O ditado foi interrompido para mais um vendedor apresentar seu fantástico produto na sala de aula. Já sabia que meus pais ignorariam lousinhas mágicas, livros para colorir e demais bugigangas educativas. Meus argumentos seriam as facilidades de pagamento; porém, meus pais achariam aquilo caro e saberiam que aquele meu “coração de estudante” era falso, portanto, arrefeceria antes do pôr do sol.
Entretanto, agora era diferente. O sujeito que entrou na sala era figurinha conhecida na escola. Sempre sorridente, ele distribuiu um panfleto: Fundação do Partido Verde. Faz tempo, descobri que a causa ambientalista era só um chamariz para atrair e capturar “almas e corações” juvenis para o sempre anacrônico marxismo. Sem saber, eu estava diante do “diabo” querendo “comprar” algumas almas, representando um “partido melancia” (verde por fora, vermelho por dentro).
No final, confiante na cooptação e contente, ele disse: “Depois eu pago uma paçoquinha”. A fala, perigosamente infantilizada, me remeteu à tática usada pelos traficantes. Sabendo da doutrinação ideológica e manjando o “modus operandi”, se eu entrasse naquela, teria xingado meus pais, trabalhadores, de “porcos capitalistas” e, hoje, estaria vagando numa “cracolândia ideológica”.
A abordagem do “amigão” lembrou tudo o que meus pais (visionários) sempre disseram para evitar. Nesse momento, eu acionei o alarme interno. Aquele “aviãozinho a serviço do tráfico de almas” estava perdendo tempo comigo e, espero, com o restante daqueles aluninhos. Comecei a ouvir o blá, blá, blá disfarçado, fazendo o que eu já sabia: deixando “entrar por um ouvido e sair por outro”.
Demorou para eu descobrir, mas a imprensa que manipula a informação, continua tentando me convencer a destruir a minha e outras existências. Certamente, vitimas, seduzidas por militantes que ofertam doces a crianças, insistem, com um método mais abrangente, em fazer o mesmo.
Há muito tempo, percebi que o meio ambiente era apenas um chamariz “bonitinho”. Se eu caísse nessa armadilha, possivelmente faria o “L”, botaria um boné do MST, vestiria uma camiseta do Che Guevara, tremularia uma bandeira do Hamas, leria Foucault, cantaria a Internacional Socialista...
Como decifrar a mente doentia de um psicopata? Não um assassino, mas um psicopata que consegue se diluir na sociedade. Para descobri-los é necessário um pouco de observação. Quem ocupa uma posição de destaque, apresentando um comportamento manipulador e sem empatia facilita as coisas.
Lula é um latifúndio dessas e outras características negativas. Esse senhor construiu sua trajetória com mentiras e demagogia. Usou esse poderoso dom de conduzir as massas para o Mal. Operários, sindicalistas, o povo brasileiro e mundial caíram nas mentiras de um Lula que foi “vendido” como líder, porém não passa de um golpista. Ele evoluiu às custas dos outros, puxando tapetes, iludindo e passando pessoas para trás. Pelo que vejo, ele gosta que saibam que ele é um picareta, mesmo assim caiam na sua lábia, e sente orgulho disso.
Enganou e continua enganando aqueles que insistem em acreditar que o petista histórico gosta de pobres, bem como minorias. Aliás, seu capital político foi construído na exploração desses. Por isso, ele é o “pai dos flanelinhas de minorias”.
Num exercício cruel de imaginar um psicólogo perscrutando a alma atormentada do Lula:
— Dotô, tudo começou quando eu vi esse sujeito
— Hã... inveja
— O “Coiso” é mal-educado, grosseiro e misógino
— Sei... projeção
— Como é que pode, chamar alguém de mito?
— Hum... inveja
— O fascista e nazista transformou o Brasil num pária internacional
— Aham... projeção
— Esse genocida é recebido por uma multidão e chamado de mito
— Sei... inveja
— Ele é xenófobo, homofóbico e racista
— ... projeção
— A “live” do terrorista reunia um monte de “gado”, diferentemente da minha...
— Entendo... Inveja
— O golpista negociou a repatriação dos brasileiros da Faixa de Gaza. Ele nem é o presidente!
— Sem empatia. Muito sério...
— Ninguém dá atenção pro que eu digo
— Seu tempo acabou.
No filme ‘Cidadão Kane’, o protagonista era muito poderoso. Contudo, no momento da morte, sua última palavra remeteu-o a uma lembrança singela: “Rosebud” (um brinquedo).
Lula, no momento da morte, poderá revelar toda a fonte de sua inveja, bem como o alvo de sua projeção, pronunciando suas últimas palavras: “Mito, mito, mito...”
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🔴 Um tribunal muito louco
Na comédia de 1986 Soul Man (pessimamente traduzido para ‘Uma escola muito louca’), o protagonista “se torna negro” para entrar para a faculdade. Isso já foi feito, na vida real, para aproveitar o sistema de cotas. Pois, o subterfúgio, que sempre foi imoral e vergonhoso, está empurrando Flávio Dino para a mais alta corte brasileira, o STF (Supremo Tribunal Federal).
Entretanto, diferentemente do filme, Dino não rouba a vaga de um negro; ele ocupa a vaga de alguém honesto. Mas o ministro não mudou sua cor (etnia), que sempre declarou ser branca. Tentando encaixar o comunista em alguma minoria, para encerrar a controvérsia e o debate, a ‘Folha de São Paulo’ jogou o “coringa” identitário.
O comunista do PCdoB (Partido Comunista do Brasil) está se dedicando para compôr a Corte. Por ser um mentiroso notório, Flávio Dino não poupou esforços e acendeu uma vela pra Deus e outra pro Cão. Por falar em Deus, pelas manifestações públicas de religiosidade fugáz, fica claro que sua fé é de ocasião, descartável, não um caminho para se redimir dos pecados. Resumindo: ele se preocupa em ostentar uma “cartilha” cristã, esperando obter seus dividendos.
Debochado e desrespeitoso, o ministro abusou de diversas justificativas obviamente inventadas para não comparecer em investigações dos parlamentares. E é justamente dos senadores que Dino precisa. Como não existe amizade com muitos, e a pressão popular pesa contra, a bajulação e a ameaça devem ser as moedas de troca.
O ministro, segundo opiniões, possui notório saber jurídico; no entanto, segundo sua conduta, não tem reputação ilibada, portanto, não preenche todos os pré-requisitos necessários para o STF. Mesmo contando com a antipatia quase geral, o ministro da Justiça está na iminência de assumir o poder supremo.
Esse é outro exemplo de mau uso do poder. Toda a autoridade que ele exerce foi concedida através de um papel; portanto, como não é congênita, tem que ser ostentada. O que era para ser respeito é medo. Essa personalidade fornece um latifúndio para a Psicologia explorar.
Como um juiz de futebol, Dino foi vaiado antes da partida começar.
🔹 O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.
(William Shakespeare)
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🔵 Sangue, assombrações e notícias falsas
O trabalho da Universidade sugeria uma ideia ousada. Não foi difícil e instigante aprovar a sugestão de garimpar as reportagens sensacionais e sensacionalistas do, então moribundo, jornal ‘Notícias Populares’.
Eu fiquei encarregado de ir até o prédio do jornal ‘Folha de São Paulo’ pesquisar os arquivos do mítico jornal popular e popularesco. Esse jornal era do tipo “espreme que sai sangue, imprensa marrom e/ou sensacionalista”. Essa estigmatização é enganosa porque parte da publicação era deliberadamente absurda, cabendo ao leitor o discernimento.
O ‘Notícias’ estampava com destaque na primeira página lendas urbanas, bestas quase mitológicas, acontecimentos impossíveis e manifestações cômicas como se fossem fatos urgentes. As notícias falsas não sofreram a falsa preocupação política nem a criação do carimbo “fake news” (eufemismo para esconder a censura).
Naquele tempo, a ‘Folha de São Paulo’ ainda merecia credibilidade e uma reverência. Portanto, para quem cursava Jornalismo, aquele edifício da alameda Barão de Limeira era um objetivo. Fui entrando e cada pessoa com quem eu conversava, cada setor por qual passava, eu confirmava o imaginário, bem como as expectativas.
Eu prestava atenção na fotocopiadora, enquanto me “embriagava” com o arquivo do ‘Notícias’ e espiava a movimentação frenética da Redação da ‘Folha’. Manchetes históricas, bem como absurdas, do ‘Bebê Diabo’ e ‘Chupa-cabra’ me mantiveram ocupado, enquanto eram folheadas, e contribuíram para que o tempo passasse rápido e meu trabalho não merecesse esse nome.
Antes de abandonar o centro da cidade, um refrigerante na padaria ajudaria na recordação de tudo o que acabara de acontecer. Mesmo recém-ocorrido, aquilo já merecia a lembrança.
À noite, bastaria relatar ao grupo o meu enorme “altruísmo” por ter ocupado a minha tarde selecionando o material do jornal ‘NP’. Na sala de aula, para o trabalho, bastou que eu reproduzisse as matérias do memorável jornal ‘Notícias Populares’ e deixasse sua popularidade falar por si.
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🔴 A lenda do ditador que virou príncipe [Conto das Arábias]
A figura acima é um exemplo da despreocupação dos jornalistas militantes. Com uma técnica que já foi mais sutil, Bolsonaro se encontra com um “ditador anticristão”, porém Lula se reúne com um “príncipe herdeiro da Arábia Saudita”. O ex-presidente parece ter encontrado alguém desprezível, isso faz dele mesmo um ser repugnante; este, no entanto, teve a nobreza de ser recebido por um príncipe herdeiro. Esta segunda abordagem é digna de constar nas “Mil e uma noites”, bem como, merecer ter o relato do passeio de “tapete voador”. Entretanto, embora as descrições sejam bem diferentes, trata-se da mesma pessoa.
A ironia proposital é para mostrar como o jornalista quer que o texto seja entendido. Mas os respectivos disfemismo e eufemismo não deixam dúvida que a intenção, ao contrário do príncipe, não é nobre.
Apesar de se tratar do mesmo grupo de comunicação, as abordagens atribuíram índoles implícitas opostas ao anfitrião, mas que, claro, colaram automaticamente nas visitas brasileiras. Como é popularmente conhecida a militância, tolerância, idolatria e simpatia da Globo pelo petista, é relativamente fácil perceber a tentativa de manipulação.
Talvez, ansiosos com a ferramenta de que dispõem e querendo militar, os jornalistas militantes escrevem e falam incoerências e contradições gritantes. Exemplos: ”Ele foi muito bem de fato. Mas tão bem, que isso se virou contra ele”, “Selic pode subir, cair ou ficar parada”. Com “temperatura e pressão” normais, isso nunca passaria, porém a internet põe luz, ridiculariza e pereniza a manobra. Com o bordão “a internet nunca esquece”, a estratégia fracassa, sendo exposta e virando “meme” (piada).
Essa dificuldade de se adaptar à internet e comunicar com as imperdoáveis novas gerações, faz com que veículos tradicionais sejam rotulados de “velha mídia”, em detrimento da nova mídia que não é movida a dinheiro nem relações perigosas.
O problema não é ter preferência política, a vergonha começa quando, fazendo questão de se considerar isento, escorrega-se na hora de relatar fatos. Para piorar muito, o jornal ‘O Globo’, em editorial, estimula a censura.
⬛️ Texto com imagens no blog:
Gazeta Explosiva
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🔴 Marina Silva, a Amazônia e a caixa-preta
Marina Silva resolveu que a palavra composta “caixa-preta” é racista. Desvio de foco, “cortina de fumaça” ou loucura?
Seria desvio de foco se, em vez de combater o racismo real, a ministra atribuísse a uma simples palavra a origem de todos os males.
A “cortina de fumaça” é muito conveniente para esconder a pusilanimidade, enquanto a Floresta Amazônica e o Pantanal ardem em chamas.
A falsa denúncia pode ser um sintoma de loucura. Ultimamente, a ministra andou falando em nanomísseis, irregularidades cósmicas, corredor humanitário (contra mudanças climáticas?) e caixa-preta (racista). As teorias exdrúxulas foram exprimidas com esses termos e sem nenhuma coesão.
Marina sabe que, simbolicamente, já representa a causa ambientalista. Demonstrando a personificação da Natureza exaurida, espera-se que a esquálida figura diga algo genial. A “intelligentsia” mundial aguarda, com apreensão, a pronúncia sôfrega de algumas palavras de sabedoria. Sabendo dessa expectativa, a ministra do Meio Ambiente diz coisas sem sentido e é aplaudida.
Para as florestas em chamas, talvez a ilustre acreana esteja tomando atitudes heterodoxas: uma reza brava, um arcaico ritual indígena ou uma... “cortina de fumaça”. Como a sorte não considerou o simbolismo da ministra, ela segue culpando os outros.
Simpática, Marina surge exibindo uma presença abstrata, feérica e onírica, mas enganosamente ingênua; não se podia esperar outra coisa, já que circula com desenvoltura por agremiações partidárias, aglomerações e articulações políticas. Gastando a perspicácia, política, ela simplesmente fala o que gostam de escutar. Interpretando o papel de quem preserva o “jardim do planeta”, Marina Silva segue exibindo a aparência de um carvalho centenário, mas seco, ou um moribundo papagaio depenado.
Quase pairando, basta Marina Silva existir e o Brasil terá a chance de desfilar à vontade na COP 28 (28ª Cúpula da ONU sobre o Clima), sua expertise. Bastando ser lembrada, o Brasil servirá de exemplo como defensor das pautas climáticas. Ela é usada como uma “interface” subserviente que defende os interesses do mundo desenvolvido (travas ambientais) e trata nosso país em desenvolvimento como uma eterna colônia. É uma ministra simbólica.
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🔴 Alexandre e o Hamas
Qual é a semelhança entre o ministro do STF (Superior Tribunal Federal) e o grupo terrorista? Sua tirania ensaia uma trégua quando liberta alguns “reféns” com vida. Mas as semelhanças se resumem a isso. É inacreditável, mas o grupo terrorista, que esboçou alguma Humanidade, cumpriu o acordo: libertou reféns em troca do cessar-fogo israelense.
Quando a ministra Rosa Weber, em sua despedida da presidência do Tribunal, fez menção a Alexandre de Moraes, lembrou-me uma telemensagem (dada a breguice e bajulação). O que a ministra disse continha, implicitamente, uma cumplicidade e ironia, porque ambos sabiam que o que era dito não relatava a realidade. Alexandre, em evidente constrangimento, exibia um semblante amarelo, um sorriso nervoso e envergonhado, quase implorando para Rosa encerrar o que ela julgou ser uma homenagem.
Rosa Weber: “Ministro Alexandre de Moraes, companheiro indefectível de andanças, jamais recusou um dos meus convites para visitar unidades prisionais, e me tornou testemunha do apreço que os detentos têm, e as detentas, por sua excelência. Rezamos juntos, convidados pelos detentos de 8 de janeiro, e depois percorremos diversas celas, tanto da Colmeia, quanto da Papuda. E o ministro Alexandre foi aplaudido. Eu, não, ministro Alexandre. Também provou, né [a comida]. Enfim, ministro Alexandre é... insubstituível”.
Ora, embora meu histórico demonstre o contrário, acho que se alguém me ameaçasse com uma faca no pescoço, eu até rezaria o terço para me deixarem viver. Tendo a vida poupada, ainda diria “Deus lhe pague”. Portanto, creio que foi nessas condições que o “Supremo” mereceu as demonstrações de fé: o medo.
No dia seguinte à morte de Cleriston, preso político, Alexandre de Moraes foi condecorado com a Ordem do Rio Branco, por Lula, Mais uma vez, o togado fez o máximo que a culpa lhe permitiu: exibiu um sorriso amarelo. Certamente, uma análise das micro-expressões transbordaria sinais irrefutáveis de conflito entre o que é dito e o acontecido.
Alexandre de Moraes mostra, depois de elevado ao cargo poderoso, uma mudança de índole assustadora, contraditória ao que ele falou e escreveu. Por exercer um poder que lhe foi concedido (portanto, resume-se a um pedaço de papel assinado), não a um poder inato, “Xandão” é um manancial para qualquer psicólogo.
Enfim, para o “Supremo ministro” se igualar ao Hamas, falta o “cessar-fogo”.
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🔵 O segredo
Inventaram um novo nome para o palestrante: “coach”. O nome gringo é apenas para dar uma “gourmetizada” no velho guru de palcos. O”coach” cobra mais caro, mas, no fundo, a essência é a mesma: ao som da musiquinha do Ayrton Senna, surge, no palco, um cara que explica como ele se tornou um sucesso e como ele é demais. Depois de esfregar o sucesso na cara da plateia, ele ainda vende livros. Digo, a secretaria do guru fica com todo o serviço sujo. O guru, assim que terminou sua apresentação, sumiu. De certo, ascendeu à abóbada celeste e agora está sentado à direita de Deus Pai Todo-poderoso.
Geralmente, um animadão palestrante pede para você virar para quem está ao lado e afirmar platitudes mentirosas como: Você é um vencedor, você é do tamanho dos seus sonhos ou você pode ser o que você quiser. Isso tudo é besteira. Dizer frases motivadoras pode até levantar a auto-estima, mas encoraja o medíocre a continuar como está. Sinceramente, se alguém que nem sequer conhece o outro, vira para o lado e diz, aleatoriamente, falsamente, mentiras motivadoras.
Para estimular a excelência, o controle das situações e a alta baixa auto-estima baixa, sendo sincero, é preciso um tratamento de choque. Eu sugiro virar pro lado e dizer:
— Você e um merda
—?!
— Você é um lixo
— ?
— Tudo o que você fez até hoje foi destrutivo
— ?
— Está na hora de mudar, seu bosta!
— ...
Fim da terapia. Eu me sinto bem melhor, e meu interlocutor recebeu o empurrão que precisava para superar os obstáculos da vida
***
Ainda moleque, num dos meus primeiros empregos, eu trabalhei num depósito de logística. Ou seja, era, pejorativamente, um peão. Pois, certo dia, todos os funcionários se reuniram no auditório para ouvir os conselhos de um palestrante. Como teríamos dicas para o sucesso, certamente descobriríamos como nos livrar daquela empresa.
Diante de uma audiência formada, na sua maioria, por funcionários trajando uniforme cinza e bota preta, o palestrante não precisava se esforçar para parecer superior. Só o gel no cabelo e o paletó já seriam suficientes para humilhar e deixar aquele bando de operários em depressão. O sujeito só podia ser bem sucedido, se bem que aquele parâmetro não desafiava ninguém.
Como sempre, o guru do sucesso expõe os segredos de sua, pessoal e intransferível, evolução. Após cançõezinhas motivadoras, gritos exclamativos (ú-hu!) e aplausos, voltamos à triste realidade de quem não é um guru motivador nem tem livros para vender.
A conclusão foi que tudo aquilo parecia muito intangível, a não ser que recebêssemos mais ou largássemos o emprego.
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🔴 Bolsonaro e a baleia
A imprensa, que se fingia de isenta, vem lançando factoides. A mais recente, é surreal: “Bolsonaro é investigado por importunar baleia jubarte no litoral de SP”. A manchete da CNN é extraordinária! Pilotando um jet-ski, ele (Bolsonaro) aproximou a 15 metros do animal (a baleia). Foi isso! De tão absurda que é a denúncia e a investigação, o bolsonarismo cresce.
A pobre baleia jubarte, com graça e elegância, estava fazendo suas evoluções e outros truques aquáticos, impressionando os turistas de São Sebastião, litoral de São Paulo. O fim de semana estava normal e animado, quando chegou o terrível ex-presidente. Isso foi o suficiente para interromper a paz e a harmonia praiana. Não demorou muito, a simples aproximação do mamífero (a baleia) bastou para ativar o ódio de antibolsonaristas históricos, jornalistas, socialistas, associações representativas de minorias e ambientalistas. O cetáceo (a baleia) não foi abatido nem avariado, no entanto, a inoportuna aproximação do genocida (Bolsonaro) estressou o bicho (a baleia), disseram especialistas.
Perseguido na água, na terra e no ar, Jair Bolsonaro cometeu o erro de atrapalhar o meio de vida de uma turma. ONGs, coletivos e cargos por nomeação em geral sempre foram sinecuras intocáveis, portanto, a interferência bolsonarista tinha que ser eliminada de qualquer forma. Desavergonhadamente, tentativa de assassinato e inviabilização de qualquer manifestação de forma de vida bolsonarista foram acionados. Com a falha da trapaça, as máscaras caíram, e agora ninguém esconde a intenção de manipular o jogo.
É claro, o desespero que essas acusações absurdas revelam, só aumenta o movimento que chamam de bolsonarismo. Fica cada vez mais óbvio, Jair Bolsonaro será preso, já é possível perceber, por qualquer motivo: nem que seja por uma baleia. O ato de apagar Bolsonaro e o bolsonarismo da História só não foi efetivado por causa do medo da reação popular.
Em tempo: o misticeto (a baleia) passa bem, e o fascista (Bolsonaro) passa mal.
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🔴 “Una cervecita y una picaña con una gordurita...: la garantía soy yo”
Parece que querendo escorregar numa casca de banana, Lula comprou a briga da eleição presidencial argentina. Não contente com o processo acelerado de destruição do Brasil, nosso eterno ladrão exportou sua equipe de marketing. Desconfia-se o porquê; para Lula, esse pleito era questão de honra. Perdeu.
A quadrilha marqueteira fez o que sabe: na falta de argumentos para defender um desastroso ministro da Economia (Sergio Massa), aplicou a “conversinha” de prometer uma abstração chamada “democracia”, ameaçou (cultura do medo: fim dos benefícios sociais) e movimentou o aparelhamento estatal, lógico, em seu favor. Só poupou os “hermanos” do “golpe da picanha”.
O vencedor, Javier Milei, é quase tão desconhecido aqui como lá. Isto já é bom, porque os argentinos ficam livres do peronismo, do kirchnerismo e do lulismo (que tentou chegar lá); e é melhor, porque elimina a intenção de pintar a América do Sul de vermelho, afasta os ideais nefastos do Foro de São Paulo, evita o uso ideológico do Mercosul (talvez até anule sua existência), economiza dinheiro brasileiro repassado à Argentina, retira o “interesse” de Alberto Fernández visitar seu amigo, redireciona as relações internacionais do vizinho e dissuade Lula da péssima ideia de unificar as nossas moedas. Em suma: o Brasil saiu ganhando.
Javier Milei tem cara de “loco” e jeitão de “loco”. E foi justamente essa fama que elegeu o “maluco beleza”: ele é como aquele argentino cabeludo, que a gente acha legal, vibrando com o Boca Juniors, River Plate ou canta aos berros com uma banda de “rocanrol”. Se bem que a Presidência da República da Argentina está mais para um tango trágico.
Quem é o brasileiro, chamando alguém de louco? Entregamos a chave do cofre para um ex-presidiário condenado por corrupção, mitômano, estelionatário eleitoral e “self-made man” do “jeitinho brasileiro”. Apesar da interessada condescendência da nossa imprensa, Lula transborda demonstrações de que pode ser um grande beneficiário das “laxativas” leis antimanicomiais e políticas anticarcerárias.
Milei é muito louco; Lula é louco.
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🔵 Uma Coca-Cola no deserto
Não era um lugar qualquer, era uma serra gaúcha. Não aquela Serra Gaúcha turística, conhecida em guias de viagem, onde as pessoas são transportadas pelos pontos conhecidos e manjados. Era a zona rural do Rio Grande do Sul, a serra gaúcha “roots” (raiz), onde o Homem tem que dominar a natureza, e o vizinho mais próximo mora numa outra montanha.
A caminhada era necessária. No início do trajeto, carros de boi, criações e uma vastidão de fazenda era quase tudo o que os olhos enxergavam. As únicas diversões eram atacar pedra, partir lenha e colher folhas de fumo. Enfim, diferente do que eu imaginava, ali a vida era bruta, quase um teste de sobrevivência, não um fim de semana na fazendinha da vovó. Basicamente, tudo o que era trabalho, era o nosso passatempo. Aquele ambiente hostil parecia incompatível, sobretudo perigoso, para moleques de 15 anos de idade, acostumados com a vida urbana da Grande São Paulo.
O dia ensolarado, um calor absurdo, a estradinha de terra poeirenta e uma caminhada insana. Embora impossível, para compor o clima árido, faltavam uma bola de feno rolando, uma carcaça de gado e o som de uma águia procurando alimento.
O cenário sugeria qualquer marca de refrigerante. Entretanto, naquele fim de mundo era improvável que houvesse algum bar (ou bodega, como eles diziam). Sabendo que encontraríamos uma bebida gelada somente no centro do vilarejo, caminhamos, subimos e descemos montanhas.
Tinha que enxergar muito bem para perceber que havia uma cabana no pé do morro. De madeira, não parecia uma casa, mas também não lembrava um bar (ou bodega, novamente, como eles diziam).
Quando chegamos, a surpresa! Com a aproximação, a possibilidade de que fosse uma residência estava descartada, tampouco uma miragem. No entanto, quando vimos o tipo de mercadoria que o empório comercializava, a sede alcançou patamares saarianos.
De comer, achamos ração animal e veneno de rato. Fora isso, tinha ferramentas, produtos agrícolas, arreios etc. Apesar da decepção, decidimos arriscar, pedindo uma Coca gelada. Contrariando as expectativas, o refrigerante veio. Tudo lembrava o cenário de um comercial da Coca-Cola. A garrafa, apesar de minúscula, chegou suando, destoando do ambiente seco e fosco, em cima do balcão de madeira.
A primeira Coca-Cola mereceu uma música de Fernando Brant e Milton Nascimento, então acho que minha inesquecível Coca-Cola mereceu a minha humilde crônica.