018, o sumiço dos objetos era, literalmente, caso de polícia; em 2023, é tentativa de emplacar uma narrativa. Estava dando tudo certo, até surgir um arquiteto e a “casa cair”.
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🔴 Título não publicado devido a autocensura







É estranho dizer isto, mas, em 2023, meu pai estaria ouvindo a ganhadora do Grammy (revelação). Ele, de cara, menosprezaria o prêmio, sabendo que a Anitta era uma das indicadas. Entretanto, depois de convencido a conhecer a vencedora, ele admitiria que para vencer o Grammy é necessário cantar, e que Samara Joy venceu fazendo, vejam só, apenas isso!




Já Anitta teve mais, digamos, trabalho... No seu clipe, a cantora simulou sexo oral — a cena do clipe e a derrota no prêmio musical inspiraram um título sugestivo, porém de mau gosto, então descartei a ideia e titulei o texto com outra ideia.




O sucesso da brasileira é medido em “views”, cliques e execuções em “streamings”. Essa volúpia, convertida em visualizações, pode justificadamente ser impulsionada por adolescentes com os hormônios em ebulição. Samara Joy não, a cantora apenas... canta.




Anitta é, merecidamente, reconhecida por impulsionar com competência sua própria carreira. Justíssimo. Por isso, admito: Anitta como cantora é uma ótima empresária.




A cantora americana, por sua vez, canta como antigamente: jazz. Por ser anacrônico, o estilo agradaria meu pai. Contudo, o que estimularia eu recomendá-la seria apenas o bom gosto musical. 




Certamente, os mais antigos rechaçavam a música “do meu tempo”, então, a tendência é eu encarar o que é feito hoje com o mesmo estranhamento. No entanto, a mesma estratégia da Anitta já foi explorada em outros tempos. Porém, sem as mídias sociais, o sucesso do subterfúgio não era tangível. Samara Joy surpreendeu ao vencer em um ambiente tão hostil e numa época tão desfavorável. Se o sucesso de um músico fosse mensurável pelas cópias de discos vendidos (como era), em vez dos “views”, cliques e quantidade de seguidores, o resultado seria outro.




Após a premiação, a cantora americana passou a ser ofendida virtualmente, numa modalidade de “gabinete do ódio”, pelos fãs de Anitta. Sua resposta foi segui-la nas redes sociais (ou antissociais).




A funkeira conquistou, pelo menos, algo: a seguidora ilustre Samara Joy.
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🔴 Operação gambiarra




Na década de 80, a banda Ultraje a Rigor fez sucesso com a música ‘Inútil’. A canção dizia: “A gente não sabemos escolher presidente” e “A gente faz trilho e não tem trem pra botar”.  O pop/rock era escrachado para escancarar a incompetência governamental. Contudo, a licença poética virou verdade. O governo do PT sempre contou com o beneplácito de parte da imprensa e de uma intelectualidade que insiste em ver uma beleza na suposta simplicidade petista. Então, a incompetência está sendo tratada com certa condescendência.




O ministro das Comunicações, Juscelino Filho, ouviu nos telejornais que só se falava em yanomami. Procurou saber do que se tratava. Descobriu que não era uma marca de motocicleta, mas que os índios sofriam com desnutrição e falta de medicamentos. Vislumbrou uma oportunidade de agir, virar os holofotes em sua direção e conseguir mídia para o seu ministério e para si.




No entanto, esqueceu-se que era incompetente e comprou mil chips para celular. Detalhe: na aldeia não há sinal para o telefone. A compra já seria duvidosa, sem sinal ela é, como diz a música: inútil. Bastaria um ‘Google’ para evitar a decisão desastrosa. 




Como já era esperado, a série de justificativas vieram com um entusiasmo de plástico, tentando mascarar a barbeiragem. Para o partido que mente, vive de falácias e propagandas, os fins sempre justificam os meios.




Isolada, como o neurônio do ministro Juscelino Filho, a terra yanomami, em Roraima, recebeu uma “ajuda”  açodada e inócua. Até que demorou para chegar o resultado da ação de um cidadão que preencheu um cargo em troca de apoio.




Embora inócua, a ação foi espalhafatosa e contou com um sobrevoo de helicóptero. Como está tudo pago, pouco importa a inutilidade do pacote todo. De qualquer forma, o ministro das Comunicações conseguiu o que queria: uma oportunidade de agir, virar os holofotes em sua direção e conseguir mídia para o seu ministério e para si. A tentativa de “linkar” sua Pasta à questão yanomami rendeu um retrato, no qual aparecerm o ministro das Comunicações, Juscelino Filho, e o presidente dos Correios, Fabiano Silva. Mesmo sem efetividade, a fotografia pode ser enquadrada. 




Como é fácil constatar, é difícil completar uma ligação em lugares afastados da cidade. Portanto, não espanta que em terras indígenas seja impossível.




“Inútil, a gente somos inútil”.
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🔴 Democracia antidemocrática




Não interessa a ideologia dos vândalos da Praça dos Três Poderes. Que sejam, dentro da lei, punidos. Porém, a sanha punitiva dos petistas arrefeceu, não querem a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito: dó ou medo?




O destruidor solitário arrasou o que encontrou pela frente, atrás e dos lados. Quando Antônio Claudio Alves Ferreira foi identificado, os petistas desistiram da CPI. Por quê? Lula foi além, colocou as imagens em sigilo. Por quê? O sujeito filmado exibia uma camiseta com a estampa do Bolsonaro. Curiosamente, a ostentação destoava dos manifestantes e a fúria era burra. A  camiseta parecia dizer: a culpa é do Bolsonaro. O destruidor posou para a câmera como quem comemorava: mamãe, tô na Globo. Tudo foi simbolicamente eloquente, pronto para “sair” no ‘Fantástico’.




Claramente, a “ocupação” era facilmente prevista, no entanto a invasão foi tão fácil que tudo pareceu, inicialmente, uma visita monitorada da terceira idade. Até o guardinha noturno que passa apitando aqui na rua, às três da madrugada, sabia que haveria invasão.




Para desarticular o acampamento, o Governo fingiu dar uma resposta rápida, enérgica e eficaz. Porém, a ação foi açodada e aleatória. Em suma: desastrosa. Saíram “caçando bruxas”, pondo em prática o “atira, depois pergunta”.




“Cui bono” significa “que bom”. A expressão latina exclamativa, basicamente, resume a quem interessa, quem se beneficiou com o caos. Flávio Dino prometeu, assim que assumisse, acabaria com as manifestações. Para se fazer uma omelete é preciso quebrar alguns ovos. Bingo!




Os 900 esquecidos. É assim que as não-pessoas estão “estocadas” na maior prisão em massa da história do Brasil. Culpados e inocentes foram capturados e confinados numa espécie de Gulag (campo de concentração soviético). De qualquer forma, se a triagem for impossível, é preferível um culpado solto ao invés de um inocente preso.




Inicialmente, na pesca de arrasto ideológica, vieram velhinhas que deveriam estar tricotando um casaquinho para o netinho, no entanto foram enquadradas como terroristas. A comparação inevitável: um filme, no qual, numa fila de embarque, são liberados evidentes terroristas, enquanto uma velhinha, aparentemente frágil, é fortemente detida. Hilário! Quando a vida real parece copiar a comédia, que é necessariamente exagerada, algo está errado.
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🔴 Ema, ema, ema, cada um cus seus pobrema 2 — Um novo morador




Bolsonaro exibiu uma caixinha de cloroquina para uma ema do Palácio da Alvorada, é lógico que o animal não aceitou a tentadora oferta, portanto não ingeriu o fármaco. Apesar de ser uma brincadeira, o caso virou um escândalo. No entanto, os bichinhos faleceram na gestão Lula. Mas não é só isso: algumas carpas também pereceram. 




Concluiu-se que as emas e carpas não eram fascistas, nazistas, golpistas e antidemocráticas, então as mortes são um escândalo. Como os animais não são bolsonaristas, a investigação irá até o fim. Como não colou o genocida de seres humanos, o PT e sua militância querem emplacar a narrativa do genocida de animais. 




Mesmo tendo assumido no primeiro dia do ano, o orador de porta de fábrica insiste em transferir a culpa. É claro, tudo isto com a anuência da “extrema imprensa”. Lula utiliza uma estratégia pueril e vitimista de atribuir qualquer responsabilidade para terceiros. Esse estratagema é, claro, para se proteger da própria incompetência.




Josias de Souza, o antibolsonarista profissional que exerce o Jornalismo nas horas vagas, num trabalho de apuração mediúnica, decretou que o assassinato das aves é obra do Bolsonaro. Eu não tenho ideia do responsável, vou ficar sabendo quando sair numa imprensa confiável.




Creio que a flora e a fauna da Presidência da República tenha seus tratadores responsáveis. Essa apelação, conhecida como politização, cabe perfeitamente no diagnóstico de antibolsonarismo psicótico, sintomas detectados em profusão no próprio Josias.




Algumas palavras são empregadas sem sentido, como coringas. O uso indevido talvez seja pela estética ou ignorância mesmo, contudo eu acredito que isso se deva à força do vocábulo. Este texto inspirou o exemplo “genocida” (como se qualquer morte fosse um genocídio). Mas também abusam dos termos “democracia” (como se democrático fosse sinônimo de bom), “literalmente” (supondo-se que literal é tudo que é exagerado) e “genial” (considerando genial o que é bem executado).




Esta não-notícia poderia ser exibida preenchendo espaço no Globo Rural, no entanto foi exibida nas principais páginas de política. Isso não pode ser sério!




Quem matou as carpas e emas da Presidência da República?
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